Gypsy - 1x02 - Morgan Stop

Por Rozany Adriany

2 de julho de 2017

Neste segundo episódio continuamos vendo a construção dos personagens e dos plots que foram inicialmente introduzidos no piloto. Uma das questões que eu acredito que, não só eu, mas todos que estão assistindo a série estão se perguntando é o que será que leva Jean a se envolver na vida dos pacientes, e obviamente, isso deve ser algo que nos será revelado no decorrer da história.
 
Acredito que a cada episódio lidamos com duas facetas de Jean: uma no âmbito profissional e outra no âmbito familiar. Claro que as duas se cruzam sempre, e uma interfere na outra, mas é como se fossem duas pessoas diferentes, e o que acontece aqui é que, de maneira geral, ela está envolvida em uma teia de mentiras. E acho que todos sabemos que mentira tem perna curta, e por isso, ficamos apenas esperando por aquele(s) momento(s) em que a coisa vai desandar e a bomba vai explodir, mesmo que estejamos no segundo episódio ainda e seja bem provável que isso não vá acontecer agora!

Meu melhor exemplo é Sam. O rapaz passa um ar de total desequilíbrio e cada vez que ele aparece e que há a possibilidade de ele cruzar com Jean (se passando por Diane) e com Sidney, me bate aquela agonia básica ao pensar “é agora, vai dar ruim”, uma vez que continua evidente que seu envolvimento maior é com ela. A terapeuta não consegue esconder a atração e continua se arriscando ao tentar adentrar mais fundo na história do ex-casal, seja através dele na terapia ou através dela em suas conversas. 

Outra coisa que eu pude perceber é que Jean não está apenas insatisfeita e/ou entediada em sua vida familiar, mas também no seu trabalho, com aqueles pacientes que, por mais que sejam aconselhados, parecem não assimilar a situação e a terapia acaba não fazendo efeito, por assim dizer. E o que vemos em Jean é uma necessidade, um forte querer em criar novas abordagens para lidar com esses pacientes, quando na verdade, o certo seria ela perceber que não depende só dela, e sim principalmente da paciente. E acredito que, em partes, seja por isso que ela se coloca na vida deles, mas, de certa forma, penso que ela não faz isso visando o bem de seus pacientes, e sim por alguma necessidade e satisfação pessoal que, como falei de início, ainda não sabemos qual seja.
Já no âmbito familiar, o que eu vejo em Jean é uma pessoa insegura, principalmente com seu marido, coisa que fica evidente sempre que ela se desestrutura pelo ciúme que sente dele com a secretária. Situação que, por sinal, repito que espero que não aconteça, rs. Vejo ele como aquele rapaz certinho que sequer pensa em trair sua esposa e colocar em risco o bem-estar de sua família, porém, não posso negar que sua secretária é muita “suspeita” e que começo a me inclinar para o lado de Jean quando diz que ela quer algo com ele e digo mais, está agindo de forma bem descarada, diga-se de passagem. 

E com relação à Dolly, sua filha, acredito que o plot vai continuar sendo desenvolvido sutilmente, primeiro com a situação na escola, agora com o desejo dela de cortar o cabelo, etc. Acho que vai ser um dos plots mais interessantes da série, não só por estar trabalhando esta questão do gênero desde criança, como também pelo fato de que poderemos ver como Jean irá lidar com isso, não como terapeuta, mas como mãe, já que sabemos que, independente do profissional que somos, quando se trata de algo dentro da nossa família, a perspectiva muda completamente. 

No geral foi um bom episódio, para mim o piloto foi melhor, mas entendo que a história ainda está se desenrolando e que vamos seguir desvendando os plots e, principalmente, as motivações de Jean ao longo dos episódios. Então, aguentem firme e até a próxima review!
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