Cinema em Foco: Questão de Tempo

Por Ellen Joyce Delgado

7 de julho de 2017

“De repente, a viagem no tempo parece desnecessária porque todos os detalhes da vida são prazerosos.”

O filme,  produzido pelo diretor Richard Curtis, traz um enredo bem marcante: Como seriam nossas vidas se tivéssemos mais uma chance? 

No começo de tudo conhecemos Tim. Um jovem, com seu jeito todo peculiar e nada popular. Ele era uma pessoa pouco comentada, mas trazia uma marca que passaríamos a admirar mais adiante. No seu aniversário de 21 anos de idade, em uma conversa com seu pai, ele descobre que a família trazia um enigma: Viajar no tempo. Os homens podiam regressar a todos os momentos que já viveram. Reabitar o passado. 

No início, isso foi muito questionado por Tim, mas era com seu pai que ele estava falando. Não havia como duvidar. 

O seu dom teve uma missão central: encontrar a mulher de sua vida! Essa era uma tarefa nada fácil para ele. Mas nas idas e vindas do dia a dia, Tim acaba se encantando por uma jovem, neste caso, estamos falando de Mary. Isso aconteceu durante sua ida para Londres, onde procurava reconstruir sua vida após alguns infortúnios do destino. Os encontros e desencontros com Mary foram os mais inusitados. Tim tentava ser sempre tão perfeito que acabava regressando inúmeras vezes. Ele queria deixar sempre as melhores lembranças para a mulher que ele já podia amar. 
Suas voltas no tempo acabam mudando muitas coisas. O que nem sempre deixou o passado das melhores formas. Isso podia trazer coisas irreversíveis. 

Em uma geração romancista no mundo cinematográfico, digo que, por mais peculiar que seja o ápice do filme, ele me valeu muito a pena. Ele traz uma originalidade e não foca exclusivamente no romance. Temos a parte familiar, temos as difíceis missões de nossas vidas e os ensinamentos que a rotina de Tim nos transferia. Tudo foi uma combinação perfeita: romance, comédia e drama em uma única obra. 

O cenário do filme é maravilhoso. Temos uma obra britânica que carrega os traços dessa cultura. Londres sempre será uma cidade apaixonante, e com o filme podemos conhecer o dinamismo de um cidadão inglês. O diretor soube inovar nesse ponto e trazer os verdadeiros traços de um mundo mais realista. 
Foram duas horas de filme. E se me cansei disso? Não mesmo. O diretor aproveitou o enredo de todos os outros personagens secundários. Não temos aqui um sofrimento para a união de um casal, pelo contrário. Aqui temos a verdadeira vida de um casal e tudo o que acontece à sua volta. 

Esse é um tipo de filme que traz um sentimento de mansidão. Pude me sentir bem após assisti-lo, sem fugir da realidade – mesmo com o clímax anteriormente citado. A questão é que passamos boa parte de nossas vidas querendo voltar ao tempo. E, nem sempre essa seria a melhor maneira de resolver as coisas. Volte no tempo através de suas lembranças. No filme, podemos descobrir isso. 

Essa é a recomendação para hoje. E fica aqui minha última mensagem: Façamos do nosso presente um lugar infinito! 

Data de lançamento 20 de dezembro de 2013 (2h 03min) 
Direção: Richard Curtis 
Elenco: Domhnall Gleeson, Bill Nighy, Rachel McAdams  
Nacionalidade: Reino Unido

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