Netflix and Chill - Marco Luque | Tamo Junto

Por Alvaro Luiz Matos

18 de junho de 2017

O nome da coluna te chamou a atenção? Você sabe o que significa não é? Pois bem o primeiro passo eu já dei: trouxe-lhe até aqui.

O Próximo passo é te dizer para não se apegar ao nome dessa coluna, pense mais na opção assistir e relaxar, muito mais simples para nós seriadores. E para que você relaxe de verdade é importante acertar no show que vai escolher para o seu tempo precioso, dando play apenas naquilo que realmente vai te interessar.

Não, não quero “cagar regra”, mas nessa primeira temporada dessa nossa nova coluna espero te ajudar a escolher dentro das novidades daquela semana, se tal filme, série, stand up ou anime vale o seu tempo. Vou arriscar e virei aqui te contar como foi minha experiência, seja ela boa ou ruim. Bora começar?

Essa semana teve várias novidades na Netflix, desde o retorno da última temporada de Orphan Black, passando pelo show Oh, Hello on Broadway, uma coleção de filmes, a segunda temporada de You me Her e também o Show Tamo Junto de Marco Luque. E por acreditar que o mais óbvio seria escolher entre um filme ou uma série para manter o site em terreno seguro, preferi ir direto ao nosso compatriota Marco Luque e fazer uma crítica ao seu stand up.

Já vou dizendo, apesar de ser louco pelo cenário do stand up nacional e ser fã de Rafinha Bastos, Danilo Gentili, Daniel Duncan, Murilo Couto, Léo Lins, Diogo Portugal e outros tantos, devo dizer que Marco Luque e seu estilo de comédia não é daqueles que mais me agrada. Portanto apertei play com um preconceito incrível, pronto para criticar o show do nosso comediante.
O texto até que não começou ruim, mas Marco Luque, que tem uma dificuldade enorme na entrega da piada, desperdiçou bons momentos. Por vezes a plateia mal respondeu permanecendo em silêncio sem perceber que se tratava de uma piada, mas aos poucos o show foi esquentando e a platéia respondendo melhor ao comediante (que segue sem saber entregar as suas melhores piadas).

Vale também mencionar que, apesar de frisar que seu terreno é muito mais voltado para a criação e a interpretação de personagens e que estaria ali se arriscando em um stand up, Marco Luque não conseguiu deixar de lado o que faz de melhor. Saber imitar vozes e tipos fez com que, mesmo sem saber entregar bem as piadas, o comediante conseguisse valorizar seu texto. Se pararmos para pensar o correto seria que tenhamos os dois, mas hoje poucos comediantes no Brasil conseguem agregar essas duas características, e isso pelo menos vem a contar a favor do Ex CQC.

O show terminou muito melhor do que começou, quando Marco Luque começa a falar de cachorro o show realmente melhora e termina em alta. Mesmo assim se eu tivesse de indicar algum stand up dentro da Netflix não seria o “tamo junto”, preferiria te dizer para procurar pelos shows a seguir:

Piadas Secretas – Léo Lins
Propaganda Enganosa – Murilo Gun
Home Office – Patric Maia
Politicamente Incorreto – Danilo Gentili

Até a próxima semana galera.
Comentário(s)
0 Comentário(s)