Música em Foco: Jolene

Por Ellen Joyce Delgado

6 de junho de 2017


Sintomas de Saudade 

Começamos o dia com uma música admirável. Jolene, de Ray LaMontagne. Essa foi uma música aleatória que acabei pegando em um filme - o qual ainda não me lembro o nome.

Nunca tivemos que caminhar tão rápido. O mundo gira mais depressa e as horas nos fazem mais prisioneiros do agora. Acordamos energizados para novos desafios mas, com o tempo, nos desgastamos por sermos meros prisioneiros de uma sociedade hipócrita. 

Nem sempre sabemos as estradas que estamos enfrentando. Não sabemos, ao certo, se realmente queremos alcançar o fim. É bem difícil estarmos vivendo e, do mesmo modo, não estarmos armazenando nada valoroso dentro de nós mesmos. 

Os dias surgiram para serem lembrados. Viver o agora faz parte de deixar uma história inesquecível e merecedora de ser passada adiante. Mas, ainda assim, não sabemos se fugimos ou se incorporamo-nos à aglomeração. Na maioria das vezes, estamos sempre cansados. 

I ain't about to go straight It's too late - Eu não pretendo tomar um rumo. É tarde demais. 

Às vezes precisamos de algo – ou alguém – onde possamos nos segurar. Em alguns momentos, sentimos que nem as partes do nosso corpo nos integram mais. E dói, dói nos sentirmos tão fragilizados. 

Só aquela imagem nos recompõe. Somente aquela pessoa poderia nos salvar desta raça humana

Temos a mania de acharmos que estamos sempre à frente de todas as gerações. Acreditamos que a espécie humana ainda existe por ser a mais forte e a que melhor se saiu no processo de adaptação. Talvez, ainda não tenhamos percebido que só estamos aqui porque somos meros covardes que se esconderam atrás dos próprios medos. 

Mas talvez, hoje, eu não pretenda tomar um rumo. Em algumas decisões, pode ser tarde demais. Ainda me resta descobrir muitas coisas e acompanhar, de forma observadora, onde foi que eu me perdi. 

Still don't know what love means. - Ainda não sei o que o amor significa.

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