House Of Cards - 5x3/4 - Chapter 55/56

Por Alvaro Luiz Matos

2 de junho de 2017

Os episódios três e quatro seguiram o mesmo ritmo do segundo, uma loucura só, todo mundo assustado, planos e mais planos de se manter no governo. Um pouco de drama aqui e ali e pronto foi exibido como são os dias que antecedem a eleição.

O que posso falar sobre isso é que a adrenalina realmente é aquela, e dada as devidas proporções entre a ficção e a vida real, entre uma eleição presidencial e uma municipal, os dias que circulam as votações são estressantes, as pesquisas mostram tendências, mas você prefere acreditar no seu instinto (que por sempre falha). O dia da eleição e o resultado podem coroar um trabalho ou dilacerar um peito cheio de expectativas, mas a adrenalina de viver e gritar pelos cantos a sua opinião é muito tentador. Sim, eu sei que deve estar pensando “nossa, mas que cara chato”, e devo admitir, para alguém que optou fazer um curso de extensão em ciência política só por gosto, tenho um pouco de insanidade.

Enfim, nosso concorrente tentou passar o dia ganhando o eleitorado com perguntas e respostas e acabou por ficar claro que também não estamos diante de um político honesto e que Conway não é bem um herói, talvez muito mais uma pessoa fria e sem escrúpulos. Fiquei com a sensação de que não foi bem um salvamento, e que ele estava ‘juntando’ o lixo (ou os corpos) e que talvez houvesse até uma traição básica ao seu país. Sensação que vai além das possibilidades da série, afinal temas assim afastariam muito o roteiro do tema central.

De qualquer forma, se algo ocorreu deverá ser abordado ainda durante a temporada, mas o certo é que nada o atingiu durante a eleição e foi aí que os planos malucos e de desordem de Francis Underwood entraram em ação. Esse negócio de simular ataques terroristas e criar pânico é sim algo bem comum em países do oriente médio, por exemplo, onde as eleições acabam por serem quase sempre fraudadas, e não precisa ir muito longe, ou você é daqueles que chama a Venezuela de um país democrata? (perdendo leitores em 3...2...1...).
E foi ai que o último dia de eleição foi eficaz por intermédio de um episódio que mostrou quem é quem nessa história. Seth é um bosta, e está sempre em dúvida quanto a sua lealdade, já Doug é como aquele cão leal (já falei disso no texto passado), mas Leann ainda me trazia dúvidas e isso não acontece mais. A personagem ganhou muito o meu respeito e mostrou que muitas vezes é mais capaz que o próprio Doug.

De qualquer forma o episódio começou tendendo para a derrota de Frank, terminou tendendo a essa derrota e acabou sem que você tivesse ideia do que viria a seguir. Portanto não sai daí, aperta o play e vamos para o próximo (como eu te amo netflix).
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