Gypsy - 1x01 - The Rabbit Hole (Séries Premiere)

Por Rozany Adriany

30 de junho de 2017

Aqui estou, adicionando mais uma série na minha grade porque a miga Netflix não dá trégua, não é mesmo? E, como as séries que eu escrevo estão em hiatos, resolvi me aventurar por esta nova produção e trazer as reviews desta primeira temporada para vocês! Acredito que este primeiro texto vai ser uma mistura de "primeiras impressões" com "review", já que é o piloto da série e, teoricamente, aquele que decide se continuamos ou se já desistimos de cara! Então, vamos lá!?

Bem, sendo bastante sincera com vocês, o meu primeiro sentimento com esse episódio foi de impaciência. Por quê? O episódio foi meio arrastado e eu acredito que isso se deve ao fato de ter 58 minutos, ou seja, muita informação para ser assimilada em um primeiro episódio, mas, além disso, a série tem um ar calmo, um estilo mais tranquilo, meio que um joguinho mental, por assim dizer, onde as coisas acontecem de forma mais lenta, e isso meio que faz com que sintamos que o episódio não acaba nunca.

Porém, apesar desde sentimento, fiquei presa nos acontecimentos durante todos os 58 minutos! Inicialmente, Jean (Naomi Watts) parece apenas uma terapeuta normal que se divide entre lidar com seus pacientes e cuidar de sua família. O que passamos a perceber no decorrer do episódio é que Jean, não só tem problemas de ansiedade, como também tem dificuldade em se afastar emocionalmente dos problemas de seus pacientes, e como se isso não bastasse, a mesma está se sentindo entediada em sua vida familiar. 

E é a partir daí que começamos a perceber o que a diferencia dos outros terapeutas. Jean passa a se envolver emocionalmente com seus pacientes em um nível que nunca vimos, uma vez que ela se coloca propositadamente na vida das pessoas de quem seus pacientes estão se queixando. Não entendeu? Calma que explico! Neste primeiro episódio conhecemos os três primeiros pacientes de Jean: uma senhora que se queixa constantemente de sua filha que, pelo visto, não tem tempo para a mãe, ao mesmo tempo em que a mãe não consegue manter certos limites em sua relação com a filha; um rapaz que tinha uma relação de dependência com sua namorada e que agora sofre porque ela o deixou; e uma garota com problemas familiares e viciada em drogas. 
O que acontece? Logo de cara vemos Jean se colocando na vida da namorada do rapaz, Sidney. A garota trabalha em um café e canta em uma banda e Jean (se apresentando como Diane) fica fascinada por ela, e aqui temos indícios de um possível envolvimento amoroso entre as duas, uma vez que fica claro que ambas estão bastante interessadas uma na outra. Então, este é um plot que eu acredito que ainda irá se aprofundar e nos trazer várias confusões, uma vez que o rapaz parece ser totalmente instável, ou seja, imaginem o que irá acontecer quando ele descobrir todo esse envolvimento de sua terapeuta e sua ex-namorada.

E se, inicialmente, nós pensamos que o envolvimento seria apenas com a ex do rapaz, nos últimos momentos do episódio, vimos Jean se colocando na vida também da filha de sua primeira paciente (isso mesmo, a senhora cuja filha parecia não ter tempo para ela). Jean usa a informação de que a filha frequenta um mesmo salão semanalmente e aparece lá no mesmo horário. O que fica em aberto aqui é: por quê? O que leva a terapeuta a se introduzir desta forma na vida seus pacientes? E isso é algo que deduzo que será trabalhado durante a temporada!

Por fim, mas não menos importante, Jean também precisa lidar com algumas situações em casa, como o ciúmes que tem de seu marido com sua secretária, e as nuances mostradas por sua filha que, à primeira vista, parece ter sentimentos "diferentes" das crianças de sua idade (Não vou usar nomenclatura nenhuma ainda, porque não tivemos certeza nenhuma até agora, então, vamos esperar para ver o que acontece nos próximos episódios). O que pude perceber é que a questão do ciúmes e da possível traição do marido com a secretária pode ser algo a ser aprofundado durante a temporada, mas que inicialmente é apenas insegurança de Jean. E até acredito que entre os dois plots, o da filha deveria ser aquele com mais ênfase, afinal, trata de uma temática interessantíssima, ainda mais se levarmos em conta a idade da criança, e tudo o que se passa em sua cabeça para, por exemplo, beijar sua amiguinha e depois dizer que não é uma menina. Então, meu conselho é: esqueçam a traição iminente e se aprofundem na questão de gênero e identidade da criança.
No geral, minha conclusão é que não foi um piloto ruim, a história prende, e você vai se envolvendo e vai entendendo melhor o que está acontecendo tanto com Jean como com seus pacientes, e é claro que o final deixou aquele gostinho de quero mais, então, definitivamente foi um piloto que me fez decidir dar continuidade à série. 

Deixem seus comentários sobre o piloto e continuem comigo durante as próximas reviews. ;)
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