Cinema em Foco: Interstellar

Por Ellen Joyce Delgado

23 de junho de 2017


Interstellar (Interestelar, no Brasil) é uma produção cinematográfica dirigida por Christopher Nolan, que traz atores famosos como Anne Hathaway e Matthew McConaughey. O filme foi produzido em novembro de 2014 e tem uma duração média de 2h e 49min. 

O longa mostra o interesse humano sob uma imensidão devastadora. Ele traz um enredo envolvendo drama e, principalmente, ficção científica. Eu, como uma mera espectadora desinformada, precisei de muita atenção e explicações para compreender o filme. Não por falta de enredo e contexto, muito pelo contrário: o filme traz uma analogia incrível do mundo estelar e aborda explicações científicas que nem sempre temos interesse em abordar. 

Inicialmente, o filme debate a rotina de uma família norte americana, onde o pai vive com dois filhos – sendo eles um casal. O mesmo é um Engenheiro Espacial e é convidado para liderar uma missão no espaço, onde o intuito é explorar novos planetas onde os mesmos pudessem encontrar oportunidades para a vida humana. 

O interesse surge dentro do Engenheiro, justamente pelo mesmo estar cansado do comodismo humano em apenas permanecerem vivos – isso até o dia em que tudo pudesse acabar. O clímax do filme se inicia a partir dessa expedição. 

O diretor conseguiu abordar não apenas teorias, mas fatos incríveis a partir de dados realmente abordados pelo meio científico – física e astrofísica. Com o filme, pude entender um pouco mais sobre a Dilatação do Tempo – algo que ainda assim permanece-me complexo. Esse foi o aspecto marcante do filme. 


Ao visitarem o Planeta Miller, com proximidade ao buraco negro Gargantua, a gravidade intensa fez com que existisse uma diferença muito grande de tempo. De uma forma mais clara, cada hora passada neste planeta equivalia a sete anos para as pessoas que estivessem aqui na Terra, por exemplo. Por mais difícil que seja a compreensão para algumas pessoas – como eu – isso é realmente possível. Isso vem de dados como a Teoria da Relatividade, vinda de Einstein

O tempo é diferente em diversas partes do universos, vindo por razões como a gravidade. Essas são as descobertas que temos graças à nossa Ciência Física

A montagem do filme é realmente impressionante. Todos os detalhes visuais e sonoros foram muito bem profetizados. O som e a ausência dele em horas precisas se fizeram primorosos. Os momentos marcados pela gravidade e a imensidão no Espaço me fez sentir presente naquele enredo. 

O filme aborda temas humanísticos. Traz a devastação do homem, a capacidade cognitiva, o desenvolvimento teórico e a quebra do mesmo. De um outro lado, o enredo também traz momentos mais sentimentalistas. Temos as cenas de despedidas, aceitação, rejeição e saudade.  
Durante todo o filme, o espectador deve manter-se atento. Cada detalhe e fundamentos teóricos se fazem necessários para a conclusão da trama. Ao final, posso dizer que senti-me satisfeita durante todo aquele tempo que me mantive atenta à produção. Afirmo que este é um filme muito bem aclamado por amadores de ficção científica e pode, também, apreender todos os outros públicos que apreciem teorias e enredos com mais conteúdos instrutivos. 

Por fim, concluo que vale muito a pena acompanhar essa produção cinematográfica - não precisando ser apenas uma única vez. 

Elenco: Jessica Chastain, Anne Hathaway, Michael Caine, Casey Affleck, Ellen Burstyn, Topher Grace, Wes Bentley e Matt Damon.


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