Cinema em Foco: As Vantagens de Ser Invisível

Por Ellen Joyce Delgado

30 de junho de 2017

As Vantagens de Ser Invisível é uma produção baseada em um livro, do mesmo nome, que traz consigo um drama adolescente. O filme foi dirigido por Stephen Chbosky e teve sua estreia no cinema em 2012

A dramaturgia traz uma forte incógnita para nossas vidas pessoais. Todo o enredo acompanha a vivência de um jovem de 15 anos, chamado Charlie, que acaba de passar uma forte perda em sua vida pessoal - suicídio de seu melhor amigo - e, por conseguinte, ingressa no colegial. 

Charlie enfrenta vários problemas com sua personalidade. O mesmo havia passado por um sério tratamento contra a depressão. Inicialmente, já podia ver ele escrevendo cartas – ou supostos desabafos – para seu amigo - anteriormente citado. 

Perdido no meio de tanta gente, Charlie acaba encontrando outras almas aleatórias naquela multidão: Patrick e Sam. Pessoas que também pensavam como ele, ou talvez pessoas que podiam entender como era ser ele. Esses passaram a ser os dois companheiros indivisíveis de Charlie. 

A adaptação do contexto literário para o mundo cinematográfico foi muito bem feita. Posso dizer que o filme seguiu zeloso todo o conteúdo do livro. A montagem para as telonas trouxe muitas críticas positivas para a direção do filme – tudo isso, também, pelo atores que absorveram completamente a personalidade de cada personagem representado. 

E o que dizer sobre as músicas? O cineasta acompanhou muito a geração 70, 80 e 90, e essa foi uma marca poderosa no filme. Mas claro, digo que tivemos uma música mais relevante. Neste caso, estou falando de “Heroes”, de David Browie. A composição acompanha o enredo da seguinte forma: 

We can beat them, just for one day. We can be Heroes, just for one day. 
 (Nós podemos vencê-los, ao menos por um dia. Nós podemos ser heróis, ao menos por um dia.) 

Uma luta imensa contra os estereótipos sociais! 

Charlie só precisava ser ele mesmo e, do mesmo modo, fazer a diferença na vida das pessoas que o cercavam. Ele estava preocupado demais em mostrar que o amor era muito mais que um mísero sentimento mendigado. Para ele, merecemos muito mais do que simples palavras. Ele estava ocupado demais amando as pessoas

O filme termina de uma forma emotiva e questionadora. Inicialmente, eu não havia entendido o desfecho da história. O filme trazia muitos fragmentos de memórias passadas de Charlie, e são nestes momentos que devemos prestar muita atenção. Neste caso, na convivência que teve com sua tia – a qual ele também havia perdido. 

Após meu regresso em algumas cenas do filme, e em lembranças passadas que Charlie nos trouxe, pude compreender fielmente o seu arremesso ao esgotamento. Toda aquela fuga tinha explicação. 

Vendo tudo isso sozinha, pude refletir sobre alguns valores humanos e as falhas que trazemos interiormente. Tive também recordações envelhecidas, as quais permaneciam no modo “memória seletiva”

Por fim, encerro a resenha afirmando que este filme vale a pena ser acompanhado - e de forma bem respeitosa. 

As Vantagens de ser Invisível (2012) - The Perks of Being a Wallflower 
País: EUA 
Classificação: 14 anos 
Estreia: 19 de Outubro de 2012 
Duração: 103 min. 
Direção: Stephen Chbosky 
Elenco: Logan Lerman , Emma Watson , Ezra Miller , Paul Rudd , Nina Dobrev , Mae Whitman , Erin Wilhelmi

Heroes - David Browie



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