American Gods - 1x08 - Come to Jesus (Season Finale)

Por Elizabeth Silva

24 de junho de 2017

Após uma primeira temporada grandiosa, American Gods se despede temporariamente de nós com seu oitavo episódio intitulado "Come to Jesus". Se o que todos queriam era um episódio com mais ação o oitavo com certeza trouxe isso e, para minha imensa alegria, trouxe algumas respostas que precisavam ser dadas para encerrar a temporada com chave de ouro.

Dessa vez, a característica história inicial não é contada por Mr. Ibis, como de costume, e sim pelo ilustre e irreverente Anansi, ou Nancy para os íntimos. Torci para que ele aparecesse novamente e fui muito bem atendida, pois ele é um personagem um tanto quanto intrigante, que fala sem papas na língua, que tem um quê de superior e passa essa sua força sem nenhum esforço. Ele é o narrador da história de Bilquis, a intrigante deusa que apareceu de maneira mais que memorável na série e que desde o começo me intrigou, pois me deixada enlouquecida para saber de onde ela veio e qual a sua participação em tudo isso.
A história de Bilquis fora muito bem retratada e trouxe uma lição de moral enorme que estava e não estava nas entrelinhas. Conta a história de uma Rainha, uma rainha que despertava a fúria dos homens com todo o poder que possuía, toda a glória e toda a adoração. Pois Bilquis tinha o poder por seu corpo, não era submissa a ninguém, pois ela é uma mulher que tem todo e qualquer controle sobre sua sexualidade e isso era inaceitável para os homens. É clara a referência que o episódio faz sobre a luta das mulheres pela retomada de controle de seus próprios corpos, numa sociedade que insiste em prendê-las em si mesmas. Uma coisa interessante que Anansi conta no final da história dela, é sobre como nós fingimos que agimos diferente em situações extremas. Claro que cada pessoa é diferente uma da outra, mas ainda assim insistimos em julgar as escolhas sem refletir que se talvez fosse você, a escolha boa ou ruim talvez fosse a mesma também.

Após essa enorme reflexão inicial, somos direcionados para o Kentucky, para conhecermos a fabulosa e poderosa Ostara, a Deusa da Primavera, interpretada por Kristin Chenoweth (You're a good man, Charlie Brown). Nos deparamos num encontro de Jesus Cristos, e somos posicionados no tempo em que a série se passa, é Páscoa, época do renascimento de Jesus e o equinócio de primavera, o que torna esse o dia de Ostara também. Odin usa isso como pretexto para trazer a Deusa para o seu lado, como ela havia dito no começo do episódio ele precisava de uma rainha, mais precisamente, dela. O plano de fundo é perfeito para que Odin mostre sua força e o véu de Shadow caía por terra e ele passe a acreditar em tudo que vê, eu acredito que a conversa com Jesus também ajudou a tomar essa conclusão.
Laura Moon e Mad Sweeney chegam a casa de Ostara e Laura tem a resposta para suas perguntas, das quais ela já desconfiava da resposta, a confirmação que Odin a sacrificou para poder ficar com Shadow ao seu lado. Apesar de não ter certeza se Shadow vai desculpar Odin pela morte de sua esposa, eu acho difícil que na próxima temporada ele não continue a seguir Wednesday até Wisconsin, para a casa de pedra.

Eu li que muitos estavam esperando um confronto mais direto, mas assim que a renovação da série foi anunciada eu duvidava já que teríamos um embate assim no final da temporada, afinal os produtores tem mais tempo para desenvolverem a trama e não precisar correr com nada. E ainda assim a série teve um final e tanto! O que vai acontecer com Laura? O que vai acontecer em Wisconsin, com os novos e os antigos deuses? Perguntas essas que serão respondidas em uma segunda temporada que já virá tão bem produzida, roteirizada, filmada e com uma fotografia de cair o queixo, como foi essa primeira e que estaremos ansiosos para ver.

Espero o retorno da série e o de vocês caros leitores! Até a próxima!
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