Prison Break - 5x07 - Wine Dark Sea

Por Lorena Alvarenga

22 de maio de 2017

Wine Dark Sea veio para ser um dos episódios mais interessantes da temporada de Prison Break e um dos mais difíceis também, ele foi justamente o episódio que veio depois da notícia de que a série não voltará, pelo menos por hora, para uma nova temporada, entrando assim ao final dos nove episódios oficialmente para a geladeira da Fox. E talvez pelo anúncio o meu olhar sobre a série tenha sido um pouco mais atento, mais crítico e inevitavelmente mais duro. Foi justamente nesse episódio que as falhas se sobressaltaram mais e chegaram a gerar um leve incômodo. 

Oito anos se passaram para sabermos que Michael não morreu, oito anos para Michael reencontrar Lincoln, Sucre e principalmente Sara. Depois da fuga no deserto do episódio passado vemos Michael lutando para resistir ao envenenamento e Lincoln e Whip tentando salvá-lo, tudo isso serve de motivo para dois tão esperados reencontros e é preciso dizer que por hora eles não atenderam às expectativas.

Qualquer pessoa que tem acompanhado a reação da internet à série sabe que a maior crítica tem sido em relação aos furos de roteiro e a correria em que a série tem apresentado suas histórias. Mais uma vez devemos considerar que Prison Break não tem mais a mesma quantidade de episódios que estava acostumada no passado, mas é preciso lembrar também que séries de muito sucesso conseguem justamente ser tão bem desenvolvidas graças ao pouco tempo que tem. Em uma temporada tão curta é preciso que as coisas andem rápido, que a história seja bem desenvolvida e que cada episódio seja bombástico e nesse ponto não podemos reclamar. Prison Break vem semana após semana apresentando episódios com muitos acontecimentos, cheios de ação e emoção e cenas de tirar o fôlego. Mas por outro lado, uma temporada de nove episódios não deixa espaço para erros no roteiro e é exatamente aí que a série tem pecado. Os furos de roteiro vão desde a falta de explicação em alguns pontos, na falta de alguns personagens, saídas de roteiro preguiçosas e até erros de continuidade.
Por falar em falta de personagem, Sucre, que só tinha aparecido rapidamente no primeiro episódio, voltou à série da forma mais previsível possível. Afinal desde o momento em que ele mencionou lá em Ogygia que estava trabalhando em um navio não foi muito difícil imaginar que ele provavelmente voltaria em algum momento em que Michael precisasse de transporte. Erros à parte, a chegada de Sucre foi sem dúvidas um acerto para o momento, Papi é sem discussões um dos personagens mais queridos e carismáticos da série e serviu muito como alívio cômico. 

Mas apesar do amor por Sucre, o encontro mais esperado do episódio foi entre Michael e Sara. Tendo Creta como cenário vemos Sara atravessando alguns mil quilômetros para salvar Michael, e apesar de previsível não poderia ter concordado mais, afinal, esse já era o sétimo episódio e eles ainda não tinham se visto. E além do mais foi lindo. 

O grande erro do episódio foi a ingenuidade de Sara. Se na review passada elogiei a esperteza da personagem, essa semana quebrei a cara totalmente. Como assim Sara?? A internet quase toda sabia que Jacob era Poseidon ou estava ligado a ele, mas de alguma forma ela caiu na explicação mal contada do cara. E sim, ela foi casada durante anos com o ele, se abriu, confiou, contou todas as coisas do passado e reconstruiu sua vida, mas depois de tudo o que passou ela deveria se sair um pouco melhor que isso.
Wine Dark Sea não foi ruim, mas poderia ter entregado mais. Deixou muito a desejar em alguns pontos e não surpreendeu em nada ao revelar que Jacob é mesmo Poseidon, mas cumpriu sua tarefa ao deixar Michael mais perto da sua volta para casa e continuou a entregar os finais de tirar o fôlego que a série tem apresentado, com direito a explosão e tudo.

P.s.*: A despedida do Ja foi sem graça e nada emocionante, mas levantou um questionamento: A cisma com o Freddie Mercury vai ter algum uso na série??

P.s.**: Só eu achei a atuação do Dominic Purcell em alguns momentos bem fraca? 

P.s***: Fofa a preocupação do Whip com o Michael.
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