Prison Break - 5x05/ 5x06 - Contingency/ Phaeacia

Por Lorena Alvarenga

15 de maio de 2017

“Quando Michael enfrenta o mundo, o mundo sempre perde.” 

Prison Break deu mais dois passos largos na construção de uma temporada sólida que vem se baseando com maestria na nostalgia e apostando em velhas fórmulas de sucesso da série para retomar suas histórias. 

Por falar em retomar as histórias, finalmente descobrimos o porquê da ‘morte’ de Michael. É claro que já tínhamos algumas informações sobre esse período e não foi tão difícil preencher as lacunas, mas precisava ser contado, e precisava ser contado da forma como foi. Precisávamos de emoção, do ressentimento do Lincoln por ter ficado no escuro esse tempo todo, precisávamos ouvir o lado do Michael (que na minha cabeça fez muito sentido), mas principalmente precisávamos sentir a dor dos dois para nos conectarmos realmente com os acontecimentos atuais. 
Criar uma história de sucesso deve ser incrivelmente difícil, mas retomar uma história de sucesso anos depois é provavelmente muito mais complicado. Entre os anos que se passaram do final da quarta temporada e essa temporada atual muitas coisas aconteceram na televisão, séries incríveis surgiram e mudaram completamente o jeito de fazer séries e mudaram principalmente o nosso gosto e nos tornou muito mais exigentes. O que anos atrás era sucesso nos dias de hoje em muitos casos provavelmente não nos agradaria e isso é muito natural. E Prison Break tem conseguido jogar com isso, apesar de um primeiro episódio que pelo menos para mim não foi satisfatório, a série se recuperou bem e conseguiu dosar a nostalgia com suas velhas apostas em desenvolvimento e por enquanto isso tem bastado. 

 Mas apesar de ter sido um acerto Michael ter contado os motivos de se manter afastado, isso mostrou um problema: e os outros personagens, o que eles fizeram durante todo esse tempo? É claro que saber sobre Michael era o principal e claro que o tamanho da temporada influência no que dá ou não para ser mostrado, mas em algum momento é preciso contar o que aconteceu nesse período de tempo com os personagens antigos, afinal, para podermos nos identificar com o que eles se tornaram é preciso saber um pouco pelo que eles passaram. 

E se os personagens antigos continuam fazendo falta, em compensação os novos tem se saído melhor. Whip e Ja seguem sendo um pouco melhor desenvolvidos, seja na preocupação de Whip com Michael ou na inteligência e obsessão de Ja por Freddie Mercury, eles tem conseguido despertar um pouco do sentimento do público. Por outro lado, é uma pena Sid ter sido descartado sem ter conseguido atingir um certo nível de relevância. 
Um ponto que definitivamente tem sido um acerto na série é a parte final dos episódios, os minutos finais sempre tem sido muito emocionantes/ tensos/ enlouquecedores e tem cumprido bem a tarefa de prender a atenção e deixar a curiosidade em alta até o próximo episódio. Contingency elevou ao máximo os níveis de tensão ao mostrar a primeira tentativa de fuga de Saná, misturando a morte de Sid com o embate de Michael e Lincoln para decidir se deveriam escapar de trem ou avião. Já Phaeacia além de combinar as maravilhosas cenas de fuga no deserto, com a perseguição do louco do ISIL, com as cenas de luta de Michael, ainda acertou ao elevar a tensão mostrando Michael machucado e perdido no deserto. O que foi aquilo Brasil?? 

A inteligência de Michael sempre foi o diferencial da série e o ponto de partida de cada história contada por Prison Break, ele é quem movimenta tudo e é por causa da inteligência dele que Fox River foi apenas a primeira aventura. Sem dúvidas Saná ficará para trás e sem dúvidas que Poseidon irá cair, mas a jornada até lá tem ficado cada vez mais interessante. 

 P.s*: Ainda bem que Sara parece não ter caído no papo furado de Jacob. Tão bom ver o quanto ela evoluiu com tudo o que passou.
Comentário(s)
0 Comentário(s)