Música em Foco: Don't Look Back in Anger

Por Ellen Joyce Delgado

26 de maio de 2017

Não olhe para trás com rancor. 

Era uma vez, o dia em que todos começamos a revolução de nossas vidas, o dia onde todos saímos por aí caminhando com as almas sem mais rancor. E vivemos felizes para sempre. 

Isso seria ótimo... Mas isso ninguém sabe como. 

A trilha dessa sexta-feira pede Oasis, e a música que trago é “Don’t look back in anger”. Foi um clássico tocado em Chuck  - Versus the Alma Mater. 

Vivemos a vida recordando os dias que passaram, e isso não é um erro. O fato é que temos uma mistura de sentimentos para cada recordação – sejam elas positivas ou não. Talvez, certas coisas nos trazem aquela amargura e nos deixa em um clima mais baixo. Não temos motivos para trazer coisas que nos fizeram mal no passado de volta para o agora. 

Há uma certa forma de vermos o mundo. Temos tantas diferenças em nosso cotidiano, tantas interpretações e pontos de vistas desiguais que acabamos nos perdendo em nossas próprias conclusões. 

Deveríamos avaliar todo o lado positivo em todas as situações que presenciadas – positivas ou negativas, felizes ou tristes. Tudo serve como um aprendizado, uma experiência que pode nos trazer conforto e sabedoria. 

Não sinta-se um perdedor em momento algum. Somos guerreiros em aprendizagem constante. Quando nascemos, não sabíamos nada, certo? Olha só tudo o que já podemos fazer. E isso foi no meio de vários tombos e cicatrizes - no sentido literal e figurado. 

“As we're walking on by, Her soul slides away. But don't look back in anger! I heard you say.” - Enquanto a gente está caminhando por aí, Sua alma desliza. Mas não olhe para trás com rancor! Ouvi você dizer. 

Enquanto nossas almas caminham, nosso corpo se enraíza. Precisamos de uma razão para continuar. Talvez amanhã o vento não venha com essa velocidade, e aí poderemos nos encontrarmos naquele momento de calmaria e decidir o que será de nossas vidas. Ainda é muito cedo para desistir. Quem disse que temos pressa? Ainda podemos esperar o “e viveram felizes para sempre”. Não temos pressa do fim.


         
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