American Gods - 1x01 - The Bone Orchard (Season Premiere)

Por Elizabeth Silva

16 de maio de 2017

American Gods é a mais nova série do momento. Exibida pelo canal Starz e baseado no romance de sucesso de Neil Gaiman (Sandman e Coraline), a série mal estreou e já deu muito o que falar!

Mesmo Neil sendo um nome conhecido, a primeira vez que tive contato com algo relacionado a esta sua obra foi nesses meses de sua premissa, conheço e amo Sandman, mas nunca tinha ouvido falar de American Gods. E para mim, admito sem vergonha nenhuma, foi uma bagunça total. Mas foi ruim? Claro que não! Talvez o grande desafio, se não o maior, dos criadores e produtores, seja ser fiel à sua matéria-prima e ainda sim conseguir fazer com que, quem nunca teve contato com o livro se interessar pela mesma e acima de tudo, entender ela. Claro que estamos falando do episódio piloto, onde os caminhos são abertos e mais para frente é que teremos os seus desfechos, mas ainda sim aquela sensação de bagunça organizada não saiu de mim.

Preciso falar primeiro dessa abertura que é sensacional! As cores usadas, as imagens, a trilha, tudo se converge para atrair o público. Misturando objetos e imagens que mostram a diversificação do que hoje em dia são coisas adoradas e dos vícios. Tudo isso misturando referências aos deuses antigos e aos novos. Afinal é sobre exatamente isso que a série trata, uma guerra entre os deuses nórdicos que estão desaparecendo e os deuses novos que surgiram a partir da nova adoração dos americanos.

A cena inicial apresenta uma história de viajantes que chegam na América em 813 d.C. onde se deparam com uma terra amaldiçoada, afinal nada aqui se tinha para garantir sua sobrevivência. E como se não bastasse ainda foram recepcionados com uma saraivada de flechas, de só os deuses sabem de onde veio. A princípio a única coisa que conseguia pensar era em como aquilo me lembrava do filme 300, o apelo às cenas de luta e o sangue, principalmente o sangue!
Avançam-se os anos e estamos agora acompanhando o protagonista, Shadow Moon. O ator Ricky Whittle tem o meu coração desde o seu papel como Lincoln em The 100, e foi justamente por ele que eu fiquei sabendo sobre a série. Eu gostei como a história dele foi bem apresentada, mostrando um homem que não via a hora de estar junto de sua esposa e sair da cadeia. Bem, não sei se isso acontece nos livros, mas Shadow conseguiu me prender a ele rapidamente, talvez seja por eu já conhecer o ator, ou talvez seja o personagem que tenha um imã que te convida a entender o que se passa com ele, que até o momento parece não crer ou entender muito nessa história de deuses e afins e, muito menos saber o que aqueles sonhos significam.

Quanto a atuação do Ian McShane, não é novidade nenhuma que ele desempenhou o papel maravilhosamente bem! Eu adoro os trabalhos do Ian e ver ele como o misterioso Mr. Wednesday é mais um papel que me agradou bastante. Até o momento, pelo que entendi ele é a encarnação de Odin (o que foi aquela piada do olho só?), e parece despertar a fúria dos deuses novos. Ele é tratado como uma grande ameaça, mesmo não parecendo isso em suas cenas onde parece fazer tudo de maneira inocente, mas é exatamente aí que você fica com um pé atrás com ele. Wednesday traz um alívio ao episódio, roubando a cena toda a vez que aparece, acredito que esse ar misterioso sobre o quanto ele sabe e o que ele pode fazer, nos deixa, ou pelo menos me deixou, sedenta por mais cenas com ele e o Shadow.
Mas, e a bagunça que você tanto falou? Bem, a bagunça pra mim foi o aparecimento dos outros deuses. Bilquis será uma personagem que nem tão cedo eu irei esquecer, e acredito que todos que viram ao episódio não esqueceram também, sendo ela boa ou má, importante ou não ela já deixou sua marca. Eu achei a cena dela, além de meio perdida no episódio, bem estranha e convenhamos né?! Fiquei parada uma meia hora tentando entender que aquele cara havia, literalmente, voltado pro útero (que piada ruim). A aparição do Mad Sweeney, outro deus que eu não faço a mínima ideia de quem seja, me deixou confusa pra saber o que ele quer. Não fica claro se ele vai se juntar aos dois, ou se só queria arrumar uma briga, ou se está contra o Wednesday, mas apesar disso eu gostei dele também.

Fiquei triste no funeral da esposa do Shadow até descobrir a causa da morte dela, as pessoas têm uma tendência a morrer de maneira peculiar aqui não? Mas tive a sensação que ainda não acabou a história dela, algo tá mal explicado. E por fim, para matar uma das charadas, ou criar mais uma, o local onde conhecemos o quarto deus bem chatinho, Technical Boy, é nada mais nada menos, do que a terra amaldiçoada do começo! E com mais um banho de sangue, o episódio se encerra.

No todo, apesar de não conhecer o livro e não ter ideia de nada do que vai acontecer, é legal saber que estão fazendo a série e seguindo uma fórmula que fez sucesso no livro e que está fazendo na TV. A linguagem é por muitas vezes divertida, a produção é muito bem feita, a fotografia, a trilha sonora, o sangue... bem, esse nem tanto! Eu espero boas coisas vinda da série, eu acredito que ele ainda vai misturar muito não só questões de crença ou não, mas também dos vícios na humanidade e que uma boa crítica possa vir disso aí. Espero que tenham gostado do piloto assim como eu! Até a próxima review!
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