Into the Badlands - 2x5 - Monkey Leaps Through Mist

Por Alvaro Luiz Matos

20 de abril de 2017

Desconhecida do grande público? Sim! Menos importante e interessante por isso? Não! 

Deveria ficar aqui citando os motivos pelos quais Into The Badlands merece certo respeito, seja por algum ineditismo de roteiro, seja por uma qualidade de atuação ou pelo conjunto final. Entretanto não posso afirmar nada disso, não posso dizer que temos primazia de atuação, não posso dizer que o mundo onde a sociedade se dividiu é novidade, não posso dizer que se trata de uma série brilhante.

Poxa, você deve estar pensando que tipo de crítico sou eu neste momento e devo lhe dizer que gosto é muito pessoal, porem se uma série é de qualidade ou não isso transcende a sua opinião, isso é quase que pré-determinado (mesmo que não signifique que você seja obrigado a gostar).  Apenas para não me estender, posso citar a lendária série Breaking Bad, da qual não tenho um pingo de paciência para voltar a assistir, acho pedante, cansativa e isso não faz dela menos brilhante tecnicamente. Gosto e qualidade técnica são atributos diferentes.

Pois bem, Into The Badlands é gosto, me entrega lutas interessantes, questionamentos e dúvidas satisfatórias e serve muito bem de alivio para o dia a dia corrido. Entretanto nesta primeira parte da temporada tivemos três episódios um tanto questionáveis, lutamos tanto para sair de dentro dessas “terras” para conhecer o que existia lá fora, e nos apresentaram um lugar sem graça, que não acrescentou nada a história, que a fez um tanto quanto vazia. E no final disso? Nosso protagonista está querendo voltar, simples assim.

Já no quarto episódio as coisas ficaram mais quentes e a série entregou uma matança característica, aquilo que esperamos dela, luta, mais luta e um pouco de sangue.

Enfim, resumo feito para situarmos onde estamos e bora para a review propriamente dita do quinto episódio da segunda temporada.
Quando o episódio não é repleto de lutas e batalhas sangrentas, sobra muito pouco para elogiar, afinal fico imensamente em dúvida se estamos andando em círculos e enchendo os episódios com cenas e lamentações desnecessárias ou se estamos tentando desenvolver uma história interessante e duradoura. A cada episódio fica mais difícil acreditar em uma história profunda, e quanto mais o tempo vai passando, mais percebemos que são conversões para batalhas e lutas, e nunca para uma história relevante. Portanto, sem um roteiro legal porque passar um episódio inteiro se arrastando com vertentes que sabemos que não vão para lugar algum?

Nosso protagonista está caminhando desimportantemente pela série, a cada dia um novo desafio que acaba por não se concretizar, por não satisfazer.  Seu objetivo é bobo, apenas recuperar seu amor, encontra-la, sem querer mudar nada, sem pretensão de resolver o caos que existe naquele lugar. Vale lembrar que no ultimo episódio ele derrotou o maior matador da história e o episódio não foi eficaz nem em apresentar o tal personagem e nem em fazer isso parecer importante, sofrido, difícil.

Dessa vez, ao menos nesse episódio tivemos um tema mais importante para que desejemos uma luta, uma vingança, não é mesmo? Não que uma batalha entre dois grandes matadores não deveria ser importante, mas foi preguiçosa. Ah, e um desabafo, fica difícil gostar de alguém que demora a decidir fazer o que é certo, mesmo que depois o faça.

Já a comunidade cheia de superdotados treinando na cachoeira, também já cansou e evolui muito pouco. E o que falar de Veil no covil do Quinn, que obviamente não estava curado, ainda mais sem uma medicina “moderna”. Nem nossa viúva que costumava brilhar tanto tem brilhado, na verdade ela não é mais a única viúva da série, mas pelo menos é a que costumava convencer.

Boa parte desse episódio não me empolgou, mesmo anunciando um monte de batalhas, o sentimento é de falta de roteiro e de não saberem para onde ir. Não acham?

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