Bones: The Final Chapter - 12x08 - The Grief and the Girl

Por Janaína Guaraná

26 de fevereiro de 2017

Sabe quando a vida lhe tira, aquilo que você sempre quis? Não me importa nem pouco os padrões e as formas de sofrer uma perda, cada um sente do seu jeito. Alguns dividem suas dores, outros, que sempre foram sozinhos, amargam suas dores sozinhas. A dor não encaixa em padrão, em um jeito correto de senti-la. A gente sente e sofre, hora externa esse sentimento e hora afunda ele no mais profundo da nossa alma. 

Perder alguém, não faz sentido e não tem como explicar um sentimento que não cabe em palavras, às vezes, só precisamos de um tempo, um tempo para ver que o mundo continua girando e as coisas estão nos seus devidos lugares, que falta alguém, mas o mundo não para por isso, talvez o nosso mundo tenha caído, mas o dos demais continuam. Seguir a rotina é um modo de testar o que sobrou da vida, ver se ela caminha no seu eixo mesmo quando falta alguém importante, não é um modo de abafar a dor e um modo de expor, de mostrar a dor que a vida continua e se ela permanecer, vai ter que seguir doendo ou não. Certas perdas, a gente não supera, a gente aprende a conviver com a dor e com os dias ela se torna mais branda, mas sempre está lá. 

Um amigo de anos, retorna. Retorna porque o nosso mundo saiu dos trilhos e é isso que amigos fazem, passam para ver se está tudo bem e dizem que estão ali. Não precisam vir com discursos épicos, só venham e digam que o tempo passou, mas nunca apagou os bons momentos e o bom de estar vivo é poder sentar e brindar as memorias, somos feitos disso, das pessoas que amamos e das histórias que vivemos. 
Às vezes que pedimos para ficarmos sozinhas, não é porque culpamos ou não amamos mais, é porque amamos demais, e perdemos alguém, como olhar para o amor da sua vida, se por dentro você é um misto de sentimentos que não consegue explicar? Algumas pessoas bebem, outras jogam, e tem quem prefira ficar sozinho e para os sentimentos em ordem. Brennan é assim, e isso não significa culpar o Booth, significa estar arrasada e querer olhar o mundo agora, querer visualizar a vida agora, sem uma peça importante, sem uma parte de nós. 

É cômodo olhar para toda a história agora do fim e julgá-la monótona, nostálgica, sem contar todos os dias que fizemos um esforço sub-humano para levantar da cama, para continuar mesmo querendo desistir, para seguir mesmo se sentido sozinha. Nostálgico é olhar para trás e não ter tido coragem de viver seus dias conforme a música, ter desistido de um sonho. Quando olhamos para trás e vemos que fomos felizes a gente ri e deseja viver mais dessas alegrias, por isso a Brennan quer ficar sozinha, porque quer mais, e quem pode culpa-la?
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