Bones: The Final Chapter - 12x07 - The Scare in the Score

Por Janaína Guaraná

21 de fevereiro de 2017

Tem coisas que marcam a alma, alguns diriam momentos bem corriqueiros que tem um valor imenso para a gente, outros enunciariam as perdas que nos fazem ser quem somos, outros destacariam as coisas que tiraram de nós e nos transformou em quem somos. Eu diria que somos frutos das perdas e das vitórias, dos dias simples e dos agitados, diria que normalmente aprendemos mais com erros do que com os acertos e que perdas são necessárias, já que ninguém vive para sempre.

Em Bones é assim, alguém fez o que mandaram ser feito, uma criança viu, cresceu e nutriu um sentimento de vingança. A criança hoje adulta, age de maneira bem peculiar e gostaria muito da análise do Drº Sweets para poder florear esse texto com insights psicológicos. E vinganças são nutridas no mais profunda da alma, com os minutos e passos a serem seguidos. E mesmo com todo planejamento dá certo. 

As perdas foram demasiadas, tantas pessoas foram envolvidas numa vingança fraca, que acabou ferindo pessoas que só conseguiram mostrar o quão superior são, se sacrificando por um amigo, aguentando firme por um companheiro, ou suportando tudo por quem somos e no que acreditamos. Tantas foram as marcas, para no fim não se ter certeza. O problema das vinganças é que ela miram quem a gente ama e não a gente. E dessa vez quem pagou o preço, não foi quem deu o tiro.

Sabe aquele relacionamento meteórico, que vai do inferno aos céus, e os envolvidos são tão especiais que vivem a plenitude do presente. Esse relacionamento que falo é de pai e filha. Tem abandono e reencontro, tem tentativa de assassinato e absolvição, tem admiração e orgulho, tem amor e perdão. Olhando assim, do fim, podemos dizer que um relacionamento assim, vive além dos seus, porque não importa as coisas que foram, importa as que vieram, todos erram e todos perdoam, mas nem todos vivem como se a vida fosse acabar amanhã e parte sem arrependimentos, e nem todos que ficam arriscam o amor de uma vida, a amizade utópica e o companheirismo mais vibrante da televisão. Pois, como disse antes, tem coisas que marcam a alma e essas marcas, às vezes, só se curam sozinhas com o passar do tempo.

Nossos pais, são nossos heróis, sendo assim, fico feliz que esse pai, morreu como um. 

Comentário(s)
0 Comentário(s)