Bones: The Final Chapter - 12x05/06 - The Tutor in The Tussle | The Flaw in the Saw

Por Janaína Guaraná

9 de fevereiro de 2017

A gente vive a vida zombando dos dias comuns, daqueles que amanhecem e anoitecem num piscar de olhos, que não tem grandes momentos e nem nos tiram o fôlego. Nos esquecemos, entretanto, que esses dias fazem parte da caminhada, fazem parte das páginas, é vivendo, gostemos ou não, esses dias comuns, que chegamos ao final, seja objetivo final ou simplesmente ao fim. 

Estamos caminhando para o fim, em Bones. E esses dias comuns, que são representados, fazem parte de um cotidiano, que logo sentiremos falta. As discussões entre Brennan e Booth, no carro a caminho de alguma cena, Brennan nervosinha com seu editor por não representar corretamente seu livro em áudio. Brennan levando tudo para o lado científico e Booth querendo destacar as coisas simples. Me perdoem os demais, mas essa série é sobre Booth e Brennan. Mesmo assim, sentiremos falta das estranhezas dos estagiários, cada um com suas particularidades. Sentiremos faltas, dos vestidos da Cam, UAU. E sentiremos falta do Hodgins animado com uma meleca ou inseto e da Angela sempre se sentindo ofendida com tanta nojeira. Sentiremos falta. 

Mesmo vivendo dias comuns, ouvimos mais sobre a história do Aubrey e perdemos o apetite junto com ele. Vimos Brennan e Booth tentando ensinar a Christine andar de bicicleta. Vimos o Dr. Fuentes (Rodolfo) sendo enganado pelo Hodgins e tentanto enganar a Brennan. Vimos o Fisher citando o Garfield, isso mesmo, o do desenho animado. Vimos Cam com as aranhas e eu também não sou uma fã. Soubemos que a Jessica está viajando pela Europa. 
Podemos viver de pequenices cotidianas, que embora não nos marquem, fazem parte do nosso crescimento e das páginas que querendo ou não escrevemos. Então digo que, aproveitem, pois, esses dias estão ficando no passado e podemos deixá-los tão embaixo no pano que cobre as memorias que por ventura, hora ou outra, os esqueceremos. 

Sempre achamos que o futuro guarda grandes aventuras, quando na verdade vivemos a maior de todas as aventuras no aqui e agora. Nós vimos uns minutos do futuro e sabemos que as coisas podem ser doídas. Portanto, aproveitem os dias e façam pipoca, ensinem as crianças a andarem de bicicleta, tentem provar a inocência de um amigo, se reconciliem com um ente querido, leiam os contos de fadas originais. 

Apesar da rotina apática dos nossos dias comuns, há coisas nesse mundo que nos trazem alegria, então, nos contentemos com os episódios aleatórios, que nos fazem felizes.
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