Arrow - 5x12 - Bratva

Por Bruna Horta

12 de fevereiro de 2017

Eis o episódio que une na Rússia, flashbacks com o presente narrativo da série. 

Apesar de não ser um retorno ao país por questões do passado do Arqueiro, é bom ver que a série anda mais centrada e menos megalomaníaca. Ir atrás do Walker para impedi-lo de vender a tal bomba nuclear para os Markovianos, encerra de vez a trama de John e de forma bem feita, o roteiro consegue amadurecer personagens e avançar tramas. 

É bem interessante ver o desequilíbrio emocional de John diante um episódio de tortura de um prisioneiro, semelhante ao que aconteceu com Andy. Da mesma forma, a ousadia de Felicity ao chantagear um homem para impedir que outro Havenrock aconteça, mostra que os dois membros da equipe se contaminaram com a escuridão que Oliver carrega sim, mas isso não significa que o personagem destrói a vida de quem o cerca, como Prometheus vive martelando. Pelo contrário, o protagonista está em seu ciclo mais maduro, ensinando os novatos, colocando os antigos nos trilhos e tentando se tornar um ótimo líder. 
E falando em equipe, é bom perceber que mesmo com tantos personagens, todos estão ganhando seu espaço. O mais deslocado continua sendo Curtis, numa versão genérica e inferior à Felicity, pois até mesmo Rene (o cabeça dura e indomável do grupo) consegue ao seu modo trazer bons conselhos a um Quentin recém recuperado da reabilitação (e que cena de emoção entre os dois, hein? Amando a relação pai e filho que estão tentando estabelecer). Também é bom ver como Dinah e Rory foram um belo acerto para o Team Arrow, apesar desse segundo ainda ser dúvida para o futuro da equipe. Vê-lo salvando um possível incidente nuclear com seus retalhos foi emocionante e também fechou sua trama, mas Oliver mais do que ninguém pode ensiná-lo que não é só com poderes que se faz um herói e seria uma boa escolha permanecerem com ele (não dá pra trocar pelo Curtis? rs). 

Apesar do ótimo episódio e das coisas terem avançado na maioria das tramas, só duas coisas incomodam: o romance com a óbvia cascavel Susan Williams, pois não é possível que Oliver continue sendo tão manipulável assim pelas mulheres e tamanha postergada desse confronto com o Prometheus, pois é um assunto que já deveria ter seu terreno plantado. Ou vem coisa muito boa por aí, ou uma decepção. Espero que seja uma boa surpresa essa identidade e que leva a série para seu encerramento de forma coerente e bonita, pois postergar uma conclusão só fará que tramas se repitam, personagens se enfraqueçam e o público se revolte. 

Que venha logo o próximo episódio!
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