Bones: The Final Chapter - 12x03 - The New Tricks In The Old Dogs

Por Janaína Guaraná

21 de janeiro de 2017

Estamos naquela fase comédia, que precede a aceitação quando ser perde algo, ou alguém. Naquela parte onde rimos e procuramos achar um sentido cômico em tudo nos cerca, por mais que o assunto seja sério, sempre encontraremos uma fresta, uma referência, uma pessoa que nos faça rir e tornar esse período de transição mais agradável. É verdade que para série em geral esse episódio não faz muita diferença, mas como já disse antes, Bones tem dessas manias de episódios aleatórios, calmos e fofinhos, que sempre levam a uma finale tempestuosa, então aproveitem a calmaria. 

É quando tudo vai bem e a vida desliza sobre os dias comuns que nos questionamos se é suficiente o que temos e é mais comum ainda querermos mais. Ver Hodgins aceitando a vida como ela é e quebrando a cadeira de rodas com Angela (OMG), é como ter uma visão da vida seguindo seu caminho, com os pequenos percalços diários, mas ainda assim, maravilhosa. Ninguém pensa em filhos quando as coisas vão mal, filhos é sinônimo de felicidade e ninguém sabe ser mais sutil que a Brennan em seus pedidos e em suas constatações óbvias, mas que sempre falamos com jeitinho. 

A impressão é que a vida de todos os personagens caminham para o conhecido final, porque as histórias finais dos heróis repousam nessas palavras. Cam e Arastoo decidindo sobre o futuro. Angela e Hodgins vivendo tempos bons, depois de toda dor que enfrentaram. Bones e Booth deixando em aberto, dizendo que tudo, tudo pode acontecer. 

O caso da semana me faz querer dizer que: mesmo quando planejamos, mesmo quando programamos, o inesperado acontece, porque a vida acontece e graças aos céus as pessoas mudam e aproveitam a sorte inesperada que acontece em seus caminhos. 

Pode ter sido um episódio tranquilo, apenas uma sucessão até o fatídico fim. Mas, para mim, representa aqueles dias simples que vivemos, que as vezes, quando o tempo passa de forma crucial, nem nos lembramos mais dele. Porque a vida é uma sequência de dias, alguns simples e calmos e outros são como cicatrizes, carregamos sempre em nós, mesmo que as marcas sejam doloridas.
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