Gilmore Girls: A Year In The Life - 1x04 - Fall (Season Finale)

Por Lorena Alvarenga

5 de dezembro de 2016

E finalmente chegamos ao quarto episódio.

 Na primeira review estava um pouco emocionada de poder ver e escrever sobre Gilmore Girls, disse que nunca poderia imaginar ter a chance de ver a série no tempo certo e novamente cá estou eu. Cá estou eu ainda tentando entender tudo uma semana depois, tentando lidar com os novos acontecimentos, mas tendo cada vez mais a certeza de que a série aumentou seu espaço no meu coração. Ao longo de quatro episódios lindíssimos Amy e Daniel nos deram a chance de voltar a Stars Hollow, nos apegar, nos emocionar e nos apaixonar mais ainda por Lorelai, Rory, Emily e todos os outros, mas principalmente, eles nos deram a chance de realmente comprovar que nunca saímos de verdade desse mundo mágico. Cada cena de cada episódio foi especial a sua maneira e mesmo com algumas críticas pessoais, posso dizer que valeu cada ano de espera.

 Ao longo desta jornada Rory talvez tenha sido a mais questionada, os caminhos da personagem foram bem difíceis, cheios de dúvidas, mas volto a repetir que nada foi diferente da vida real. Afinal, qual pessoa já não se encontrou num lugar totalmente diferente do que imaginou? Ou que frustrou as expectativas de todos em volta com as nossas escolhas ou com os caminhos que a vida nos leva? Não vivemos em um mundo onde tudo sai exatamente como o planejado ou onde não cometemos uma sucessão de erros, então exigir isto de uma personagem é surreal. Entendo que muitas vezes a imagem passada era de que ela era perfeita, mas a Rory de 32 anos ainda tentando encontrar seu caminho é uma Rory mais real e nem por isso pior. 
Por falar em Rory, preciso finalmente enfrentar o momento que venho adiando desde a primeira review: a relação dela com Logan neste revival. Desde o primeiro momento que Logan apareceu na série me apaixonei pelo personagem e por Matt Czuchry e desde então torço pelo casal. Ao longo das temporadas todos acompanhamos o crescimento do personagem e o crescimento da relação dele com a Rory e exatamente por isso foi impossível aceitar o que quiseram pintar nesse revival. Entendo perfeitamente a teoria de que Logan é o Cris e Jess é o Luke da Rory, entendo que realmente é o quiseram fazer parecer, mas não concordo. Não concordo porque Logan nunca foi isto que quiseram mostrar agora, porque a relação dele com a Rory nunca foi mais um capricho de um menino rico. Ele mudou muito ao longo tempo e foi tudo ignorado nestes quatro episódios. Ele sempre soube da grandiosidade da Rory, sempre soube que ela não precisa ser salva, sempre quis que ela saísse da zona de conforto e sempre incentivou e torceu para que ela conquistasse o que quisesse. Uma relação madura e verdadeira não poderia ter se transformado em um simples caso. Mas apesar de tudo gostei da despedida dos dois nestes episódios, pois Alexis e Matt conseguiram passar todos os sentimentos certos, mostraram que eles não conseguem se largar não é por um simples capricho ou fixação, é por amor. A despedida envolvendo a saudosa Life and Death Brigade foi tão divertida, tão honesta e emocionante, de partir o coração. 

A jornada de Lorelai a levou até este ponto da caminhada Wild, onde ela pode finalmente pensar sobre as coisas e definir novos caminhos para a vida. Se pensarmos bem, Lorelai nunca lidou bem com a perda do pai, porque apesar da relação tumultuada eles sempre significaram muito para ela. Mas ser capaz de finalmente falar um momento bom com Richard transformou a cena dela no telefone com a Emily em uma das mais significativas e emocionantes do revival. Volto a dizer, Lorelai e Kelly voltaram para destruir na atuação, nossos corações e tudo mais que elas encontraram pela frente. Já o casamento com o Luke não poderia ter saído em momento melhor e de um jeito melhor, foi tudo tão lindo e com o toque mágico do Kirk. 
Quanto a Emily, é como eu disse na review passada, foi um momento de se redescobrir sozinha, de retomar a vida sem o Richard. De encontrar um equilíbrio entre as memórias do casamento de 50 anos e dos novos caminhos. Tudo foi tratado de uma forma bonita e natural. Conseguiram até arrumar uma empregada maluca que não só fez Emily mudar o jeito de lidar com os funcionários, mas que de alguma forma a presenteou com outra família. Kelly foi maravilhosa e em todos os momentos conseguimos sentir Richard presente e nada poderia ser mais bonito que isso. 

Então, finalmente chegamos às quatro palavras finais, as quatros palavras que imagino há anos. Como disse no começo, uma semana depois e ainda estou tentando entender tudo o que aconteceu, mas sem muito sucesso. Ainda me sinto bombardeada, bombardeada de surpresas e totalmente perplexa. Li inúmeras coisas, desde reviews a entrevistas e continuo um pouco, e por pouco entendam totalmente, confusa. Este foi o final que Amy sempre imaginou para a série, o fechamento do ciclo. Li em algum lugar ela dizendo que a música escolhida para a abertura não foi atoa, e que para ela terminou tudo como deveria ser. Entendo o ponto de vista da Amy, mas não poderia discordar mais. Rory não é Lorelai. Apesar de toda a relação, de toda a proximidade e de elas serem em muitos aspectos parecidas, Rory trilhou os próprios caminhos, fez as próprias escolhas e em muitas vezes desagradou Lorelai. Na minha cabeça tudo só pode ser entendido se o final não for o final e o Netflix vier com A Year in The Life 2, 3, 4... Até porque, esta temporada mostrou que tem cacife para muito mais. 

 P.s*:Quanto ao Dean, bem, esse teve a cena que mereceu. Ela foi bem curtinha, mas no lugar e com o tom certo. Conseguiram fazer justiça a tudo que ele representou para Rory, o primeiro namorado, o primeiro amor, aquele que a fez se sentir segura. 

P.s**: Triste ver Sookie aparecer tão pouco e em uma cena que não lembrou em nada a personagem. Todos voltaram na melhor forma, como se não tivesse passado um dia, mas não Melissa. Lauren passou a cena toda emocionada e ela simplesmente esteve presente. Triste!

P.s***: Olhem a abertura linda feita por um fã. 

Comentário(s)
0 Comentário(s)