Supergirl - 2x5 - Crossfire

Por Rozany Adriany

9 de novembro de 2016

Por motivos de força maior não consegui escrever a review de Supergirl do episódio anterior, mas vou fazer um resuminho para vocês. O episódio girou em torno do clube de lutas clandestino onde os alienígenas eram obrigados a lutar. Enquanto Kara “fugia” de Mon-El, Winn o ajudava a fim de ter uma consciência maior da dimensão de seus poderes. Alex agia impulsivamente como uma adolescente apaixonada com a detetive e J’onn lidava com M’gann e sua tentativa de se conectar a ela ao estilo marciano de ser. 

Supergirl consegue fazer com que os alienígenas percebam que não precisam lutar entre si, e acaba com o clube clandestino, e a revelação que temos neste episódio é que M’gann na verdade é uma marciana branca. Confesso para vocês que não fazia ideia que os marcianos brancos também podiam mudar de forma como J’onn, o que me surpreendeu. E agora as perguntas que ficam são: como J’onn irá descobrir? Sabemos que foram os marcianos brancos que destruíram a raça de J’onn e sua família. Mas, todos são ruins? Teremos que esperar um pouco para descobrir. 

Seguindo para o episódio desta semana, não tivemos indício nenhum desse plot de J’onn e M’gann. Porém, após o encerramento do plot do clube de lutas, CADMUS reaparece causando destruição pela cidade com a distribuição de armas alienígenas nas mãos de bandidos, com a desculpa de que essa é a ação necessária para que a população perceba o lado negativo da presença dos alienígenas na terra. E, como já foi dito anteriormente, sabemos que os humanos não lidam bem com as diferenças, e que mesmo propensos a aceitar a Lei criada pela presidente em episódios anteriores, ao primeiro sinal de perigo, a porcentagem de aceitação simplesmente muda drasticamente. 

Porém, Supergirl está aqui para isso. E, ela não está só. Neste episódio vemos James manifestando uma vontade de fazer diferença no combate aos vilões, como Winn atualmente faz com o DEO e claro, como Kara faz como Supergirl. Apesar de acreditar que a forma como James agiu foi imprudente, afinal, vale lembrar que ele é humano e ir sozinho tentar enfrentar vilões com armas alienígenas é simplesmente uma má ideia, acredito que se ele souber trabalhar bem essa questão, podemos ver James se tornando um personagem mais ativo na série. E pelo visto, é exatamente isso que os produtores estão querendo fazer. 
Com relação a isso, uma das coisas que gostei foi a interação entre James e Winn. Acredito que todos lembram bem como os personagens se desentendiam na primeira temporada, uma vez que “disputavam” o coração da nossa querida Kara/Supergirl. Porém, ver o amadurecimento tanto dos dois personagens como da relação deles, ao mostrar que foi possível construir uma boa amizade, foi legal. E acredito que teremos algumas cenas bem interessantes e divertidas a partir de agora com esses dois trabalhando juntos para combater o crime. E sim, estou curiosa para saber como é o traje que Winn está preparando para James e qual nome James tem em mente para seu disfarce de “super-herói”. 

Além disso, tivemos também um belo avanço na relação entre Kara e Mon-El/Mike. Kara meio que se projeta em Mon-El e cria uma versão sua masculina, com direito a roupa, óculos, nova identidade e um emprego como estagiário na CatCo Media. Mas, o que Kara não conseguiu levar em consideração e foi muito bem lembrada por Alex em uma cena de papo cabeça entre irmãs muito fofa por sinal, foi que cada pessoa é diferente, até mesmo se essa pessoa não for humana. Kara estava tão entusiasmada (podemos dizer assim) com a ideia de ser mentora de alguém já que não conseguiu ser de seu primo, que projetou em Mon-El mais do que ele poderia entender para um primeiro dia entre humanos. 

E com relação a isso, só posso dizer que foi extremamente divertido ver Mon-El totalmente “perdido” nesse novo ambiente, agindo realmente como alguém que não sabe nada sobre os costumes terráqueos. Quem não morreu de rir com ele atendendo o telefone antes mesmo de tira-lo do gancho? Ou com sua sinceridade extrema ao falar com James sobre o “café de suborno”? Mas, o melhor foi: "você tem proteção?" - "tipo uma espada?". Não deu para conter as risadas, rs. 

Chris está fazendo um ótimo trabalho no papel de Mon-El e, acho que posso dizer com propriedade que conseguiu conquistar nossos corações desde o começo. Além disso, a interação dele com Melissa está maravilhosa. E como já falei antes: estou shippando lindamente Mon-El e Kara/Supergirl. Acredito que ainda veremos Mon-El trabalhando no DEO e ajudando Supergirl a lutar contra os bandidos, só espero que isso não demore muito a acontecer e que realmente explorem essa questão de um possível affair entre os personagens. 
Por falar em affair, não achem que eu esqueci de Alex e Maggie. No final do episódio anterior Alex e nós descobrimos que Maggie tinha uma namorada, e se nós achávamos que ia começar uma enrolação por causa desse relacionamento, descobrimos neste episódio que não. De cara Maggie já conta para Alex que a namorada terminou o relacionamento e enquanto ela está na maior fossa, Alex tenta entender o que realmente está sentindo pela detetive ao ser questionada se ela era lésbica. E é aqui que nos é proporcionada uma bela cena em que Alex com toda sua verdade desabafa para Maggie que nunca havia se sentido confortável no quesito “relacionamentos” e que até então não sabia o porquê, porém, estava começando a perceber que ela podia ter alguma razão em sua insinuação. 

Como falei desde o aparecimento da detetive: estava bastante óbvio qual era a intenção dos produtores com a introdução da detetive à série, a possibilidade de um romance entre Alex e Maggie ficou evidente desde o primeiro encontro das duas e há quem shipp o casal desde então. Quanto a mim, acho que preciso de um pouco mais de tempo para confiar na detetive, saber se ela realmente está do lado certo da força, e caso invistam mesmo na personagem, por suas habilidades acredito que já consigo vê-la trabalhando no DEO. 

Por fim, os Luthors estão de volta e a revelação que tivemos no final do episódio foi simplesmente bombástica. Que Lena seria uma personagem recorrente na série já havíamos percebido, afinal, a introdução de seu plot com a presença do Superman em National City foi bem marcante para saber se a irmã de Lex tem as mesmas tendências de seu irmão ou não. E, mesmo com alguns indícios de que Lena possui um caráter diferente, quando se trata da família Luthor devemos sempre ficar com um pé atrás. E a descoberta que reforça isso é que a senhora que, ao que parece, comanda CADMUS é ninguém mais, ninguém menos que a mãe de Lex e Lena Luthor. Ela mesma, amigos: Mrs. Luthor. 

A introdução da família Luthor à temporada só me faz ter mais certeza de que Superman ainda voltará a aparecer, e de que teremos sérios problemas à vista, uma vez que sabemos que com essa família não se brinca. Além disso, não podemos esquecer do plot de Jeremiah, pai de Alex, que ainda está em aberto, e sabemos que tem relação com CADMUS. Ou seja, tudo está interligado, só nos resta esperar para ver como esses nós serão desatados e até onde a trama irá nos levar.

Ps1. O que foi aquela ‘nerdice’ entre Lena e Winn? Boatos que já tem gente shippando os dois, rs.
Ps2. Cadê J’onn que não apareceu neste episódio?
Ps3. Só eu entendi a referência a Grey’s Anatomy quando Mon-El/Mike fala que estava assistindo uma série médica e que pelo que via era normal ter relações no trabalho? Haha

É isso, amigos. Até o próximo episódio e não esqueçam de deixar seus comentários aqui abaixo.
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