The X-Factor Brasil - Desafio das Cadeiras Part I, II, III e IV

Por Alvaro Luiz Matos

22 de outubro de 2016


 
Depois de duas semanas conhecemos os quatro finalistas de cada equipe e vimos cortar na carne o número de concorrentes. Lamento me contradizer, mas ocorre que aquele nível fraco que me referi na primeira vez que falei do programa, veio a melhorar significantemente, mostrando o crescimento de muitos novos talentos e apresentando ao país alguns bons valores.



Antes de tudo, e de forma genérica, posso dizer que uma caça a ex The Voices me pareceu óbvia, a saída de Cecilia Militão (que diga-se de passagem cantou na minha formatura) pode até ser bastante plausível, mas ainda era muito cedo para a saída da Marcela Bueno. Vale também mencionar que alguns times estão muito mais fortes do que outros, entre eles o de Alinne Rosa e Rick Bonadio, já Di Ferrero tem um time bastante fraco, com um ou dois talentos e Paulo Miklos tem aquele tradicional time de grupos que remenda daqui e remenda dali e vez ou outra faz grupos famosíssimos nas versões gringas do programa.



Vamos por ondem de programa ok?



Adultos - Rick Bonadio


Rick teve bastante dificuldade na hora de escolher quem tiraria das cadeiras e foi mais frio do que estratégico em suas decisões. Digo isso, porque não imagino nem a Prih e nem a Tamires como candidatas fortes em um prazo mais longo, acontece que elas possuem um perfil bastante comum em Realitys musicais, e que com certa frequência caem a medida que a final se aproxima. Essa rotina é comum para quem acompanha os programas desses formatos, principalmente quando o apelo do público faz diferença.


Pensando assim, a falta que mais senti no quarteto final foi a presença da Camille. Ser jovem, bonita e com pegada não adianta quando não se tem carisma ou uma bela voz, mas a menina é dona de muito desses fatores, o que a tornava uma candidata com muito apelo do público. Vale mencionar que apesar de ter errado, a capacidade de crescimento da cantora sempre foi muito grande e a fez chegar mais longe do que todos acreditavam.

Já em relação a Rafael e Cristopher não tinha como ambos não seguirem em frente. Ambos divaram mais do que muita diva por ai.

Homens - Di Ferrero
A maior dificuldade do vocalista do NX Zero estava em disfarçar o time fraco que tinha e valorizar cantores limitados para vender melhor o programa. Punido na escolha para liderar o grupo (opção óbvia) o cantor tinha apenas duas escolhas certas: Eli e Miguel. Dali para frente todos os demais candidatos que passarem a diante será por pura opção de gosto ou estratégia.

Mulheres - Alinne Rosa
Ao contrario do Di Ferrero, Alinne tem um grupo difícil nas mãos, onde até suas candidatas mais limitadas podem fazer mais bonito que muitos dos homens. A escolha do Top 4 me levanta muitas dúvidas. Eu levaria com toda a certeza a Marcela Bueno entre elas, mas em um grupo que desde o início vimos candidatas promissoras como a May se despedindo, seria difícil ter uma unanimidade na escolha.

Meu top 4 teria Carol Sampaio, Marcela Bueno, Jenni e VKiller. De todas elas destacaria o 'ineditismo" de Jenni que possui um perfil muito mais fora da caixa que todos os candidatos. Vale também uma menção honrosa para a VKiller que mesmo não sendo meu perfil musical ou de vestuário, ela também destoa na proposta que possui para a música, fato que gosto de frisar sempre, pois novidades são sempre bem-vindas.

Grupos - Paulo Miklos
Com uma variedade interessante Miklos tem o grupo mais heterogêneo da competição indo desde angolanos cantando com o maior carisma do mundo, passando por uma girlband montada meio sem critério mas que no final funciona e indo até uma dupla sertaneja BOA e uma boyband que só falta cantar "hoje é dia de maldade" que encaixaria muito bem ao perfil do grupo.

Antes de ir ao que importa eu queria dizer que o grupo Dó Maior é um primor de talento e qualidade vocal, a muito tempo não via harmonizações tão bem feitas, nem mesmo no meu tempo de coral (sim já cantei, mas a voz sumiu na puberdade).

No mais, os grupos selecionados foram dentro do esperado, apesar de achar que o carisma angolano logo deve ser deixado de lado, assim como essa boyband meio agitação também deve rodar logo.

MEU TOP  4

Como meu grupo é o grupo "eu que decido" então vou deixar minha lista dos 4 melhores concorrentes do programa que estão aprovados para a próxima fase. Ah, qual o parâmetro que utilizei para a lista? Pois bem, como já disse: "Eu decido".

Jenni  (Mulheres)
Jenni tem um perfil de ineditismo como já citei acima e está bem nessa nova onda de música Pop que vem crescendo no Brasil. Esse cenário "Cool" um pouco "Hipster" e "Nerd" tem crescido no país, o estilo de música "Supercombo" mais intelectualmente provida está em alta no cenário musical, assim como uma vibe mais leve, com letras bonitas e descontraídas também se destacam no momento. Posso citar cantores emergentes, como Tiago Iorc, Dani Black, Silva, Esteban Tavares ou bandas como Plutão já foi Planeta, Supercombo, Suricatos, OutroEu, Playmobille onde algumas estão para o lado mais "cabeça e descolado" e outras para o "indie pop",

Sendo assim, vejo com muito bons olhos uma menina tão talentosa entrando para o time do "cabeça e descolado". Seja bem vinda a música brasileira Jenni, e boa sorte.

Ravena (Grupos)
Um grupo montado meio que para justificar o modelo do programa acabou que deu certo, até mesmo porque conta com uma ajudinha da edição do programa. Das integrantes algumas se destacam mais que outras, todas se destacam pela beleza e pela qualidade vocal, mas uma delas não proporciona um encaixe perfeito para o grupo e acaba criando momentos destoantes nas apresentações. Não justifico isso por falta de qualidade, mas por falta de química, e pode ser que o encaixe sendo trabalhado nenhuma voz destoe, mas enquanto isso fica aquela manchinha em um grupo tão bom.

Mas vamos lá, não vim aqui falar mal, pelo contrario, vim falar sobre o que funciona. Pode parecer incoerente eu falar agora que o encaixe aconteceu rapidamente, mas enquanto uma destoa (não vou citar nomes, assista e perceba sozinho, kkk) as outras três funcionam perfeitamente e isso em um grupo feito às pressas é bem incomum. Além disso tenho aquela torcida por grupos de mulheres talentosas, e acredito que existe esse espaço no cenário nacional.

Ah vale elogiar também que tem uma das meninas que destoa pela beleza, Julia Rezende de apenas 17 anos é simplesmente maravilhosa e talentosa.

Cristopher (Adultos)
Experiente e cada dia mais confiante, o cantor vem mostrando que embora aparenta o jeitão rock in roll estilo Dinho Ouro Preto, ele consegue divar cantando Adele e mostrar agudos tão precisos quanto melismas nos momentos mais propícios da canção.

Rick Bonadio tem o grupo mais forte e Cristopher é o mais pronto hoje no programa, mas como já sabemos que pra vencer as coisas não funcionam como na matemática. Não é exato.

Eli (Homens)
Apesar de estar em um grupo muito fraco, Eli consegue se destacar e se mostrar um candidato com qualidade para estar nas versões dos gringos lá fora, até mesmo pelo repertório que vem escolhendo e o seu timbre vocal (bem comum nos realitys musicais americanos, mas pouco usual de se ver aqui no Brasil).

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Talvez eu esteja deixando algum candidato melhor ou muito bom de fora da minha lista, mas somos todos parciais, então deixo a minha torcida pelo que acredito que pode vim a acrescentar.

Até a próxima semana, combinado? combinado? E perdão se pareço um pouco enferrujado no texto, mas garanto que melhora.

Abraços
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