Conviction - 1x03 - Dropping Bombs

Por Janaína Guaraná

22 de outubro de 2016

Sabe quando alguém diz que você não é capaz, ou quando diz que você vai fazer tal coisa em tal situação? E sabe quando você faz exatamente o oposto? Quando você quer provar que é capaz e que não é previsível. É o mesmo fundamento quando dizem que é impossível e a gente arruma inspiração e faz, simples, faz porque tem que ser feito e faz porque ninguém pode te rotular e muito menos prever suas ações. 

Sabe aqueles dilemas morais que a gente encontra, que por vezes achamos estar com bussola dos bons costumes apontados para o lugar certo, aí vem um cidadão com um discurso inflamado de ódio contra uma civilização, que não é perfeita, assim como a nossa, mas se acha o bastião da verdade para consertar tudo? Esse cidadão está preso por um crime que não cometeu e aí repousa o caso da semana. 

 Ao ser questionada pela imprensa e pelo promotor Wallace, Hayes vira a noite atrás de um caso à la Charles Manson (assassino notório dos anos 60) e o mais próximo que encontra é suficiente para irritar a todos, a equipe e principalmente o promotor. 
Questões éticas e morais a parte, a advogada mantém-se imparcial, o cara pode ser um idiota detestável, mas eles estão ali para garantir que a justiça é justa e que o culpado assuma sua sentença. 

O caso causa combustão na equipe e no promotor que na verdade está encobrindo alguns atos duvidosos da equipe que prendeu o suposto criminoso e a Hayes é bastante teimosa para não deixar nada para trás. 

Tem sido marcante em todos os episódios, o desconforto da advogada em notificar a família e mexer em feridas que, por vezes, ainda está aberta, é sempre aí que ela mostra o quanto se importa em fazer o certo, o ideal para os nossos costumes. 

São muitas as questões que envolve inocentar um cara desses, e se ele explodir uma mesquita, ou um shopping, quem sabe uma escola? E SE, isso não aconteceu ainda e um inocente não deve carregar o peso de 4 prisões perpetuas. Mas, E SE acontecer, amigos, ainda não entendo de prever o futuro, só podemos jogar com as cartas que já estão na mesa e vivemos num mundo livre, a liberdade de discurso existe, não importa o quão odioso seja o discurso. 

Acontece que o cara era mesmo inocente, ele pode ser um idiota, mas não cabe a nós decidir deixar um inocente na prisão, que a gente viva num mundo onde cada um faça sua parte e cuide do seu, os costumes e crenças dos vizinhos pode ser estranho a você, assim como os seus, aos olhos dele. Que a gente viva num mundo onde a bussola da moral seja apontada para o caminho ideal a TODOS. 
E o episódio foi selado com beijos, beijos que não permitem respirar nem se afastar da pessoa beijada, beijo que foi interrompido por um furo jornalístico e que a gente espera que continue no próximo episódio.


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