Arrow - 5x04 - Penance

Por Bruna Horta

31 de outubro de 2016

E a história dessa temporada está realmente se desenvolvendo! 

Palmas! É satisfatório ver que os roteiristas estão corrigindo certos erros da temporada passada. Pelo menos por enquanto, os episódios têm progredido bem e ainda não teve filler. Mesmo que alguns desenvolvimentos tenham sido previsíveis ou rápidos demais, é ótimo esse fôlego inicial na narrativa, para que não corra o risco de postergar conflitos e deixar tudo para ser resolvido na segunda metade da temporada. 

Mas adentrando no episódio, Penance apresenta a temática da tomada de decisões pelos outros. Como John não quer ser resgatado da prisão militar, Oliver e Lila decidem por ele essa fuga. Pode até ter sido uma trama apressada e não ter dado uma dimensão maior do sofrimento dele ali dentro, mas para um cara que esperou cinco anos numa ilha, Oliver realmente não iria deixar o amigo ali por muito tempo. É super compreensível que ele entenda o lado de Lila e não concorde que Dig faça uma auto-punição por considerar a morte de Andy justificativa. E nesse ponto, tomar a decisão pelo amigo foi uma boa coisa. Não que não haja consequências. Como a trama desenvolverá o pós-escape é que será decisivo. Afinal de contas, Digle e Lila têm um bebê a criar. 

Ainda na temática da tomada de decisão pelos outros, vimos Oliver sugerir que Felicity, assim como ele faria com John, forçasse Rory a voltar ao time. E ainda bem que ela não fez isso. Como eu havia previsto na review passada, o Retalho debandou mesmo. Mesmo que não tenha culpado Felicity, trabalhar ao lado dela sabendo a responsabilidade da hacker em Havenrock seria demais para o jovem. Rory e Felicity não são amigos e nem possuem uma relação mais antiga. Não faria sentido ou não teria o peso da decisão que Oliver tomou por John. Se a senhorita Smoak forçasse, provavelmente o tiro sairia pela culatra e correria o risco de Rory não voltar, como vimos que ele fez por livre e espontânea vontade ao final do capítulo. É um personagem com bastante evolução, mostrou aprendizado ao relevar o que aconteceu, lidando com Felicity em prol da equipe e já é disparado meu queridinho entre os novatos. 
Mesmo nomeando o episódio, a temática da penitência ficou como secundária. Apesar de ter sido uma bela fuga, rendendo sequências de ação incríveis, o bad timing do resgate de Dig coincidiu com o ataque de Tobias Church ao centro do anti-crime e os novatos foram lutar sozinhos. Mais entrosados do que eu imaginava, só pecaram em colocar Retalho como escudo, sendo que é claramente o que dá mais conta em ir no mano-a-mano com os vilões (vide episódio 2). Por causa disso, Rene se deixou ser capturado para salvar Evelyn e Curtis, e vai sofrer nas mãos do Church uma tortura básica. Se ele se arrependerá do ato, só saberemos no quinto episódio, mas acredito que não. Por fim, e dando certa atenção ao flashback da Rússia, vimos Oliver concluir a entrada na Bravta ao matar um cara que trabalhava com o Kovar, mesmo sem necessidade. Essa penitência, agrega à culpa que sempre ronda o personagem e essa atitude diz muito… se formos lembrar a forma como Oliver foi encontrado pós-ilha na primeira temporada. Conforme disse antes, está cada vez mais clara a jornada do herói do Arqueiro, e quando isso ocorre, o fim da jornada está se aproximando. Inevitavelmente, o fim da série ocorrerá uma hora ou outra e podemos nos preparar psicologicamente. Feliz com o rumo da quinta e vamos acompanhando o rumo que tomará! Até semana que vem! 

Ps: Preciso ressaltar que adorei Ártemis como o codinome da Evelyn Charp. Ela como canário realmente não foi bom. 
Ps 2: As saídas de cena do Arqueiro Verde estão cada dia mais "like a boss", num clima quase Batman. Ganhou muitos pontos comigo! 
Ps 3: Fiquei encucada com o promotor dizendo a mesma frase que o Oliver diz na cadeia na Rússia para o cara que interroga e fiquei imaginando que ele pode ser Bravta também. Independente disso, já ficou bem claro que ele deve ser um novo vigilante para a cidade, né?
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