Arrow - 5x02 - The Recruits

Por Bruna Horta

14 de outubro de 2016

E não é que Arrow foi mesmo repaginada? Vim preparada para falar muito mal, mas a CW me surpreendeu. 

A construção da jornada do personagem estava frágil na quarta temporada, com um súbito lema do Oliver ser o "farol da esperança" para a equipe e a cidade, que acabou saindo pela culatra e o time debandou...mas algo mudou e a jornada tem melhorado. A morte de Laurel trouxe a escuridão do protagonista aflorar, fazendo com que ele voltasse a matar e relembrasse do que viveu no "inferno" para aplicar no recrutamento torturante em cima da nova equipe. E por que a volta do lado sombrio de Oliver é tão importante na jornada do personagem? Autoconhecimento. Isso é fundamental para a consolidação do herói, em termos de forças e fraquezas. Posso estar errada, mas a aceitação do lado sombrio não foi completa ano passado e por isso, Oliver ainda não abraça a ideia de liderar, de ser o tal "farol de esperança"... mas o desenvolvimento do arco dramático já mostra certa evolução nesses aspectos. 

No segundo episódio, foi possível perceber que algumas coisas já mudaram em Oliver. A primeira é que seu ego já não é mais tão grande assim. Ter que se dividir entre prefeito e vigilante é algo complicadíssimo, e foi bom vê-lo escutar Thea, Felicity e aceitar que ele precisa de ajuda em ambos lugares. A segunda, é devido principalmente aos flashbacks na Rússia. Nem acredito que escreveria um dia elogiando esse recurso em Arrow, pois já estava mega desgastado, mas eles fizeram sentido à medida que se associavam ao presente. A história da linha e do sino vivida na Bravta nos ajuda a entender como Oliver se tornou o homem que é hoje: cheio de problemas em confiança nas pessoas, um homem que sobreviveu… mas que mesmo assim, consegue estar diferente de seu passado. Utilizar esse processo para os Recrutas é uma forma de tornar o que foi ruim para o Arqueiro, em algo bom para os novatos, mesmo que eles tenham tido alguns problemas com a atividade (rs). E claro, revelar sua identidade como prova de confiança a eles é o que faltava para uni-los. Mais uma prova que o Mr. Queen está no caminho certo para a jornada de um herói consolidado. 
Agora falando nas outras narrativas, foi interessante não entregarem de cara as relações da missão do Dig no exército corrupto, com o Retalho atacando as pessoas, as armas do Tobias, com a chefe da empresa médica que se aliou à prefeitura. E no final, ficou claro que tudo se conectava ao míssil de Havenrock que foi desencadeado pelo projeto Genesis do finado Damien Darkh. Uma trama relevante, pois mais de mil pessoas morreram e isso afetou: o jovem que sobreviveu e agora é da equipe, a empresa que teve as ações e imagem corrompidas, o governo que precisa lidar com tantos mísseis inativos e claro, o chefe do crime que se interessa em dinheiro e armas para se manter no poder. 
Com isso, não deve demorar para Dig retornar, Tobias se aliar/tomar conta da empresa que fabricou o míssil e… Retalho descobrir que Felicity foi responsável pela destruição da cidade. 

E falando nela... é preciso ressaltar também a jornada da personagem! Enquanto especulam que Felicity pode ser a nova canário, já que Evelyn Charp não ganhou o codinome que pertencia a Laurel Lance, prefiro acreditar que nossa eterna Canário Negro voltará por alguma volta ao passado de Flash ou Legends of Tomorrow ou até mesmo Sara assumirá o posto. Digo isso, pois Sentinela é um papel que se encaixa bem no perfil engraçado/desengonçado da senhorita Smoak, mas porque vejo que apesar de negar a Oliver em uma das falas do episódio, a personagem já está vestindo uma máscara. Felicity finge que não pensa nas pessoas que morreram em Havenrock, finge que está bem após o término com Oliver e finge que esse namorado dela lhe faz feliz. Espero que a chegada do Retalho faça essa máscara social cair, assim como a apresentação do namorado faça-a evoluir e aprender em seu arco narrativo. 

Por fim, mas não menos importante… temos novamente esse arqueiro negro aparecendo na última cena e agora sabemos que não é mesmo o Malcom, e sim Prometheus. É uma pena que ele vai ofuscar Tobias Church e como previ, será o grande vilão da temporada. Pelo empenho em ter que lidar sozinho com o Arqueiro Verde, só consigo pensar em… Tommy Merlyn! Seria incrível ver Colin Donnell de volta à série e mesmo sabendo que ele está no elenco de Chicago Med, ainda tenho pontas de esperança. Caso seja um outro, aposto na Nyssa al Ghul ou nesse namorado novo da Felicity (ainda acho que se não virar do mal, vai morrer rápido). Só não me venham com o Darkh de novo, vindo do passado… aí eu morro do coração! 

Vamos ver para onde a série anda… estou ansiosa! Comentem o que acharam, ok? Aguardo vocês semana que vem! 

Ps: Preciso elogiar a direção, coreografias das lutas e fotografia desse episódio. Principalmente o 360º no início com o Wild Dog pendurado de cabeça para baixo. 
Ps 2: Thea pode ter largado o time, mas ela continua uma heroína. A interação dela com Lance está incrível e foi bom vê-la ajudando-o a sair do alcoolismo. 
Ps 3: Poxa, nenhuma citação da bebê Sara, que agora é John?
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