Preacher - 1x07 - He Gone

Por Juliane Santana

12 de julho de 2016



Um episódio com menos ação, mas nem por isso menos interessante. 

A série tem apenas mais 3 episódios para estabelecer sua qualidade, fazer os espectadores ansiarem pela segunda temporada e ainda deixar sua marca no cenário de “séries de quadrinhos”. Não sei se Preacher tem tanto potencial para se destacar como imaginava, mas que aos poucos vem se tornando interessante, isso sim.

Adoro quando a série começa exatamente de onde parou e dessa vez isso foi tão importante para mostrar como Jesse reagiu após seu feito sobre Eugene. Se estávamos imaginando um espanto, horror ou até preocupação por ter mandado o menino para o inferno, achamos errado. Esses sentimentos todos aí ficaram por conta de Cassidy, queridinho da galera. Graças a Deus ele viu a cena, senão quem ficaria contestando Jesse? 

Assim como Eugene no episódio anterior, Cassidy também teve um papel importante de levantar questões que devem percorrer a mente de qualquer um assistindo os atos de Jesse. O que você vai fazer para trazer Eugene de volta? O Pastor não passava nem um leve ar de preocupação com o destino do menino, deixando o desespero só para o final de “He Gone”. E sobre o vampirão, estamos todos aqui torcendo para que ele volte logo, impossível aceitar Preacher sem Cassidy.
Preciso dizer que Jesse Custer está entrando para a minha listinha de protagonistas que odeio. Sério. Um personagem que no começo tinha tudo para se tornar extremamente intrigante, para descobrir o porquê de ele ter sido o escolhido por Gênesis e o que tem de tão especial nele, agora se tornou insuportável, prepotente e que afasta todos ao seu redor. Fica até difícil curtir alguma cena dele. 

Falei tão mal do Jesse que preciso defender o porquê que a série se tornou mais interessante. O ponto alto do episódio, em minha opinião, foi o fato de Odin ter ido cobrar sua aposta. O acordo era simples: Odin vem para igreja, Jesse tenta fazê-lo virar cristão, caso contrário o terreno da igreja era dele. E todos tínhamos acreditado que o cara tinha realmente entregado sua vida para servir à Deus, tanto que esse fato foi primordial para termos o espanto quando ele atirou na galera do Campos Verdes. Mas não é que o “poder” do Jesse não funcionou? Bem, foi isso que deu para entender. E agora? O que aconteceu? Então o Gênesis tem limitações? 
Uma surpresa em “He Gone” foi vermos Tulip em uma narrativa mais família, cuidando do seu tio, mostrando um lado amoroso da personagem mais valentona e incrível da série. Vimos também a amizade que ela e Jesse cultivavam quando criança, a parceria dos dois e a forma que ela era vista pelo pai Custer. Um olhar que ficou bem semelhante com o que vimos Jesse na última cena com ela. 

Ah, outro ponto positivo desse episódio foi conhecermos melhor o que ocorreu entre Eugene e Tracy. Entendi que foi o momento certo para abordarem tudo o que precisamos saber sobre Eugene, dessa forma o carinho do público pelo menino ficou maior (assim como Cassidy mostrou) e a raivinha por Jesse maior também, culpando e deixando a entender que por um momento ele mereceu ir para o inferno mesmo.

“He Gone” teve mais conteúdo, mostrando que para a série continuar a entreter o espectador será necessário nos introduzir melhor a trama, o sobrenatural e apresentar todos os lados dos personagens. 

Obs.: Quem mais reparou na tatuagem do cara que atira no pai do Jesse?

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