SuperStar - 3x09 - Top 12

Por Alvaro Luiz Matos

7 de junho de 2016

Nessa semana tivemos um programa muito fora da casinha, totalmente estranho em termos de votação e aprovação do público. Portanto para continuar nessa estranheza toda irei fazer uma review diferente, sem falar de apresentação por apresentação, englobando melhor o programa em uma única esfera e sendo um pouco menos repetitivo. Vamos lá?

Mais uma vez preciso criticar a produção do programa e dessa vez não só por começar em uma correria alucinante e prejudicar as primeiras apresentações, como também por favorecer a banda MELIM com uma introdução maior. Não é esquisito que o programa faça três apresentações na maior rapidez do mundo e pare para que os pais dos integrantes da banda MELIM se mostrem emocionados com os filhos? Atributo esse que já afirmei ser o maior trunfo da banda e que imagino cultivar essa super valorização exagerada que o trabalho deles possui.

Ao mesmo tempo que GEORGIA e NEGRA COR tiveram a difícil tarefa de abrir o programa sem muito tempo para que o público votasse ou ao menos se sentassem no sofá da sala, e obtiveram votações fracas dignas de eliminação. Mesmo prejudicado o grupo NEGRA COR conseguiu escapar da eliminação pela pouca aprovação do público a composição apresentada pela PRETO MASSA, banda que, a meu ver, foi eliminada de forma prematura.

Se fosse para montar um ranking e dizer quais bandas deveriam deixar a competição nessa semana eu diria claramente que GEORGIA e NEGRA COR seriam as escolhidas. E o argumento é bastante simples: Elas não apresentaram trabalhos autorais, sendo apenas ótimas bandas covers. Porem a intenção do programa de escolher quem deve sair e quem deve ficar as vezes parece um pouco clara de mais e essa inconstância que as tardes de domingo promovem acaba favorecendo a produção em suas articulações. 

Algo muito importante a ser destacado nessa semana é a dicotomia em que vivem as bandas OUTROEU e a BELLAMORE. O trabalho da OUTROEU em suas composições é algo incrível e, embora façam músicas fáceis, o dom que possuem para emocionar com suas canções é louvável. No entanto a banda ainda não me convenceu na hora de transmitir uma ideia de trabalho consistente, uma vez que a banda parece ter uma formação um pouco improvisada e de acordo com os vídeos na internet (no próprio canal da banda) a impressão que fica é de que apenas dois integrantes encabeçam o projeto e os demais são descartáveis ou substituíveis. A própria Fernanda Lima na introdução da banda citou que os 'dois integrantes' estiveram viajando pelo mundo para apresentar o trabalho da banda.
Do outro lado da rua temos a BELLAMORE que possui um trabalho maior, com um lastro um pouco mais interessante. A banda mostra características bem definidas, mostra um trabalho sólido e bastante consistente, mas não possui composições assim tao relevantes. Nessa semana essa diferença ficou bastante clara, já que a banda não emplacou uma boa votação com o autoral apresentado, a canção e o arranjo não se encaixaram, mas o maior problema estava na letra que se demonstrou fraca e superficial (genérica eu diria).

Na contramão desse declínio da BELLAMORE em não convencer com o autoral, a banda VALENTE parece começar a ganhar terreno no programa ao apresentar o bom trabalho que possuem. Essa sim uma banda que ao lado da PRETO MASSA, da PLAYMOBILLE, PLUTÃO JÁ FOI PLANETA e da PAGAN JOHN mostram um lastro muito bom, um trabalho já definido tanto nas composições quanto na consistência do projeto. A VALENTE me surpreendeu muito quando passei a analisar o trabalho deles e acredito que ainda podem ganhar espaço entre o público enquanto algumas bandas vacilam.
Além do vacilo da BELLAMORE nessa semana a PLAYMOBILLE não convenceu com a canção apresentada e amargou uma votação que custou a subir. Mais uma vez enxerguei um pouco de Los Hermanos no arranjo e no refrão da composição, mas faltou vibração (A composição não convenceu).

Já frisei que a VALENTE e a OUTROEU ganharam espaço e público com autorais, mas não foram as únicas bandas a fazerem bonito na semana. PLUTÃO JÁ FOI PLANETA com um amável Kid Abelha e PAGAN JOHN com um Maria Maria do lindo e cruzeirense (assim como eu) Milton Nascimento, não precisaram fazer esforços para agradar.

Essas canções mineiras de beleza ímpar que marcaram gerações com 14 BIS, Flávio Venturine, Milton Nascimento, Beto Guedes, Fernanda Takai (Pato FU) e outros tantos são muito bem representadas no estilo musical da PAGAN JOHN. Lembra aquele sonho bastante mineiro de "coração de estudante", de calmaria e nostalgia, de viver as belezas mineiras, as serras, de conhecer as construções históricas de nossas cidades? Talvez você que não mora por aqui não saiba do que eu esteja falando, mas faz sentido em todo coração mineiro. A PAGAN JOHN me fez voltar a me sentir assim.
Assim como PLUTÃO JÁ FOI PLANETA que trouxe um show de nostalgia cantando Kid Abelha com brilho único. Paula Toller é uma das vocalistas mais elogiadas nesse país, com uma voz incrível e talento imensurável, e Natália Noronha para mim já entrou nessa lista de grandes vocalistas femininas nacional. Simplesmente nostálgico.

Obs.:1: E esse sotaque lindo da Natália Noronha de quem vem de Natal-RN?

Obs.:2: Aproveitando o gancho de super valorização, alguém me diz qual o motivo que fez com que a FULÔ DE MANDACARU fizesse uma porcentagem assim tão alta? não era para tanto. 

Obs.:3: POWERTRIP já deu pra mim. 

TOP 5 
Mediante a tudo que já disse nessa review o nosso TOP teve algumas alterações: 

1- Pagan John (-) 

 2- Plutão Já Foi Planeta (+1) 

 3 - OutroEu (+2) 

 4 - Playmobille (-2) 

 5 - Valente (+2)
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