Shippers Em Foco - DeBriggs, o desastre

Por Vittoria Crispim

22 de junho de 2016

Vou começar o texto dessa semana com algumas perguntas: Vocês sabem o que é "shipp moment's"? Vocês sabem quando eles acontecem? Vocês sabem reconhecer quando eles acontecem? Eles acontecem com vocês também?

Então, deixa eu me explicar.

Primeiro: Esse é um nome dado por mim e eu não gosto dele. Então, caso tenham alguma sugestão melhor que essa, estou aceitando. Mandem as sugestões nos comentários logo abaixo. 
Segundo: Shipp Moment's é quando você está de boa, assistindo a sua série, sem nenhum shipp a vista (a expectativa aqui não conta), e de uma hora para a outra, de uma cena para a outra: Voilà, cá está você mais uma vez adentrando no universo shipp sem reclamar e sem olhar pra trás. 
Terceiro: Shipp Moment's é totalmente imprevisível, não é sempre que ele ocorre, não é em todos os casais, não é em todas as série e, o principal, ele não segue uma lógica. 

Pois bem, agora que fiz minhas perguntas, pedi sugestões e me expliquei para vocês, começo a falar sobre o casal dessa terceira semana. Devo adverti-los que é um casal conturbado, segurem as perucas e vamos em frente. 

Acho que ficou bem claro que todos os trechos acima eram para explicar que foi exatamente isso que aconteceu comigo e com DeBriggs. Certo? 

Quando comecei a assistir Graceland nem me passou pela cabeça que no decorrer da série eu iria shippar a personagem da Vanessa Ferlito com o do Daniel Sunjata, muito pelo contrário, confesso que shippava a Charlie com outro personagem e já tive até surtos momentâneos ao ver ela e Mike na mesma cena. Me recuperei depois, mas por um bom tempo achei que os dois seriam o meu casal de Graceland. Chego a lembrar que em um dos meus surtos de shipper uma amiga até me alertou que os casais seriam formados de uma forma totalmente diferente do que eu imaginava, totalmente ao contrário do que eu queria. E talvez, se a produção tivesse me dado ouvido, não sofreria tanto com Charlie e Mike como sofri com Charlie e Briggs após o Shipp Moment's me pegar de jeito.

Graceland não foi uma série muito conhecida, mas foi uma série muito boa. 
Ela falava sobre a vida de seis agentes que moravam em uma mesma casa, sede do governo.

Paul Briggs era o líder, o escolhido para ser o mentor dos novos agentes e ela representava uma relação mais matriarcal com a casa, era bem mais sentimental que todos os outros moradores. 

Ele e Charlie foram os primeiros moradores da casa e acabaram desenvolvendo um relacionamento mais próximo, com maior afinidade, do quê com os demais colegas da casa. 

Pelo Paul ter esse dever de líder, nem sempre ele foi confiável e a Charlie sempre foi muito desconfiada em relação a ele. Então, graças a isso, os dois viviam mais em pé de guerra do que, propriamente, vivendo o seu romance, que era o desejado e esperado por mim. 

Paul Briggs é o personagem mais complexo dessa minha vida seriadora, você o ama e o odeia na mesma proporção. Num minuto você quer protege-lo de todo o mal, no seguinte você quer mata-lo para acabar com o seu tormento. E a Charlie, bem, a Charlie é um amor. A melhor personagem de Graceland. Ela é o tipo de personagem que você se apega desde a primeira fala. 

Parece que descrevo o inicio de um desastre, né? Pois é, foi assim. Um tremendo desastre e se eu tivesse sido esperta, teria parado com a série no exato momento que tive meu Shipp Moment's, não era meu shipp inicial mesmo e fora que teria me economizado muitas lágrimas e diversas raivas.

Mas, quanto a isso, tudo bem. Já estou acostumada mesmo. Em geral, a receita básica para que eu me apaixone por um casal é regada pelos seguintes ingredientes: dificuldades amorosas e comportamentais, dor, implicâncias, impossibilidades, paixão (muita paixão), química entre os atores e qualquer outra coisa que me faça sofrer pelo shipp. E DeBriggs, com certeza, tinha três ou mais desses ingredientes na sua escrita. 

Posso ter assustado vocês com o casal dessa semana, mas, em minha defesa, eu não poderia falar sobre eles de uma outra maneira. Nunca houve flores entre esses dois, mas eu era e sou apaixonada por eles até hoje. 
Não indico a série para ninguém, ela terminou sem um final adequado e não terminou com o meu casal de boa no final (o que é pior que o cancelamento inesperado da série). Mas, Graceland é uma das minhas séries favoritas e sempre que posso estou maratonando ela mais uma vez. 
Top 5 de episódios favoritos:

1x05 – Um quarto de hotel, uma missão secreta, uma conversa entre amigos e pegação. Foi aqui que tive o meu momento. Foi aqui que começou a dar ruim para mim. 

1x12 – Paul desistiria de tudo, desistiria de todos, mas nunca desistiria da Charlie. Principalmente, sabendo que ela corre perigo. Sempre choro junto com os dois quando os vejo amarrados ao pé da cama pelo Jangles. Aquelas cabeças encostadas e o pedido de desculpas. É, eu choro junto! 

2x10 – A cena em que a Charlie descobre que está grávida e o Paul entra de roupa e tudo no chuveiro com ela foi a cena mais bonita, mais romântica que meu coração seriador poderia suportar. Esses minutos são os meu favoritos da série inteira. 

3x13 - Não foi uma boa cena, o Paul mata o louco do Ari. Porém, antes de atirar, ele faz com que a Paige tire a Charlie da sala para que ela não presencie ele matando uma pessoa. O episódio é pesado, mas mostra o quanto ele se importa com ela. A atuação da Vanessa ao ouvir o tiro também é uma coisa espetacular de se assistir. 

2x11 – Continuando com episódios pesados (Graceland é carregado deles), esse episódio é o que o Paul descobre que é a Charlie que o está chantageando. Também não é um episódio muito fácil, não esperava que fosse ela, mas dá para entender os motivos que a faz toma tal atitude, porém o que realmente gosto no episódio é a parte em que ele fala através da parede que é por ela que ele sempre volta e sempre vai voltar.
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