Marseille - 1x05/06 Face à Face / Liberté, Egalité, sans Pitié

Por Juliana Pereira

7 de junho de 2016

Querido leitor (a), sei que ando bem atrasada nas reviews, mas é que estou entrando na reta final da minha faculdade de jornalismo e a monografia está acabando o meu relacionamento com as séries, mas vamos ao que interessa! 

Neste quinto episódio vemos claramente a transformação do Éric que, revoltado com o desamor da Julia, se entregou ao mundo das gangues, algo já meio esperado. Só gostaria de ressaltar que uma mulher mal amada é um furacão, mas o Eric se superou! Esse trio amoroso é algo bem estranho desde o início. Eu sempre achei algo um pouco infantil pelas mentirinhas bobas e aquele “te amo, mas só quero amizade”. No fim, Julia e Selim acabaram se apaixonando, ao menos gostando um do outro e isso não foi nada legal para o Eric, que sobrou. 

Em certas cenas vocês hão de concordar comigo que a família Taro é muito fofa! Um demonstrando apoio para o outro nos momentos mais difíceis, mas o curioso é que se olharmos separadamente os membros dessa família, egocêntricos é o nome deles! E não posso deixar de comentar que Marseille faz parte dessa família como se fosse um ser humano, e isso também é algo importante, pois não me lembro de ver outra série em que o local onde as coisas acontecem interfere tanto na vida dos personagens. 

Fazendo uma pequena fuga para algo mais técnico, observei que as passagens de blocos se dão com imagens, geralmente de prédios, meio que se deformando, ao mesmo tempo em que a trilha sonora agita algumas cenas, isso nos transmite uma sensação de instabilidade, que remete bem a atual situação de conflito de Marseille. 

Voltando ao mundo mágico, temos enfim uma conversa direta do Pai Taro e filho Barres. Obviamente eu desconfiei que Barres soubesse do que estava acontecendo, se não ele já teria ficado com Julia com certeza. O que nos resta é saber qual a situação da mãe de Barres, e em que mais ele interfere. Chegamos assim no sexto episódio! 

Liberté, Egalité, sans Pitié 

 
Sabendo agora que a ambição de poder que tanto citei nas outras reviews anteriores tem uma motivação pessoal, o sexto episódio leva um ótimo nome que acompanha cenas muito bem escritas. 

É tanta confusão e informação envolvendo o partido da UPN e os políticos que às vezes eu me perco na hora de analisar quem é o vilão e quem é o mocinho. Contudo, a semelhança com a vida real é algo a se elogiar. 

A maneira como é feita as vendas de votos nas eleições é muito interessante, e acredito que na vida real seja bem assim. Sem falar da influência que as gangues e os grandes traficantes têm nos bairros mais carentes. Tudo gira em troca de favor, tudo tem uma recompensa, e se olharmos ao nosso redor, é assim que as coisas funcionam. Podia entrar em mais detalhes aqui, mas não vamos perder o foco! 

Nossa primeira dama está remoendo sua sofrência de maneira não ideal, no meu ponto de vista, mas também não posso me queixar muito. Claro que perder o movimento da mão é um tombo e tanto, e aquela cena em que ela escuta a música enquanto finge que toca foi a mais dramática de todos os episódios, gente, de cortar o coração! E fora isso, aquela mensagem secreta de traição do marido. Ela fez bem, se produziu e saiu, palmas pra diva mãe! Se essa personagem continuar assim, ainda terá minha admiração. 

Mas o drama não está só nela... será que Salim vai resistir? Gente, ele não merecia aquela tesourada, não! Ate tentamos entender a raiva do Eric, mas o que ele fez foi golpe baixo. E o “x” da questão, é que agora as conseqüências vão se acumulando como uma bola de neve. Eric está se afundando cada vez mais. Atenção: Salim não é um anjo, mas ele também não pediu para gostar de Julia, ele só fez uma boa provocação que pode terminar com a vida dele... 

Então leitores, até o fim da semana libero as últimas reviews e vamos ver como vamos terminar a primeira temporada de Marseille.

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