The Flash - S02E21/22 - The Runaway Dinosaur/ Invincible

Por Lorena Alvarenga

23 de maio de 2016

SPOILERS ABAIXO:
Mais dois episódios, mais dois passos em direção ao futuro, mais dois passos na construção de um herói.

Desde o primeiro episódio acompanhamos Barry se desenvolvendo como herói, tentando sobreviver aos acontecimentos e lidando com todas suas decisões. Nesse caminho nada tem sido fácil, nem o desenvolvimento do personagem e muito menos os caminhos escolhidos pelos roteiristas, os problemas parecem se acumular na busca pelos resultados. Mas o fato é que mesmo com todos os erros de roteiro e alguns furos na história, o progresso de Barry é notável.

Dito isso, devo começar com as críticas. Ultimamente tem sido bem difícil se entreter com os episódios, bem complicado separar os erros e os dilemas tão rasos mostrados pela série e ainda assim conseguir achar os acertos. E isso se aplica bem em The Runaway Dinosaur, o episódio tem consequências tão importantes para o futuro da série, para Barry em sua trajetória como Flash e tudo que o episódio conseguiu me despertar foi impaciência. Impaciência por ter que passar longos 41 minutos assistindo tudo aquilo, impaciência pela forma como resolveram mostrar um acontecimento tão importante nessa altura da temporada e impaciência por ver mais uma vez a falta de jeito dos roteiristas para desenvolverem as tramas afinal, o que falta na série é que eles percebam que não importa só chegar aos pontos certos, a forma de atingí-los conta tanto quanto.
Desde sempre lidar com a morte da mãe é um dilema na vida do Barry, tudo muito doloroso, e finalmente ter um episódio capaz de fazê-lo encarar sua dor de frente e tentar entender todos os acontecimentos de sua vida, inclusive os ruins, talvez tenha sido o que ele mais precisou até hoje. Mas o tempo foi errado, em uma temporada de 23 episódios basicamente tem-se tempo para muitas coisas, inclusive trabalhar muito bem os sentimentos. Na etapa final de uma temporada o que se espera é episódios bombásticos, que chamem atenção e valham seu tempo, mas esse não foi o caso.

Quanto a Invincible devo dizer que me agradou mais, não foi bom, mas foi melhor.  No fim das contas esse episódio foi muito sobre Barry pós-viagem à força de aceleração, todo confiante, positivo e sem medos, tendo na morte do Henry mais um combustível para vencer Zoom e um possível equilíbrio para toda confiança. Ver a Laurel (versão Terra 2) como Black Siren foi ótimo, apesar de nem de longe ela ter sido tão bem aproveitada como poderia, serviu para lembrar de Arrow já que não dou as caras por Star City há algum tempo. 
Para finalizar, sem querer soar repetitiva, volto ao velho questionamento, a falta de jeito no desenvolvimento fez mais três vítimas. Henry um personagem tão importante foi desperdiçado a série inteira com meras participações e agora quando começou a ser desenvolvido virou motivação para derrotar o vilão. Outras duas vítimas são Barry e Iris e muito provavelmente nós que vamos ficar presos nesse romance. Sei que algumas reviews atrás disse que os roteiristas deveriam logo fazer o romance acontecer já que não tinha jeito, mas isso foi apenas uma pessoa tentando se livrar do drama desnecessário. Iris nunca foi a melhor personagem, mas vinha tentando encontrar seu caminho, se tornando mais suportável e necessária, até a relação com Barry entrar em questão novamente. Tentei, mas não desce.

Tentar resolver o problema de uma temporada inteira vai ser a missão do último episódio. No entanto, a única expectativa pelo momento da série é que esse final de temporada não seja morno demais. Até o Season Finale!


Esse texto foi escrito por: Lorena Alvarenga

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