The Flash - 2X23 - The Race Of His Life (Season Finale)

Por Lorena Alvarenga

30 de maio de 2016

O episódio final de uma temporada que se perdeu nas promessas. 

Essa segunda temporada de The Flash tinha tudo para ser genial, obviamente quero dizer genial dentro da proposta da série, mas os assuntos realmente prometiam. Tom Cavanagh ganhou outro personagem tão complexo, diferente e tão bom quanto Wells, ganhamos mais um velocista para o Team Flash, o vilão da segunda temporada não só era um velocista como também o melhor vilão já visto até então na série, o multiverso começou ser explorado, Caitlin iria começar a ter utilidade e ainda ser vilã (na Terra 2), Wally apareceu, Cisco com poderes e Barry com outro par sem ser Iris, tudo parecia tão perfeito, tão encaixado e de fato funcionou em alguns episódios. Até que os furos no roteiro começaram a aparecer, velhos erros voltaram para lembrar que nem a temporada nova era capaz de uma mudança tão radical, Legends Of Tomorrow entrou no meio e as coisas simplesmente começaram a desandar, principalmente se considerarmos a segunda parte da temporada, que baixou muito o nível e deixou a desejar.

Diante de tantas promessas do que poderia ter sido bom e funcionado para elevar o nível da série ou pelo menos conseguir manter o ritmo da primeira temporada, acabamos ficando com uma bagunça total. O desenvolvimento do Zoom foi muito comprometido ao longo da temporada e a velha fórmula da identidade secreta funcionou até certo ponto, depois a sua simples menção parou de transmitir tanto medo e passou apenas a ser normal. Barry foi uma bagunça total entre novo amor e velho amor, passou de um caminhão de culpa até o otimismo total, cresceu em alguns pontos, mas nem de longe o suficiente. Já Caitlin, bom ela sofreu do mesmo mal que as personagens femininas do Universo Arrow/Flash sofrem um desenvolvimento porco e nem a Killer Frost, que mandou bem no início, foi capaz de segurar a barra. Wally acabou sendo um chato, totalmente mal aproveitado, é bem irmão da Iris mesmo, e o Cisco foi importante em alguns momento, mas só. Quanto ao Harry, esse talvez seja a única boa surpresa da temporada, pois apesar de ter amado Reverse Flash/ Harrison Wells, confesso que Harry me conquistou.
Mas se o foco aqui é o episódio 23, posso dizer que não foi tão decepcionante quanto pensei, pois na minha cabeça iria ser uma espécie de mistura de todos os últimos episódios bem ruins da série, e não foi. Foi sem propósito e meio estranho, mas nem tão horrível quanto poderia ter sido. Como disse acima, Zoom acabou se perdendo e no final suas motivações não ficaram tão claras ou suficientemente boas para justificar tanto alarde e bagunça. Uma corrida final para ver quem era o mais rápido não foi exatamente o que tinha pensado como embate final. O fato é que Enter Zoom prometeu muito, prometeu um vilão incrivelmente assustador, difícil de ser batido e implacável e de fato essa postura se manteve até certa altura da temporada, mas na season finale ele era apenas a sombra do que poderia ter sido. O episódio tinha tanta coisa para resolver, tantas soluções mágicas para arrumar que tudo foi apressado. Mas não de todo ruim, o final de Zoom com os Espectros do tempo vindo buscá-lo foi bem inteligente e já abriu espaço para as especulações, procurando internet a fora não é nada difícil achar teorias que dizem que Zoom foi transformado no Flash Negro, será? 

Neste episódio o que mais chamou atenção não foi o embate final, não foi Zoom, mas sim o descontrole emocional de Barry. É claro que foi mais que compreensível afinal, ele passou quase duas temporadas tentando lidar com os acontecimentos da morte da sua mãe para acabar assistindo a morte do pai daquela maneira. O que não tem como entender é que a viagem dentro da força de aceleração e toda a maturidade como herói conseguida até aqui tenham sido em vão. Barry jogou toda a construção de duas temporadas no lixo quando tomou aquela decisão final. Não julgo a decisão do Barry, entendo os acontecimentos e entendo que ele ainda não é esse herói, ele não aprendeu a lidar com tanto poder, o que não entendo é o lugar que os roteiristas pretendem chegar com tudo isso.
Não tão bom assim, mas nem tão fraco como o esperado, The Race Of His Life veio para fechar uma temporada falha, com muitos pontos baixos e alguns acertos. Veio como a decisão mais ousada e talvez mais maluca da série. Depois desse episódio toda a linha temporal da série foi alterada e os caminhos a serem seguidos são totalmente imprevisíveis, o que pode dar muito certo se eles aproveitarem. 

P.s*: A revelação da identidade do homem da máscara de ferro não foi surpresa nenhuma, mas foi uma cena bonita de ver. John que interpretou o Flash da década de 90 na pele de mais um velocista foi emocionante. 

P.s**: Wally surpreendentemente não foi irritante. 

P.s***: Já que a linha do tempo foi apagada podemos não ter mais Westallen? 

P.s****: A despedida da Jesse e do Harry foi pra lá de fofa. 

P.s*****: Agradeço a todos que acompanharam as reviews da segunda temporada por aqui, foi um prazer.
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