The 100 - S03E13 - Join or Die

Por Elizabeth Silva

5 de maio de 2016

SPOILERS ABAIXO
Como podem notar queridos leitores, este é um review totalmente novo sobre uma série que ganhou destaque surpreendente dentre outras inúmeras disponíveis.  Se existe algo que The 100 vem fazendo desde sua primeira temporada é quebrar os paradigmas do canal em qual é exibida, The CW. Dona das conhecidíssimas The Vampire Diaries e Supernatural, o que vemos em The 100 é algo totalmente diferente do padrão das outras séries, tanto no enredo, a caracterização dos personagens e, até mesmo, o fato dos protagonistas não estarem a salvo e não voltarem dos mortos (quem assiste as outras séries do canal entende, isso é um vício deles).

Fomos avisados pelo produtor executivo da série, Jason Rothenberg, que os episódios finais seriam mais sombrios e até agora não houve nenhuma mentira. Desde a morte da mais querida e amada Heda Lexa, tudo começou a desandar para nossos sobreviventes. Polis está sofrendo com o domínio de Ontari, que fingia ter o Chama (a segunda IA ou ALIE 2), e para não ser deposta aceita a chave para Cite of Lights que Jaha a oferece conectando-se assim a ALIE 1. Como consequência, os grounders se veem com apenas duas opções que o próprio título sugere: junte-se ou morra, tornando ALIE mais poderosa e mergulhando Polis em sangue, literalmente. Neste cenário encontramos Marcus e Pike, ambos sendo torturados e subjugados, com a diferença que um deveria aceitar a chave e o outro por consequências de seus atos. Junto com mais uma atuação fascinante de Adina Porter (Indra), foi impossível não sentir a dor e desespero por qual eles passaram.
Na tentativa de depor a nova comandante, destruir ALIE 1 e de algum modo rever Lexa, Clarke parte junto com Bellamy, Octavia e Jasper em busca da última Nightblood viva, Luna. Como vimos claramente na (finalmente) morte de Emerson, somente os descendentes de Bekka Pramheda que possuem o sangue negro podem ter sua IA no corpo. Intriga ver que eles partiram sem terem resolvidos seus problemas, mas que ainda sim permanecem juntos. Jasper ainda está na fase de perdoar Clarke, ainda! Enquanto Octavia nem imagina quando conseguirá encarar seu irmão pela morte de seu, e nosso, amado Lincoln.

Não vou mentir que a aparição de Luna foi um alívio e para alimentar as esperanças de todos que seja possível acabar com o controle mental de ALIE 1. Mas como foi dito episódios passados, ela abandonou o seu povo e renegou a possibilidade de se tornar uma comandante assumindo que não mataria mais ninguém, recusando assim a oferta de Clarke. Realmente espero que sua história seja contada por ela mesma para que essas pulgas trás da orelha saiam de vez e que ela aceite o Chama.
Mas os três pontos altos do episódio, mesmo com tudo que aconteceu foram outros. Primeiro, flashbacks. Que melhor maneira de falar um pouco do passado se não usar esse artificio? Sem contar que faz tempo que vimos isso acontecer desde a primeira temporada, com as revelações sobre o pai de Clarke. Somos levados a semanas antes do lançamento da nave com os cem para a Terra, onde Pike dá aula para os jovens delinquentes sobre como sobreviver. O melhor de tudo, foi a maneira como amarram e fizeram que as cenas não ficassem dispersas no tempo, mas sim condissessem com cada situação que eles enfrentavam atualmente.

Segundo, Clarke e Bellamy. É simplesmente incrível o rumo que a amizade dos dois tomou durante a série. Sempre ali um para o outro, não importando as dificuldades, ficou mais que claro que Bellamy necessita de Clarke para trilhar um caminho melhor e como ele a apoia sem hesitar. Juntos, sem dúvida alguma, eles são mais fortes.

E por último, Radioactive. Não nego que sou uma fã assumida da banda Imagine Dragons, mas quando ouvi a versão acústica de Radioactive fui levada novamente para o primeiro episódio da série, que aliás começa com a dita cuja, e senti aquele leve aperto no peito novamente. Se tem um ponto que The 100 nunca falhou foi em sua trilha sonora, deixando a música se encaixar na situação desesperadora que vivemos nos últimos episódios.

Espero que tenham gostado e que nos encontremos novamente no próximo episódio! 
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