Orphan Black - S04E05 - Human Raw Material

Por Louren Mayara

16 de maio de 2016

SPOILER ABAIXO
E então, como um milagre da ciência, já estamos no final da primeira metade dessa temporada tão aguardada. Eu realmente não consigo poupar elogios para o equilíbrio apresentado nos cincos primeiros episódios, e agora, nesse segundo ciclo o que eu espero é desiquilíbrio, e cenas dignas de nos tirar o fôlego como em todas as retas finais anteriores, mas vamos nos ater ao episódio cinco.

Seguindo a receita anterior, Orphan Black trouxe como estrela desse episódio, Krystal Goderitch, que só confirma, como se ainda precisasse, que Tatiana Maslany consegue roubar a cena de todas as maneiras possíveis! Desde ter sua vida virada de cabeça para baixo, Krystal decidiu se preparar para o que esta por vir, e mesmo tendo uma ideia errada de tudo o que está acontecendo, ela estranhamente está se saindo muito bem com sua investigação, lembram na review passada que eu falei que essas mulheres tem uma incrível engenhosidade e foco no que se comprometem a fazer?! Pois, Krystal é só mais um exemplo de que as clones tem isso em comum, claro que ela tem um jeito totalmente "inocente" de se portar nas situações, o que rende cenas atrapalhadamente cômicas. 

Bom, as instalações do grupo Brightborn serviram como palco de alguns encontros esperados, dentre eles, o entre Cosima e Susan, que dá mesma forma que foi intenso e misterioso nos trouxe esperança, de que finalmente a cura para a doença delas seja combatida de forma conclusiva. Em algumas sequências de cenas bizarras e explicações das duas cientistas, antes mencionadas, tivemos um pouco mais sobre o grupo Brightborn, tenho certeza que a reação de todos foi igual ao de Cosima ao descobrir como realmente é feita a seleção dos bebês, mas o que não me satisfez até agora foi que faltaram esclarecimentos necessários, o que deixou a impressão de que todo esse plot aconteceu apenas para que Susan se aproximasse de Cosima, devo dizer que isso me irritou, não que esteja reclamando tê-la de volta a ação é um Dejavú muito bom, saindo um pouco da bolha de tristeza e sofrimento que ela fica presa a maior parte do tempo, mas realmente faltou algo mais objetivo e não apenas meias explicações e promessas futuras.
Sendo deixada fora da ação principal, Sarah ficou presa com seus próprios dilemas, o que vai de, tentar ser uma mãe presente para Kira à uma boa irmã para Felix, mas acho que todos estamos cientes de que ela não é boa nas duas coisas. Sim, é totalmente compreensível a desconfiança para com a nova irmã de Fee, mas a forma como lida com a situação acaba tirando toda a carga positiva de seus atos, enfim mesmo sendo comprovado que os dois são realmente irmãos, alguém aí confia totalmente em Adele? Se tem uma coisa que Orphan Black leva como mantra em todas as temporadas é que confiança é uma coisa difícil de ser depositada e deve ser cultivada delicadamente.

Para a infelicidade de muitos, inclusive minha, Helena não apareceu nesse episódio, mas Art logo vai descobrir o que ela fez junto com todo o esquema dos Hendrix, o que realmente vem sendo escondido por muito tempo, tá na hora da bomba explodir, porque se tem uma coisa que eu gosto nessa série é a forma com que os Hendrix lidam com situações complicadas, logo estou pagando pra ver a conclusão desse plot.

Reclamei da ausência de uma trilha sonora mais marcante e foi logo colocada nesse episódio, então eu estou aqui abertamente reclamando dessa situação frustrante de ninguém falar nada sobre o paradeiro de Delphine, realmente frustrante, estou pedindo pelo menos por uma menção mais objetiva essas pequenas aparições estão me deixando agoniada, nunca te pedi nada tio Graeme faz acontecer isso aí! Enfim amigos, até a próxima review.

    
Esse texto foi escrito por: Louren Mayara
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