DC's Legends Of Tomorrow - S01E16 - Legendary (Season Finale)

Por Bruna Horta

22 de maio de 2016

SPOILERS ABAIXO
Apesar de oscilante, a série conseguiu atingir seu ápice com um dos melhores episódios da temporada. No anterior, a possível morte de Snart e a destruição do Oculus, entregaram a dose de tensão e drama certos para que em "Legendary", a história pudesse fluir. 

Sabiamente, os roteiristas não deram muito destaque para Savage, Kendra e Carter. O impacto da equipe após uma perda e o retorno a Star City cinco meses depois do previsto, precisavam ser contados. Rip (como sempre egoísta e medroso) sequer desceu da nave e o abandono de sua equipe ao enviar seu holograma, me fizeram crer que não estão fazendo nenhum esforço para gostarmos do Capitão. E nesse reencontro com a vida em 2016, Quentin estava no mesmo local que Felicity o deixou (episódio 22 de Arrow) quando Sara apareceu, e quando contou sobre a morte da Laurel... foi de cortar o coração. O que mais me impressiona foi como a morte de uma personagem fixa da "série mãe", teve muito mais importância em seu spin-off. Hoje mal se fala da Canário em Arrow e na finale de Legends, ela impulsionou a história e o arco dramático da irmã. 
O ritual que Savage queria fazer com o tal meteorito, já estava em seus planos ao longo dos episódios e foi interessante interligarem com cenas já vistas na temporada, mas a forma que explicaram como isso o tornaria vulnerável foi bem confusa. Ver a equipe se dividir em 3 para matá-lo em pontos distintos da história é inteligente, mas contém falhas. Mick e Ray finalmente viraram uma dupla, apesar de ter sido Mick a lidar com o vilão (seria mais impactante ele ter usado a arma de Snart, não?); Sara nem precisou do Firestorm para matar Vandal, talvez a personagem mais forte depois de todos os acontecimentos; e finalmente Carter, Kendra e Rip tiveram que se unir para matar o cara que tanto lhes atormentava. Isso prova que os três são realmente o elo mais fraco do time e teria sido mais enriquecedor para a trama se Rip realmente tivesse morrido ao levar o meteorito para o núcleo do Sol, mas pelo menos ele aceitou a fatídica morte da mulher e filho (para vocês verem que o cara é tão covarde que até quando vai morrer, amarela). 
No fundo, o último episódio não era apenas saber lidar com o vilão, mas sim com as vontades internas de cada personagem. Deixar que descubram, cada um a sua maneira, que querem continuar lutando para salvar o mundo é bem mais potente que a morte do antagonista chato. Por isso, ver as cenas finais: Sara e Quentin no cemitério, colocando Laurel como a responsável de convencer Sara a viajar; e depois Mick voltando em 2013 para reencontrar Snart e contar ao amigo que ele foi um herói (dando finalmente o braço a torcer), foram os grandes acertos desse roteiro. 

E para finalizar, um novo arco dramático foi aberto e deixou muitas interrogações na cabeça dos espectadores (na minha inclusive). Rex Tyler, conhecido também como Homem-Hora é membro da Sociedade da Justiça da América, um grupo de heróis e semelhante à Liga da Justiça. Parece que os dois times se juntarão, talvez para combater algo que abarque todas as séries da CW (me parece que o Flash é membro da SJA). Com a saída dos gaviões e morte de Savage, o grupo se fortalece e deixa uma boa ansiedade para a nova temporada.

Obrigada por acompanharem as reviews e até a próxima temporada!

Esse texto foi escrito por: Bruna Horta

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