DC's Legends Of Tomorrow - S01E15 - Destiny

Por Bruna Horta

15 de maio de 2016

SPOILERS ABAIXO 
A emoção traz consistência para uma série que viveu sua primeira temporada entre altos e baixos. 

Se o episódio anterior apresentou o conflito ao revelar que os Mestres do Tempo são aliados de Savage ao prender toda a equipe… Em "Destiny", o conflito foi muito bem conduzido e o penúltimo episódio foi provavelmente o melhor da temporada, entregando um ótimo desenvolvimento para a "season finale".

A volta de Jax para 2016 no momento anterior ao qual partiram de Star City, teve um furo ao não explicar como a radiação temporal parou de atingí-lo. Apesar de ter chegado normal, foi interessante ver Jefferson trabalhando com o Martin do passado; numa estratégia acertada dos roteiristas, conseguindo mostrar a evolução de ambos personagens e também da dupla Firestorm. 
Enquanto isso, Rip (com um jeitinho Jon Snow que nunca sabe de nada) descobre que os Mestres do Tempo estavam manipulando ele e toda a equipe esse tempo todo através de um dispositivo chamado Oculus, para que Savage atingisse o poder em 2166. Na verdade, Vandal precisava conquistar o mundo para poder salvá-lo dos Thanagarianos no futuro, o que é uma desculpa um pouco porca (ainda bem que Hunter perdeu um pouco a ingenuidade). 

Kendra foi sequestrada pelo vilão e sua trama, de Carter e Vandal colocada de lado, foi a melhor decisão e permitiu que os conflitos certos fossem desenvolvidos no episódio. Mick também sequestrado, mas pelos Mestres do Tempo teve um plot previsível, mas prazeroso. A lavagem cerebral estava bem óbvia que não funcionaria, mas o resgate junto de Snart e Sara foi uma resolução satisfatória e repleta de referências a Prison Break.

Na fuga, Sara dirigiu mais uma vez a nave, o que leva a crer que ela pode mesmo assumir essa liderança na segunda temporada (como eu já havia dito na review passada). E a decisão de irem destruir o Oculus é muito acertada, pois puxa aquela trama do livre arbítrio dos super-heróis e ressignifica o conceito da trama. E falando em heroísmo, a cena em que Ray (já sabendo que irá morrer de acordo com a visão de Hunter) tenta destruir a máquina é potente na história, além dos seguidos atos de coragem (menos Rip, claro). Mick tira Ray e depois Snart tira Mick e morre pela equipe. Será que é uma morte definitiva?
O ator Wentworth Miller, nosso Capitão Frio sai do elenco fixo de Legends e volta como personagem regular de todas as séries da CW, então ele volta, mas não sabemos como. A jornada de transformação de Snart foi incrível ao longo da temporada, com certeza o personagem que mais evoluiu. Ele concluiu seu arco, indo de anti-herói a herói e mostrou que nenhum que estivesse em seu lugar daria tamanho impacto para a evolução da série. Por mais que achasse que Ray iria morrer, sua jornada ainda não está completa… nem a de Mick que após conversa com o próprio Palmer, admitiu se preocupar com a equipe. Como o Oculus é algo que mexe com tempo e espaço pode ser que Snart tenha ido para outro universo (é o que espero, já vimos em Flash que isso é possível).

No fim, levamos a lição que toda vitória precisa de algum sacrifício. Que venham as consequências da perda de um integrante do time e a despedida de Savage, um vilão que não empolgou…

Obs: Finalmente concluiu o romance que foi construído ao longo de todos os episódio. Snart e Sara são um casal muito mais decente que Kendra-Ray-Carter, mas não sei se tenho esperanças que eles possam ficar juntos novamente.

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