Arrow - S04E21 - Monument Point

Por Bruna Horta

13 de maio de 2016

SPOILERS ABAIXO
Em "Genesis", tivemos um episódio com três narrativas: a de Oliver em Hub City; a de Lyla, John, Andy e Damien em Star City; e a de Thea e Alex fora da cidade - e que acabaram desenvolvendo conflitos importantes para o final da temporada. A morte de Andy Diggle, o roubo do chip com o Rubicon e o aprisionamento de Thea e Alex dentro da cidade do Genesis, impulsionaram a história para este episódio. 

Em "Monument Point" finalmente entendemos melhor o tal plano Genesis. Já que Damien Dark obtém poder da morte, ele irá matar milhares de pessoas para dominar o mundo (em resumo, é isso) e aí é sentida toda a capacidade de destruição do vilão. Esse plano, que soa como limpeza do planeta, já tinha me lembrado desde o episódio anterior a semelhança com aquele plano do Malcom (lá na season 1 e 2) de limpar a antiga Starling City, destruindo o Glades. Na conversa dele com Thea, há a confirmação de tal comparação e é possível entender o porquê dele se juntar a Dark: salvar mais uma vez sua pele e sua filha. 
E falando em parcerias, parece que essa foi a grande chave do episódio. Todos tiveram que se aliar a alguém para enfrentar seus respectivos adversários. Primeiro, Felicity teve que se render às habilidades do pai para conseguir parar o Rubicon. E nessa leva de parcerias, Capitão Lance acabou ajudando o ex-marido da sua namorada, tudo para salvarem o mundo. E falando na Donna, ela vem me saindo uma personagem com ótimos conselhos nos últimos tempos! A pressão que deu em Quentin surtiu efeito e foi bonito ver o Capitão admitindo no depoimento, que Laurel era a Canário Negro (fico emocionada só de citarem a personagem). Caso ele realmente seja exonerado, seria muito interessante vê-lo integrar o time na próxima temporada! E por fim, houve também a aliança entre Team Arrow e Argus, para defenderem o local que Felicity e o pai estavam usando como base para hackear. Sinal que a série abraçou esse aspecto de equipe e deixou de lado a faceta "dou conta de tudo" que Oliver tinha antes. 

No núcleo da Thea, que está nesse lugar que a H.I.V.E. construiu para "proteger" algumas pessoas da total destruição do mundo, Anarcky retorna (aquele que ela queimou anteriormente). Ainda não consigo entender como ele parou lá, mega furo de roteiro, sem falar na morte do namorado da Thea. Sério, gente? Primeiro Laurel, depois Andy e agora o Alex. Qual a relação dos roteiristas com a morte? Chega de matar tantos personagens em sequência!
E depois de mais um conflito postergado, Felicity e Noah não conseguem parar totalmente o Rubicon e um míssil nuclear russo é disparado contra os EUA (mais uma guerra em vista?). Para salvar milhões que seriam atingidos no "Monument Point" (que nomeia o episódio), desviam-no para uma cidade menor e milhares são mortas. Ou seja, Damien aumentou seu poder mágico e não faço nem ideia como irão pará-lo nesse fim de temporada fora dos trilhos. Ao mesmo tempo que a narrativa apresenta tantas pontas soltas, preciso ressaltar a construção dos personagens e seus arcos de transformação, nos quais poucos se atentaram. Oliver sofreu tanto esse tempo todo, mas desde o início da temporada estão querendo transformá-lo, para que fique mais leve e solar. Como os roteiristas farão isso? Tornando os personagens à sua volta mais sombrios também, para que as diferenças não ressaltem tanto e amenize o lado sombrio de Oliver. Agora entendo a função de Diggle matar o irmão e Felicity (ao não parar o Rubicon) causar a morte de milhares de pessoas. Essa transformação interna da equipe, pode realmente levar o protagonista para esse caminho da "luz"... espero que eu esteja certa!

Obs: Cadê o Curtis no laboratório para ajudar Felicity e Kuttler? Sumiram com o personagem do nada depois de colocá-lo praticamente na equipe em episódio recente!

Obs 2: E essa demissão da Felicity meio do nada, hein? Será que estão traçando um arco de retorno do Ray após a primeira temporada de Legends of Tomorrow

Obs 3: Já chega de Flashbacks, por favor! A narrativa paralela não está acrescentando mais nada à história faz tempo.


Esse texto foi escrito por: Bruna Horta
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