Arrow - S04E20 - Genesis

Por Bruna Horta

6 de maio de 2016

SPOILERS ABAIXO
No episódio anterior nos despedimos da nossa querida Laurel Lance/Canário Negro e provavelmente a atriz Kate Cassidy não retornará à série. (foi confirmada uma participação dela em The Flash como Laurel da terra 2, mas acredito que ela não voltará em outros episódios). Com menos um integrante na equipe, está parecendo cada vez mais difícil destruir Damien Dark e sua esposa Ruvè, a atual prefeita da cidade. 

Oliver recebeu indicação de Constantine para encontrar um tal (na verdade uma tal) Fortuna que lhe ajudaria a lidar com a forte mágica que Damien Dark controla. A equipe se separou e por incrível que pareça, todos os núcleos tiveram acontecimentos muito importantes.

Thea viajou com Alex para fora da cidade no intuito de "descansar", mas acabou parando em um lugar construído pela Colméia para abrigar e controlar a população, que aliás é o tal plano Gênesis, que nomeia o episódio. Com pistas delicadas, os roteiristas conseguiram me surpreender retornando com as pílulas amarelas que induzem comportamentos, e deixaram em aberto onde seria esse lugar/mundo ou bolha (meio Jogos Vorazes isso, né?) que Thea foi levada (pelo menos aquela computação gráfica ruim no final não me situou). Independente de onde seja, será interessante ver se ela será capturada ou conseguirá fugir com Alex (e ele ainda tem que voltar ao normal)!
No núcleo que ficou na cidade, Diggle obviamente ainda está com muito ódio do irmão depois da traição e Laila está num furgão da Argus (WTF!) se escondendo da Colméia. É óbvio que Dig não iria ficar quieto caso soubesse seu paradeiro e mais uma vez o roteiro que Dark planejou, saiu dentro do esperado. Aliás, Damien tá super tirano e matando geral na "hive". Como a prisão mexeu com o ódio dentro dele, hein? O mais doloroso foi perceber que Andy não mudou nada desde o Afeganistão. Ele até fingiu algo naquela época que foi mantido prisioneiro no QG, mas escutar que a família dele é a Colméia foi duro. Bateu forte no John e em mim como espectadora. Naquele momento, a relação entre irmãos foi cortada e o desfecho ao final, previsível. Só resta saber como o Espartano vai lidar com essa morte e como as informações sobre o Rubicon (que estão no chip roubado do pulso de Lyla) serão usadas.

Mas voltando ao treinamento de Oliver... 
Levar Felicity como acompanhante na viagem à Hub City deu um tom menos sombrio a essa parte e foi uma boa saída, ajudou a construir as motivações para vencer "o lado negro" e ao mesmo tempo voltou a desenhar uma história do casal (eu não gosto no foco nesse romance dos dois, mas com Laurel morta teriam que retomar em algum momento a conexão entre a Observadora e o Arqueiro Verde). A xamã imortal Esrin Fortuna jogou uns poderes para Oliver defender e esse foi um dos pontos altos do episódio. As visões que ele teve, resgatou momentos épicos da série (como a morte de Moira, Robert, Laurel, a rixa com Slade, a luta com Rha's e o "não" de Felicity ao casamento) e me levaram às lágrimas. E a voz de Esrin ecoando durante isso pode ter resumido o aprendizado dessa temporada e apontado um caminho para vencer Dark: "...A escuridão e a luz estão dentro de você. Na verdade, você está lutando com você mesmo..." 
Ao encontrar Damien no caminhão ao final, vemos que Oliver não é só rancor, sofrimento e escuridão dentro de si. Ao contrário de Dark ele é um herói... e a luz que representando o amor, o bem, a vitória está sim dentro dele! Apesar dos pesares sobre a série (já falados aqui na review anterior), Oliver está diferente sim. Talvez estejam levando ele para longe dessa aparência Batman que todos reclamam e tentando insinuar que vem por aí um arco menos sombrio na próxima temporada… Será? 

Vamos esperar os poucos episódios que restam e descobrir!

Esse texto foi escrito por: Bruna Horta
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