Vikings - S04E07 - The Profit and The Loss

Por Roberta Brum

8 de abril de 2016

SPOILERS ABAIXO
Galerinha querida que me acompanha, primeiramente, desculpa a demora pela review
Segundamente, vamos a ela. Só uma pequena observação: devido ao atrasado da hora, a review será mais sucinta.

The Profit and The Loss ainda não foi o ápice da temporada, mas sim o início da luta que permeia toda a quarta temporada: Rollo vs Ragnar. E Rollo venceu o primeiro round. Provavelmente será uma opinião contestada, mas torço pelo Rollo. Sou Team Rollo na vida.
Mas enfim, sobre o episódio, os primeiros 20 minutos foram sensacionais, repletos de tensão e expectativa, pois marcaram o avanço viking sobre Paris. Não foi um confronto corpo a corpo, mas sim estratégico e inteligente. E para mim inteligência é um afrodisíaco. Neste tempo vemos todas as ideias de Rollo em prática: as torres laterais, a corrente, as bestas, etc. Foi uma cena espetacular o rio pegando fogo, alimentado pelos cascos dos barcos vikings.

A invasão de Ragnar não deu muito certo e foi tão ruim quanto se poderia ser previsto. Rollo antecipou cada um dos movimentos do seu irmão. Só não foi pior porque todos personagens principais continuam vivos, mas os vikings estão enfraquecidos, não só em número de barcos e guerreiros, mas principalmente de moral. Tudo isso simplesmente por um motivo no qual venho comentando há tempos: esse Ragnar não é o Ragnar que conhecemos, o que conquistou Paris. Ele está claramente viciado, errático, desorganizado e enfraquecido (e por mais que na temporada passada a pseudo morte dele foi uma estratégia fenomenal, esta vez não é nenhum truque). Seus guerreiros não confiam mais nele. Ragner teve uma jornada fantástica, mas que chega ao seu final. Acredito firmemente que ele morrerá até o final da temporada. Porém, a queda de Ragnar será endógena, não será nas mãos dos ditos inimigos, sejam francos ou os próprios anglo-saxônicos. Será uma traição que virá ou de Floki ou de Auslaug, e pode não ser exatamente direta. E já teorizando, em mais uma reviravolta, considero possível Rollo tentar ajudá-lo.

Por falar em Rollo, ele enquanto general foi um primor: apenas emitiu ordens, literalmente não pegando em armas, de tão confiante e seguro que estava no seu planejamento, que foi digno da "Arte da Guerra", de Sun Tzu. A confiança era tanta que até a Gisla estava junto a ele em uma das torres como se o apocalipse não estivesse pronto a desabar, inclusive divagando sobre a possibilidade de conhecer a Lagertha, que segundo Rollo é a maior ameaça de todo o exército vikings.
No mais, apesar de tudo ser relativamente esperado, foi um episódio eletrizante e eu considero a sequência em que Rollo ordena o levantamento das correntes, impedindo a passagem dos barcos vikings, e o consequente incendiamento destes barcos, criando um verdadeiro rio em chamas, uma das melhores batalhas até então. Justamente pelo que digo no início: a inteligência da estratégia. Não houve enfrentamentos diretos, no corpo-a-corpo, o que alguns podem considerar um anti-clímax, mas isso terá nos próximos. No mais, não houve confronto direto entre Rollo e Ragnar. Ou Bjorn. Ou Lagertha. Mas terá. Pois todos estes estão possessos com a traição de Rollo.

Por fim, no mais, em Kattegatt, Harbard se adonou da cidade - e das mulheres. E em Wessex, Ecbert, como já era esperado, não trava uma batalha, mas sim uma reunião com o líder da rebelião na Mércia, na qual basicamente consegue o que todos sabiam que ele quer: controle e poder total da região inglesa.

E era isso pessoal: mais um episódio sólido, que cumpre o que promete ao mesmo tempo em que faz promessas de mais momentos sensacionais e que teria sido sensacional se estendesse aqueles primeiros 20 minutos de foco na batalha em Paris, para o episódio inteiro, "esquecendo" de Wessex e Kattegatt. Pelo menos momentaneamente.

OBS.: sobre a invasão furada de Ragnar, lembremos temporada passada, nessa mesma Paris, que a primeira tentativa de invasão também não deu muito certo.

Esse texto foi escrito por: Roberta Brum
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