Orphan Black - S04E01 - The Collapse of Nature

Por Louren Mayara

18 de abril de 2016

SPOILERS ABAIXO:

É com uma felicidade enorme que estou de volta como escritora aqui do site e mais feliz ainda do motivo disso acontecer seja Orphan Black, que para mim, não é apenas uma das melhores séries da atualidade mas também me conquistou de uma forma pessoal se tornando marcante, então espero que eu consiga passar a importância que sinto pela série para vocês, leitores.

OB voltou mostrando realmente que é uma excelente série e que vai procurar manter o nível da season passada. Trouxe um episódio, que de certa forma, já havíamos sendo preparados para vê-lo a muito tempo atrás, e que foi executado brilhantemente, tanto em desenvolvimento da história em si, como também se encaixando para a introdução do que provavelmente será um dos focos da temática abordada para a história da série. Fiquei com a deliciosa impressão de estar vivendo uma versão paralela da primeira temporada, realmente esse episódio foi um presente para o clone club.

A receita é bem simples e tenho certeza que todos já viram exaustivamente: contar a história por flashbacks de um personagem, para poder explicar a história que vai se encaixar em todos os outros. Bem clichê não é verdade? Mas, vocês sentiram que já assistiram algo assim tão bem desenvolvido? Tenho certeza que essa premiere agradou a maior parte dos fãs da série, eu particularmente, não tenho do que reclamar, superou minhas expectativas e me vi mais uma vez caindo de amor por essa série.
No episódio inteiro acompanhamos o passado da infelizmente falecida Beth Childs, a vimos desmoronando pouco à pouco até que realmente decidiu se matar, e nossa, motivos para isso ter acontecido foram jogados para nós em tudo na vida da Beth, alguns de forma sutis outros nem tanto. Um em especial me chamou a atenção, quando Beth fala para Paul que não pode ter filhos, motivo esse que é o grande fantasma que assombra as LEDAs, acabou me fazendo questionar se Sarah tivesse chego mais cedo na vida de Beth, ela poderia ter sido a salvação dela. Ter visto a vida que a policial levou, carregando tanto peso e responsabilidades em suas costas só aumentaram uma necessidade de tê-la mais presente, e é uma droga ser envolvida na história de um personagem morto a ponto de querer irracionalmente que ele esteja vivo! Mais um ponto positivo sobre o desenvolvimento do enredo do episódio.

Ah! Minha cena favorita do episódio foi sem dúvida alguma o momento em que finalmente vimos como ocorreu o homicídio que Beth foi percussora, e que cena! Tatiana Maslany é uma atriz que não decepciona nunca! As emoções que ela consegue passar em suas atuações são sensacionais e preciso dizer que, ela consegue fazer isso diferente em todas as personagens, mesmo se potencialmente as cenas forem parecidas?! Sem dúvidas merece reconhecimento por tudo que faz nessa série, e em outros trabalhos dela também, não deixem de prestigiar o trabalho dessa mulher que merece tanta admiração pelo ser trabalho.
Tivemos também a apresentação de uma nova/velha clone, MK, que quem leu os quadrinhos da série já conhecia, mas não irei me aprofundar nela por enquanto, mais devo adiantar que ela volta para o Clone Club em um momento delicado e que vai ser de grande ajuda para Sarah. Pudemos matar as saudades de alguns personagens, ou, conhecê-los no passado, o que é sempre interessante, as interações entre as clones sempre proporciona um tom adorável e leve à série. Pausa para calcularmos que Beth ensinou Alison a atirar, que por sua vez ensinou a Sarah e ela vai passar esse legado pra quem?!

De forma geral, o episódio nos preparou para o que vai ser a história nos próximos episódios, situando todos em seu devido lugar até o momento em que tudo vai sair do lugar, como é o esperado. Quero muito ver o que vai ser dos Neovolucionista e em como isso vai afetar a vida das clones. Então, ficamos no aguardo do próximo episódio.

Esse texto foi escrito por: Louren Mayara
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