(Im)Perfeição - Por: Helena Souza

Por Alvaro Luiz Matos

21 de abril de 2016


Desde 2009 várias histórias foram iniciadas por mim, mas nenhuma delas tiveram algum final. Obviamente elas eram em um estilo bem Meg Cabot, as obras da autora eram o que predominava na minha lista de leitura durante o começo da minha adolescência. Mas finalmente aconteceu. Finalizei um livro. Não é tipo Meg Cabot, na verdade, não tem nada haver com ela. É um romance policial e, para ser mais específica, tem serial killer. Se é como a série Dexter? Não e, inclusive, espero que o final da minha história tenha sido melhor do que o da série (pelo menos ninguém vira lenhador). Ainda não está colocando muita fé? Leia a sinopse!

Forest Hill, 2013. A cidade está em tensão, ninguém sabe quem será o próximo, bom, devido aos últimos três corpos encontrados, garotas loiras são as que correm mais perigo. Alguns meses atrás ninguém naquela pacata cidade poderia imaginar que alguém entre eles, algum vizinho, amigo, ou conhecido poderia ceder à loucura e começar a caçar pessoas para matar. Mas agora está tudo diferente, todos são suspeitos. A polícia trabalha sem descanso em busca do responsável, mas quem está por trás disso é alguém bem engenhoso, sabe muito bem onde agir e como agir. O telefone não para de tocar, são cidadãos apavorados que dão nomes aleatórios somente para que aja uma prisão logo, isso faz com que as investigações não avancem da maneira desejada. O resultado? Após 10 meses e com um saldo de 6 jovens mulheres encontradas mortas na região do pântano próximo a cidade, o assassino simplesmente parou de atacar. Nunca fora pego.

Forest Hill, 2015. Lentamente a cidade voltou ao seu ritmo, o medo aos poucos havia desaparecido e os moradores passaram a sorrir com mais frequência. Sophie Fields voltou há alguns meses para a cidade, formada em artes visuais, seu senso de dever a faz ajudar a mãe na padaria. Josh Sanders é filho de um conhecido detetive da cidade e, por consequência, acabou se tornando um. Tanto pai como filho trabalharam no caso Maníaco do Pântano, que assolou a cidade há dois anos, depois disso o pai se aposentou e o filho agora é o único Sanders detetive.
(Im)Perfeição é narrado através das perspectivas de Sophie e Josh, dois jovens que, em meio a um romance, descobrem que o terror que todos pensavam ter acabado, decidiu voltar.

Foi em 2013 que tive a ideia para esse livro. Sabe, quando você gosta muito de um assunto e passa a assistir direto canais de televisão que tratam somente sobre isso, coisas assim acontecem, como por exemplo, se inspirar para escrever uma história. Ou seja, eu, uma pessoa fascinada por seriais killers e suas mentes particulares, caí na armadilha de assistir quase todos os dias durante um mês os canais BIO (rest in peace, querido canal) e ID. O resultado foi eu saindo igual uma louca anotando toda as ideias para a história em folhas sulfites. Estava viajando na época, fiquei super ansiosa em voltar pra minha casa e enfim começar a escrever. Construí a personalidade e biografia de todos os personagens, o enredo e até mesmo o roteiro! Mas como nem tudo são flores na vida de quem não tem muito foco, demorou dois anos para finalizar essa história. É que assim, quando você entra no ritmo da escrita, qualquer coisa que você lê e escuta já pode virar uma baita história. Então não resistia uma única vez. Deixava de lado meu livro e começava a escrever as novas histórias. E foram muitas. Quando algum autor e/ou autora disser que essa vida é viciante, acredite, ela é. A pesquisas para a história são constantes, nós nunca temos a certeza de que conseguimos ser crível, por mais leitura e documentários que passem em nossas mãos, e isso de certa forma é divertido. Se aprofundar em um assunto (ou em vários) de interesse é apaixonante. Nem mesmo sei mais os caminhos que percorri para aprender mais sobre a polícia estadunidense, serial killer e sobre o corpo humano, apenas sei que o conhecimento que adquiri tá guardadinho.

Mas após muitas unhas roídas, paranóias criadas e ansiedade corroendo, meu livro finalmente estará disponível para o público! A cada momento em que eu avançava na escrita, mais experiência, mais conhecimento a respeito da área eu conseguia absorver. Mesmo sendo ao quebrar a cara sozinha ou observando conversas que amigos escritores tinham entre si (eu, a bobona, a princípio não entendendo patavinas do que eles diziam). Tive amigos incríveis, tanto pela internet como fora dela, que sempre me incentivaram a continuar, mesmo quando eu achava que escrevia da pior maneira possível - essa mania da autocrítica sempre vai perseguir quem gosta de criar. Até que, enfim, ficou pronto!

Aí a outra ansiedade começou: a da edição. Nunca havia diagramado livro e o tanto de projeto feito e excluído para a capa ainda há de ser contado. Parecia que nada estava bom. Tudo parecia raso e mal feito. Ah, a autocrítica! Mas então, aos poucos, as coisas começaram a caminhar, a capa saiu e por fim os marcadores.

O tipo de publicação? Decidi pela independente, aquela em que é o autor a pessoa responsável por absolutamente tudo, desde revisão até distribuição. Todas as etapas foram cumpridas! E agora? Agora é hora do lançamento! Onde e quando? Olha aí

NIS Café Cultural
23/04/2016 - 16h
Rua São Félix, 47 - Vilas Boas. Campo Grande/MS


Todos estão convidados! Os livros serão vendidos no local 
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