DC's Legends of Tomorrow - S01E11 - The Magnificent Eight

Por Bruna Horta

20 de abril de 2016

SPOILERS ABAIXO
Difícil comentar uma série quando o barco já está andando... mas sendo em questão a Dc's Legends of Tomorrow, que trata exatamente da história fluída e das viagens no tempo, não será problema em começar uma review no meio da temporada, certo?

A série spin-off de Arrow e Flash conta a história da trupe comandada por Rip Hunter que após perder sua esposa e filho mortos por Vandal Savage em 2166, recruta um time para viajar no tempo e impedí-lo de conquistar o mundo. A equipe é composta por Sara Lance (Canário Branco), Ray Palmer (Átomo), Dr. Martin Stein e Jefferson "Jax" Jackson (Nuclear), Leonard Snart (Capitão Frio), Mick Rory (Onda Térmica), Kendra Saunders (Mulher Gavião) e o já finado Carter Hall (Gavião Negro).

Enquanto no décimo episódio de Legends of Tomorrow o grupo foi para o futuro tentar impedir Vandal Savage (em vão) de tutelar um novo ditador (Per Degaton, o garoto psicótico "estilo Hitler" que destruirá o mundo), no episódio desta semana a viagem foi ao passado. Em "The Magnificent Eight" (título referência ao clássico do western The Magnificent Seven, lançado em 1960) a equipe voltou ao século 19 no meio do faroeste americano, fugida dos caçadores do tempo e camuflada em um ponto cego temporal.
Explicações detalhadas à parte, Legends pecou exatamente nisso, esmuiçando tudo ao espectador ao invés de nos deixar curtir (igual ao Ray) aquele momento nostálgico do faroeste. As muitas tramas (devido ao grande número de personagens) e os conflitos desenvolvidos nos últimos minutos, também vêm sendo um problema. Enquanto é divertido ver Sara mais suave em cena ou Mick e Snart brilhando em sua "brodagem" que varia entre lealdade e socos, a trama de Kendra (que carrega a motivação da história devido a Vandal Savage) é chata e ainda não decolou. Ela encontrando sua "eu" mais velha poderia ter sido enriquecedor e proporcionado um crescimento real na personagem, mas tudo se resumiu ao mesmo discurso "Carter é o amor da sua vida para sempre e não tem como escaparem do Savage". Really? Mudem o disco!

Apesar disso, os pontos altos foram: a aparição do famoso Jonah Hex, o pistoleiro mau encarado caçador de recompensas (adaptado para os cinemas em 2010) que salvou o grupo de uma típica briga de bar. No meio da história, descobrimos a relação entre Jonah e Rip (com direito a casaco doado e nome do filho escolhido por causa de Hex). Entretanto, se a descoberta do que houve em Calbert estremeceu a amizade deles e era o que impedia Rip de sair da nave, o duelo com Jeb Stillwater para libertar "Jax" consertou tudo que o líder estava fazendo errado.

Infelizmente a chegada dos caçadores do tempo e a rápida vitória das Lendas, mostrou que a pressa em resolver conflitos mal amarrados, ainda é uma grande fraqueza da série. Nos resta esperar se os novos problemas apontados (como a Peregrina à procura deles e o impacto das novas tecnologias naquela população) vão fazer a trama desenvolver ou não… Porque a sensação é que viajamos e viajamos pelos tempos, mas a história nunca anda para frente.

Esse texto foi escrito por: Bruna Horta
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