Chicago PD -S03E19 – If We Were Normal

Por Vittoria Crispim

7 de abril de 2016

SPOILERS ABAIXO
O episódio 19 foi um episódio totalmente completo para uma temporada visivelmente incompleta e cheia de falhas. Não há nada que o descaracterize com um dos melhores episódios da temporada, se não da série. Tudo, desde a história das vítimas até a vida dos próprios detetives do 21, foi apresentado de forma pontual aos fãs e agradou, agradou muito.

O episódio já começou a dar indícios que seria um dos bom quando envolveu o Alvin Olinsky, por convite da vítima, a se envolver com o caso de forma mais pessoal e em poucos minutos tivemos o que estamos pedindo a tempos, Elias Koteas finalmente teve o destaque merecido ao papel que lhe cabe e se todos os elogios que fiz a ele na review passada passou despercebidos aos seus olhos, leitor, faço questão de repetí-los aqui, afinal nada do que já foi dito faz jus ao que ele nos presenteou neste episódio. Confesso que fiquei com o coração na mão enquanto ele portava a arma contra o acusado do episódio e por mais que queria que fosse até o fim na ameaça, não acho que seria justo ao personagem. 
Parece que entramos numa maré boa para personagens secundários de Chicago PD e desejo que continuemos assim.

Outra personagem que teve seu merecido destaque foi Kim Burgess e queria, antes de tudo, fazer um comentário sobre o início do episódio com as belas Sophia Bush e Marina Squerciati: Passei 3 anos da minha vida esperando por esse início. Desejo as duas personagens uma vida feliz e com uma bela amizade que está sendo construída através do desastre na vida amorosa da patrulheira. A Erin interpretando surpresa só para que a Burgess ficasse satisfeita foi sensacional.
Aplacando um pouco o lado amiguinha delas, acho que funcionou bem as duas trabalhando juntas. O que acaba reforçando o desejo dos fãs para que a Burgess suba de cargo e vá, finalmente, para a Inteligência. Lugar a qual ela merece muito mais que o Atwater que nem coadjuvante mais é, virou apenas uma peça de decoração no distrito. Roman, que entrou um temporada depois do Kevin, ganha mais destaque que o personagem, principalmente agora que o colocaram numa SL junto a Kim Burgess e Adam Ruzek.

A reclamação na review anterior não adiantou de nada, estão investindo pesado no triângulo amoroso, ao ponto de, em menos de um episódio Kim Burgess já se sentir balançada em relação ao Roman e partir para o abraço. Continuo não gostando da ideia, mas a dinâmica entre os dois patrulheiros é boa e mesmo em episódios mais brandos, o entrosamento entre os dois personagem e sempre bem visto e aceito.
E se nós, telespectadores, percebemos o clima de romance entre os dois, o mesmo também não passou despercebido aos olhos de Ruzek. Ninguém merece aguentar o Adam de "TPM" e dando chiliques no meio do Distrito por conta do seu noivado fracassado. Confesso que sou Burzek, mas to de saco cheio do ar de grandeza do Ruzek. O cara partiu o coração da Kim e ainda dá uma de cachorro ferido? Num dá para aguentar. Cresça, Ruzek.

Entretanto, a melhor parte mesmo desta história foi a conversa no Molly’s entre o casal Linstead, Erin definiu de maneira correta e precisa esse enlaço dos três, um grande romance adolescente. E que por sinal, está na hora de acabar antes que um dos personagens se envolva muito ao ponto de algum deles sair da série. Não me surpreenderia o Roman ser trocado de distrito ou algo mais trágico lhe acontecer. Já deu, né? Foi legal enquanto durou.
Como já deu para perceber, sou adepta das séries policiais e seus derivados, o gênero realmente me agrada. Sendo assim, não é a primeira vez que vejo um episódio sendo baseado em cima de uma personagem com Síndrome de Estocolmo, mas em Chicago PD houve um diferencial que nunca vi em outra série que tratou do mesmo assunto. Eu realmente fiquei com dó da Madison, me coloquei na situação da moça e até achei que o Voight foi um pouco duro demais com ela, apesar dele fazer isso mais por necessidade do que propriamente pelo envolvimento dela no caso. Valeu para resolver o caso, mas pelo olhar mais humano, foi um pouco insensível de sua parte. 

Madison não foi a única vítima do criminoso, e isso nos leva para a principal vítima; Ruby. Foi fácil se apegar a Ruby, a garota sofreu demais e vê-la conversando com o Alvin sobre a gravidez e ele demostrar compaixão a ela, e ainda a presentear com o cordão foi de cortar o coração. Se ela fosse mais nova, desejaria que o Alvin a adotasse como filha e assim tivesse uma linda família feliz de três filhas.

Senhoras e senhores, se no episódio passado tivemos um pequeno tiro de Linstead aqui tivemos uma explosão total do casal, faço referências aos fãs Linstead, que assim como eu, estão vibrando com o final quente do episódio. Pronto, leitor, acabou a seca de quase 13 episódios sem uma interação real entre o dois, comemorem!

E antes de finalizar a review: Que saudades dos tapas do Voight, o doce barulho ainda ecoa nos meus ouvidos quando ele deu na cara do agressor da Ruby.

Até a próxima, leitores.

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