The Voice - S10E01 - The Blind Auditions Premiere

Por Alvaro Luiz Matos

1 de março de 2016

O que esperar do retorno do The Voice americano? As expectativas são até legais quando estamos nas Blinds e quando chegamos nas batalhas; mas alguma coisa se perde no meio, pois as intermináveis fases que o the voice possui e a mania de tirar um (no máximo dois) por episódio torna tudo muito longo.

Vamos então para uma décima temporada e o único motivo de eu estar aqui foi porque não assisti a todas elas, portanto estou menos saturado do que todo mundo. Mesmo que você pense que eu não seja capaz de escrever sobre esse programa por não ter visto todas as temporadas eu escreverei, afinal o site é meu, kkkk. Brincadeiras a parte, eu costumo a escrever e debater os the voices a muito tempo, e não estou aqui de paraquedas. Enfim, vamos nessa?

Já vou avisando, vou falar das apresentações que gostar e estou torcendo pela Christina Aguileira, que pra mim é uma artista sensacional e que já merecia ter ganho faz tempo.
Geralmente a primeira apresentação é sempre a mais interessante, ela abre alas para uma temporada, mas dessa vez gostei muito mais do timbre da segunda apresentação, mesmo entendendo que o rapaz tenha sido bastante afinado e certeiro nas notas. Vamos aqui falar de Caity Peters, que teve uma apresentação bastante densa cantando Jealous e o primeiro four chairs da temporada, mas que me surpreendeu pela escolha. Adam e Blake estavam a frente pelo discurso e eu imaginava a Christina uma opção razoável por ter a identificação entre mulheres e o estilo de música. Pharrell foi pra mim o azarão que levou a primeira boa cantora das Blinds.

Nick trouxe para o palco Lost Stars uma das músicas mais lindas que Adam já cantou em sua carreira. Não sei porque, mas desde o início eu imaginei que ele seria um cantor mais genérico e realmente achei-o bastante limitado. Maddie teve problemas em sua apresentação que foram alem da sua postura no palco, a voz não convenceu e ela foi a priemeira (na edição) a não ter a cadeira virada.

Depois de duas apresentações mais fracas tivemos Mary Sarah trazendo uma daquelas vozes que viajam no tempo e te causam nostalgia, uma voz antiga e clássica em um corpo de menina. Foi uma apresentação muito bonita e bastante diferente, mas a escolha do coach foi bastante óbvia principalmente pelas influencias musicais que ela possui, afinal nem que tentassem os demais coaches teriam argumentos plausíveis dessa vez.
Mike Schiavo me lembrou do Ed Sheeran desde que começou a falar até começar a cantar, o estilo e o perfil é bastante semelhante e se ele não se descolar dessa imagem cover ele não vai longe no programa. Não me entenda mal, o garoto é bom, mas é um estilo musical muito bem dominado por outro garoto ruivo e Mike terá a oportunidade de dentro do The Voice desfazer e construir sua imagem.

Queen trouxe um pouco de Dance para o palco mas não foi aprovada pelos Coaches, então vamos em frente. Já Bryan voltou para sua segunda chance trazendo a canção "The Hills" que eu acho um porre, mas permitiu a ele utilizar bastante do seu potencial e demonstrar um arsenal vocal diversificado. Por alguns segundos, eu e o mundo, achei que ele iria escolher o Blake, porem isso causou o maior Fail da história do the voice americano e nosso amigo escolheu Christina.
Abby fez uma apresentação interessante, um timbre legal, mas se destacou mesmo em suas nuances e teve Pharrell e Adam virados para si. Pharrell fez um discurso lindo e levou a garota, portanto vou aproveitar esse momento para polemizar. Eu acho Pharrel o pior dos quatro coaches dessa temporada (obvio que ele é melhor que a Gwen). Eu consigo ver nítida evolução de quem está na equipe do Adam e na do Black, Christina já fez maravilhas em sua equipe mesmo quase sempre sendo preterida no momento da escolha, já o Pharrell é um ótimo produtor, mas não é um grande cantor e não ajuda tanto na evolução técnica de seu time, sem falar que vive tomando escolhas ruins nas batalhas e nocautes, pior que isso só a Gwen que se preocupa em mudar o visual da pessoa e se apega emocionalmente aos cantores e escolhe com o coração e não com a cabeça.

John Gilman foi mais uma das tantas vozes genéricas que temos todas as temporadas desse programa, eu não teria virado. Já Alisan vem para cumprir a cota de superação do ano, a voz é boa e o alcance melhor ainda, assumo que a garota tem qualidade e é uma estrala, mas não gosto do timbre, é aquela voz que me irrita um pouco. Acredito que a Christina fará maravilhas com essa voz se tiver tempo para isso, foi uma ótima escolha.

Sinceramente para uma estreia The Voice ficou devendo, fico preocupado demais com isso e não vou garantir que todas as reviews eu fale de todas as apresentações, vou ser mais objetivo e destacar só o que foi bom mesmo.

Esse texto foi escrito por: AlvaroLuizMatos
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