The Voice - Blind Auditions Parte III e IV

Por Alvaro Luiz Matos

9 de março de 2016

Review - Parte III

Não sou do tipo que se comove com as histórias e passa a torcer pelo cantor apenas pelo social, pelo pessoal ou pela sua história comovente. Acredito até que deve existir um meio termo entre o que fazemos no Brasil (em não apresentar os concorrentes de forma minima) e o que é feito nos EUA (ao se prolongar demais nas apresentações).

Hanna foi a melhor abertura dos três episódios da temporada, gostei da impostação de voz da garota, o alcance e a força da voz. A garota é bonita, elegante simpática, adora crianças e tem um sorriso cativante (acho que estou apaixonado), o que significa que já vai atrair parte do público para que prestem a atenção no seu talento (o que é o que importa afinal). É uma cantora excelente para estar no time da Christina, ou até mesmo na do Blake e como sempre eu só não optaria pelo Pharrell, mas foi nesse momento que vi todo o brilho se quebrar, a minha querida Hanna escolheu quem não devia.
Já a próxima apresentação, feita por Brian, é exatamente o oposto de perfil que ai sim eu escolheria o Pharrell como Coach. Não pelo que ele canta, mas pela história dele e qual o objetivo que ele tem com a sua música. Portanto alguém que pensa fora da caixa como Pharrell seria a melhor opção, não é mesmo?

Cantar uma canção como Happy vai além de ser um bom cantor, o que aliás Pharrell nem é, mas a música transcende a voz de quem canta e leva vibrações, sentimentos e positividade para quem ouve. A versão de Brian foi um pouco mais melódica, uma voz mais suave que levou á música um pouco de emoção a alegria.

Tivemos também Brittany cantando com um timbre diferente, foi legal no começo e ficou cansativo no fim, mesmo assim se espremermos aqui, temos muito talento vindo aí. E Black sabe como fazer isso.

Natalie cumpriu a cota de segundas chances desse episódio e trouxe algo mais pop e mais animado para conseguir uma cadeira logo nos primeiros minutos. Adam terá que trabalhar bastante se quiser que Natalie siga nas etapas, pois apesar do "Power Vocal" faltou alguma coisa.

Malik fez uma apresentação vocalmente muito bem feita, esbanjou qualidade vocal e principalmente técnicas vocais. Um cantor certo para XTina, mas foi duro conseguir o garoto e vencer a batalha com Pharrell
Peyton é a ex cheeleader que após abandonar a "carreira" por uma contusão se apegou ao violão e resolveu cantar. Beleza e carisma ela tem, mas as cadeiras estão de costa e não adianta ser um rosto bonito para passar pelas audições. Não achei incrível, mas gostei do conjunto a obra, se trata de uma voz que Black já fez chegar as finais em outras temporadas. Portanto achei plausível citar Peyton nessa review.

Kristen Marie foi diferente, agradou tanto a mim quanto aos Coaches, mas temo em dizer que ela vem só cumprir uma cota de artistas nesse estilo que temos todas as temporadas. Espero que com a escolha que ela fez a evolução possa ser eminente. #Xtina
Ryan não é apenas o galã da temporada, nem tão pouco a melhor história contada até aqui. Ele é uma preciosidade cantando (ou pelo menos foi nessa apresentação, que tem tudo haver com o que ele sente). Foi a melhor brind que ouvi em tempos, e coloca tempo nisso. Sensacional.

Acredito que a partir de agora vai ficar difícil torcer para que Christina vença a temporada, pois até aqui temos com Pharrel o melhor time, com Adam o melhor cantor e com Blake e Christina o talento dos Coaches para fazer dos seus times uma surpresa. Só assim mesmo, ou se aparecer jóias que mudem o cenário nos próximos programas.


Review - Parte IV
Ás vezes eu só consigo pensar "não consigo me importar menos com a sua história", e foi assim que comecei esse quarto programa, vendo Tamar contando uma história totalmente desimportante e que parecia não acabar. Acho ruim quando aqui no Brasil começamos o The Voice do nada com alguém cantando, mas pelo amor de Deus, não precisa tanto.

Tamar é formatada pra brilhar na equipe da Christina, é o estilo dela (ás vezes até muito exagerado) e da pra ver os orgasmos que a nossa loira tem quando vê alguém cantando assim. Blake resolveu virar, mas nem com reza braba ele conseguiria.

Já a apresentação de Jessica Crosbie foi melhor do que a de abertura. Cantando Coldplay de uma forma mais "romântica", dando emoção a bela letra da banda ela logo logo teve as 3 primeiras cadeiras viradas para si. A impostação de voz e a força do diafragma da garota eram notórias, tanto que XTina, Pharrell e Adam nem esperaram que ela chegasse no momento de maior extensão da música para virarem. Na verdade ela meio que sabotou o momento alto da música e esse é o único adendo que tenho a fazer na sua apresentação, acho que ela se sentiu segura por já ter as cadeiras viradas e não se arriscou em uma nota mais alta quando deveria (motivo acredito eu que não fez Blake virar).
A ida dela para o time do Pharrel só confirma o que eu disse ali em cima, o time dele é o mais forte da temporada e vem se distanciando fácil dos demais.

Justin apresentou um bom Country, animadinho e com personalidade até, mas algo que escuto todo ano, todo programa. Próximo. Jackie trouxe Ex's and Oh's, uma música meio "Country Rock" que eu particularmente adoro, Trata-se de uma canção cheio de personalidade, mas que se feita igual só mostra falta da tal "personalidade".

Outra música que eu adoro é Marvin Gaye, que foi interpretada no programa por Daniel Passino. A importação de voz estava muito boa e o timbre do rapaz é bom, acho que pode ser uma boa aposta.
Owen trouxe um pouco de Folk para o programa, e eu estava mesmo sentindo falta de alguém assim nessa temporada. Foi uma apresentação muito gostosa de assistir e acredito que o garoto pode ir longe, até mesmo por representar um gênero no qual não tem tanta concorrência. A escolha por Adam também fez sentindo, o que Adam fez por Amy na temporada passada foi incrível e ele pode ter o mesmo sucesso.

Maya é o tipo de cantora que faz uma bela batalhas, um ótimo nocaute e por alguma cagada na hora da escolha acaba sendo eliminada de forma errada (Pharrel é mestre em fazer isso). A lindíssima cantora fez o favor de escolher errado, então espero que ela caia logo nas batalhas para que um "peguei" da Christina possa salvá-la nesse programa.

O episódio foi ficando cansativo e cansativo que nem mesmo o talentoso Ted conseguiu me amarrar, mas resolvi citá-lo por entender que o garoto pode evoluir com Adam e fazer um grande programa chegando até as últimas fases e surpreendendo muito o público.
Joe ocupou a cota de segundas chances desse episódio (incrível como tem um a cada episódio) e fez muito, mais muito melhor do que na temporada passada. Com amigos e "pistolões" que participaram da Season 9 o rapaz foi aprovado e teve a oportunidade de cantar com a Christina por alguns minutos (algo surreal ver ela cantando). Como não poderia ser diferente ele escolheu a nossa loira.

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E FINALMENTE EU TERMINEI ESSA REVIEW. Dois episódios por semana é extremamente cansativo e enjoativo, no começo estou eu bacaninha vendo as histórias e tudo, no final nem a apresentação eu estou aguentando.

Vamos respirar que ainda tem mais uma Blind e vamos ver o que guardaram para o final certo?

E vocês tiveram opiniões diferentes das minhas, gostaram de alguém que eu nem comentei? ou de alguém que eu poderia ter falado mais? Seja você também um crítico e deixe sua opinião nos comentários.


Esse texto foi escrito por: AlvaroLuizMatos

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