The Flash - S02E16 - Trajectory

Por Lorena Alvarenga

27 de março de 2016


SPOILERS ABAIXO:


Quando o homem mais rápido do mundo nunca é o mais rápido.

The Flash desde o começo vem mostrando o desenvolvimento do Barry, todo o seu crescimento e dificuldades ao lidar com sua velocidade e isso é natural, ninguém nasce sabendo, aprendemos aos poucos e até aí tudo bem. Mas o problema aparece quando repetidas vezes temos o nosso herói sendo sempre o mais lento. Daí vocês podem pensar que tudo bem porque no final com a ajuda de todo o time ele consegue vencer, ou até mesmo que todos os outros são mais rápidos porque trapaceiam, mas a verdade é, que isso repetido semana após semana, desde a primeira temporada, cansa. Precisamos que mudem um pouco isso, mostrem a evolução do Barry e que mantenham essa evolução sem medo de mostrar a dimensão de seus poderes.

Dito isso, devo dizer que apesar de alguns erros, erros esses que continuam a acontecer repetidamente, e de o episódio não ter sido tão bom, The Flash até em seus momentos mais baixos no quesito qualidade consegue entregar um episódio leve, divertido e que entretém sem dar aquela preguiça, sendo muito melhor que várias séries por aí.
Mas voltando aos pontos negativos, como muitas vezes citado pela internet, a dificuldade dos roteiristas de The Flash ao desenvolver personagens femininas beira ao ridículo. Personagens com potencial sendo resumidas a um fraco desenvolvimento e deixadas de lado até uma história qualquer surgir, é no mínimo, um grande desperdício. Era de se esperar que a primeira velocista fizesse alguma diferença na trama, movimentasse algo e fosse realmente interessante, mas ao invés disso, fizeram uma lunática, viciada em velocity 9 ficar correndo de um lado para o outro em uma ponte. O sentido? Acho que jamais saberemos. Ou ainda podemos nos perguntar o motivo de passar essa segunda temporada inteira tentando melhorar a imagem e aceitação da Iris com o público para simplesmente jogá-la em um romance com o chefe. Não me entendam mal, eu sou super a favor de romance, aliás, sou daquelas que sempre defende a importância deles, mas não quando eles fazem personagens se basearem neles. Ela melhorou consideravelmente, ficou mais relevante, passou a se concentrar mais na sua carreira e finalmente, depois de ter chegado a um nível tolerável, resolvem jogá-la em um romance sem sentido, só para depois acabarem com tudo e colocarem ela com o Barry, melhorem! 

Uma série não pode realmente evoluir enquanto o medo da ousadia pairar, enquanto seus personagens não atingirem seu potencial, não pode evoluir enquanto os roteiristas segurarem o pé ao mostrar um Barry mais maduro, mais poderoso, ou ao reduzirem Caitlin, Iris, Patty, Linda ou qualquer outra personagem ao interesse amoroso de alguém. 
O episódio inteirinho foi marcado por questionamentos morais e quem mais indicado para protagonizar eles que Harry? O personagem mais desenvolvido da série voltou a mostrar o monstruoso talento de Tom Cavanagh. É incrível assistir a genialidade com que ele eleva o nível da série e torna cada cena um espetáculo, seja com Harry pensando em todos os limites que ultrapassa por Jesse, ou super protetor, ajudando Barry, ou mesmo descobrindo que a filha foi embora, sempre um show à parte que vale cada segundinho.

Como disse acima, o medo de ousar torna The Flash repetitiva e até cansativa, temos os mesmos erros sendo cometidos desde a primeira temporada, além é claro, da fórmula de vilão principal e condução do desenvolvimento sendo repetida. Mas apesar de tudo isso, tivemos mais um episódio que conseguiu ser pelo menos satisfatório em uma temporada mais que longa.

P.s*: Não vejo a hora de Cisco aprimorar seus poderes, até agora está tudo muito abaixo do potencial mostrado na Terra 2.

P.s**: Se não bastasse aquela cena horrorosa da revelação do Zoom essa semana resolveram repetir a dose. ZZZzzzZz


Esse texto foi escrito por: Lorena Alvarenga
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