Primeiras Impressões: Love

Por Alvaro Luiz Matos

21 de março de 2016

Esse não é bem um texto sobre primeiras impressões, afinal vi cinco episódios de dez, portanto é quase uma opinião completa sobre a série (sigo a teoria que toda comédia precisa de no minimo 5 episódios para convencer).

Enfim, vamos ao que interessa. Love aparece para ocupar um espaço difícil de conquistar no mundo das séries, o posto de comédia romântica, tivemos na última temporada duas tentativas, uma em A to Z que contava com uma premissa boa, mas convenceu muito pouco e derrapou na execução; além de Manhattan Love Story, essa uma série muito boa, cativante e com atores carismáticos, mas que infelizmente não foi pra frente por causa da sempre burra audiência americana que prefere séries como The Big Bang Theory e deixa preciosidades passarem despercebidas. Não lamentando, mas já lamentando, vai ser difícil outra comédia romântica funcionar com Manhattan funcionou, e Love, da Netflix, falhou em tentar ocupar esse espaço.

O primeiro erro começa no cast, o que deu na cabeça do Paul Rust em querer protagonizar a série? Ele tem cara de nerd sim e atende o perfil do personagem, mas ele é feio, e feio pra caramba (além de faltar carisma), e é de praxe que o nerd precisa ser no mínimo bonitinho para que o casal principal de certo (já que optaram por esse esteriótipo).

Mas os problemas não param aí. A série vem em banho maria crescendo nos primeiros episódios, você até compra a ideia, compra o clima gostoso que esse tipo de comédia traz, mas algo não engrena, as coisas não acontece e fica por isso mesmo.
O cast é todo errado, Gillian Jacobs é linda, mas está muito artificial no papel, até porque eu não esperava nada muito incrível, ela não é assim tão talentosa e desde community eu já tinha meus problemas com as atuações dela, no entanto, aqui acontece uma combinação de fatores que só prejudicam. Porque escolheram deixá-la assim pálida? ela pode estar acabada e saindo das bebidas um pouco com mais de cor não acha? Pelo menos prezar pela estética da série, uai.

Palidez pode definir o que é a série, não é de todo ruim, mas é bem sem sal e sem açúcar sabe? Sem tempero? sem cor? sem gosto? Pois é, ela é levinha, você vai acompanhando e depois fica sem saber ao certo se gostou ou se não (por mais que você queira gostar, eu juro, eu queria).

Infelizmente não é dessa vez que verei uma comédia romântica, ou algo do tipo. Mas nem pedir para a Netflix reviver Manhattan Love Story vou poder, afinal o protagonista está muito bem em Limitless e a série deve se manter por um tempo. Uma pena.

E você assistiu? ou estava interessado em ver e desistiu? Se viu, gostou?

Esse texto foi escrito por: AlvaroLuizMatos
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