Chicago Med - S01E08 - Reunion

Por Bárbara Herdy

2 de março de 2016

                                                                SPOILERS ABAIXO

Vocês pensaram que eu tinha desistido de Chicago Med? Até eu tinha achado isso, mas não, aqui estou trazendo mais uma resenha da série.

Em Saints, Chicago Med fez uma crítica com a sociedade americana, em Reunion a série não se afastou de tal discurso, apontando ainda alguns defeitos por trás da sociedade e as ações dos médicos. 

Esse também pode ser conhecido como o episódio onde Dr.Choi ganhou finalmente, destaque. Cedo ou tarde teríamos um arco tratando os Veteranos americanos, só esperava que seria o primeiro arco do Choi. Não foi lá muito criativo numa primeira olhada, mas o seu desenvolvimento, com certeza foi. A crítica veio na forma de um paciente precisando urgente de um tratamento, a qual ele tinha direitos por ser veterano, mas não é bem assim que funciona. Quando eles não são mal tratados são negados ao tratamento merecido.

Choi se envolve nesse caso não apenas como médico, mas pessoalmente. Ele mostra algumas camadas de sua personalidade nesse arco, mostrando não aceitar injustiças e correr atrás de sempre fazer o certo, não importando quem deva passar por cima para conseguir isso. 

Achei o arco interessante, pois pode ser aplicado e compreendido em qualquer sociedade sem tanta dificuldade ou vai dizer que no Brasil não existe uma situação assim e nem é preciso ser um veterano, é só você precisar de auxílio médico público e os seus problemas começarão. Em busca de salvar o seu antigo superior, Choi corre atrás para conseguir o tratamento que ele merece. 

Do outro lado da moedinha da vida um príncipe paga para ter o melhor atendimento e é tratado com todos os requintes possibilitados pelo hospital e a administração, começando pelo melhor médico do plantão. Connor comanda o paralelo desde história, a qual entra diretamente em contraste com o arco de Choi. Eles não criaram as regras, precisam dançar conforme a música, mas ainda podem considerar injustos alguns recebendo algo por apenas terem mais, enquanto aqueles que tem direitos por merecimento são negados. Por um lado, esse arco funcionou perfeitamente em sincronia com o caso do veterano, mas isoladamente não. Foi um arco, no mínimo estranho. Um médico de grande nome, comportamento esquisito e postura questionável chega ao hospital para tratar desse caso especial. Até aí, beleza, já assisti isso zilhões de vezes em "n" tipos de séries.
Falando de casos difíceis e pedidos a Deus para o fim de uma agonia, o caso da semana do trio Nat, Will e Charles tem um pouquinho de tudo. Tem um pouco de clichê, um pouco de dor, um pouco de amor, um pouco de loucura e um pouco de: O que diabos está acontecendo aqui?

Se é um caso envolvendo um pai\mãe e um filho, pode ter certeza que Nat será atraída, como um gato é atraído por um rato. Pior analogia, mas quem liga?

O caso capenga entre a moral e o estranho. Tudo começa com uma garotinha chegando a emergência, todavia os médicos logo percebem que existe algo de incomum na sua saúde. 

Em particular, não quero entregar esse arco, por ele tratar de alguns temas delicados e utilizar da percepção do telespectador. Sob a minha ótica achei esse caso complicado, estranho e triste. Não sei se eu não estava muito no clima desse tipo de drama ou se ele podia ter sido melhor executado, o que sei é que o arco começa com um desenvolvimento e tem um término inesperado a qual não concordei e me deixou com uma sensação estranha no estômago. 

As ações imaturas e impensáveis da garotinha causaram os problemas e não tem nenhuma ligação com a atitude do pai, ele até pode ter se deixado levar, por conta do seu luto e temores, todavia os médicos não viram desse modo, principalmente por ele não aceitar a opinião médica, o que fez os doutores tomaram uma atitude ao meu ver errônea. 

Como eu disse é a minha opinião. Você pode pensar diferente de mim ao assistir esse episódio e tudo bem, é tudo uma questão de ponto de vista.
No mais, tivemos um pouquinho mais de Reese, o que é algo sempre bem vindo para mim. Eu adoro a personagem, a atriz é um amorzinho e assistí-la conquistar mais espaço e experiência no hospital é uma delicia. A interação dela com Connor foi bacana e a química com Joey é adorável, e mesmo eles tendo problemas, graças a modernidade, valeu a pena toda essa sofrência por conta do final. 

Nat voltou para o hospital. Por mim ficava na licença maternidade por mais algum tempo, mas como ela vai acabar perdendo a guarda do filho para a sogra se ela seguir tudinho direito, né? Opa, olha eu querendo prever o futuro.
Seguindo o padrão dos seus últimos episódios, Chicago Med não impressiona, não anima, não decepciona, mas também não evoluí, o que pode ser bom agora continuará bom no fim da temporada? Veremos!


Esse texto foi escrito por: Bárbara Herdy
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