Chicago Fire - S04E14 - All Hard Parts

Por Vittoria Crispim

14 de fevereiro de 2016

SPOILERS ABAIXO

Um episódio na medida certa. Nem mais e nem menos.
No episódio quatorze até mesmo os fatos que me incomodavam foram bem trabalhados e de forma precisa. As duas tramas centrais foram aproveitadas ao máximo e tivemos um bom desfecho para uma delas.
Dito isto, irei ordenar esse texto de acordo com o que nos foi apresentado no episódio:

Todos sabem que não gostei da storyline dedicada a personagem da Dora Madison e até mesmo a menção do nome da paramédica já me causava repulsa e quando o episódio iniciou com ela tive medo de ter que aturá-la pelos próximos 43 minutos. Mas, para a minha surpresa tivemos o desfecho da história dela e continuando a minha surpresa, gostei muito desse desfecho e de como ele foi trabalhado dentro deste episódio.

Confesso que por vezes até senti pena da personagem e fiquei na dúvida, no sentido de caso tivesse sido trabalhada de outra forma, sentiria falta dela no adeus. Cheguei a ficar feliz com o apoio que ela recebeu do batalhão, tanto do Herrmann quanto do Severide, mesmo não achando que ela merecia tal consideração. Fiquei triste quando, ao pedir ajuda, o quartel teve de virar as costas, pois como o Comandante falou, ela demorou muito para pedir ajuda. E por último, fiquei aliviada quando ela encontrou um ombro amigo que desse força a ela para sair da atual situação e buscasse a luz no sinal do túnel para seus fantasmas.


Aqui damos adeus a Chili. Fico feliz que ela esta saindo da nossa amada Chicago, e após esse episódio, fico mais feliz ao falar que não estou com tanta raiva dela como nos anteriores. Obrigada à produção pelo desfecho apropriado para a personagem.

Em um episódio que todos os personagem foram bem trabalhados, Kelly Severide foi essencial na história da paramédica. Graças aos problemas que o tenente enfrentou na primeira temporada, ele não só percebeu que o vício da Chili estava sendo levado para o trabalho, como tomou a atitude correta antes que mais pessoas fossem prejudicadas pela Chili e seus problemas.

Foi impossível não lembrar da cena onde ele recorreu a Dawson por ajuda, lá no inícioda  série, e após quatro anos o tenente fez a mesma coisa, em favor de outra pessoa.
Já havia comentado que essas sutilezas na escrita de Fire me encantam. Para mim, foi uma das cenas mais bonitas do episódio, junto, é claro, com a cena dele com a paramédica no carro. Mesmo não mencionando o nome Leslie Shay acho que todos os fãs da série a sentiram presente na atitude do tenente. Ponto para a produção mais uma vez!


Encerrando o capítulo Chili, Chicago Fire deu continuidade ao plot do tenente Casey e neste episódio sua ascensão política teve início concreto, para a minha infelicidade. Não vou pagar de Dawson e dizer que o apoio em tudo que ele queira fazer, não estou gostando dessa storyline e ponto. Entretanto seria muito relapsa em falar que ela não esta sendo bem trabalhada, tudo até agora esta sendo proposto de acordo com o perfil do tenente e até mesmo a presença da Tamara Jones contribuiu para moldar a história da forma que precisa para se encaixar com o perfil do tenente Casey. Ele é uma alma caridosa e tem o anseio de ajudar ao próximo, Fire sempre trabalhou muito bem isso no personagem do Jesse Spencer e ao que parece também trabalhará aqui. Aguardemos mais novidades sobre isso, porque está prometendo.

Fora que achei super curioso o interesse que Joe Cruz deu a esta história, esperaria isso do Mouch ou até mesmo do Herrmann, mas do Cruz?! Oi?! Entendi muito bem não mas adorei a reação dele e aquele banner com a rosto do Jesse Spencer estampado que ele nos agraciou. ~Ficarei muito feliz se alguém me presentear com um desse. Tô só avisando.~

Referente a Dawsey, já havia comentado em reviews anteriores que estava sentindo a falta do casal, aqui não posso reclamar disso, até que tivemos bastante cenas do casal e cenas muito boas mesmo, porém acho que esta chegando mais coisas pra eles. Com esse novo plot do Casey talvez veremos mais de Dawsey, seja o mais do mesmo que estamos acostumados ou algo novo dessa nova relação dele com a política. Seja o que for, meu coração Dawsey aguarda ansioso por mais deles.


Gostaria apenas de fazer um comentário rápido sobre a batalha dos distintivos: sério, que coisa gostosa de se assistir! Enquanto Jimmy e Batalhão 51 apanhavam, eu estava rindo e me divertindo com o Antonio e o Distrito 21 ganhando. Me perdoem, mas jamais iria aceitar que um novato ganhasse do Antonio. Jon Seda tem preferência, amigos. Eu sinto muito.

Fora que foi divertidíssimo ver um pouco mais da Connie, acho que poderiam utilizar um pouco mais a secretária do Chefe. Seria legal ter uma "Platt" em Fire.
E o que foi Gabriela Dawson entregando seu irmão pra "inimigo"?! Ta certo que o "inimigo", no caso, era o irmão dela, mas que isso né ?! Poxa é irmão dela!!! ~Quero muito saber da história de Angela del Rios.~

Pela terceira semana consecutiva podemos dizer que Chicago Fire teve um ótimo desempenho em nos apresentar mais um dos seus episódio e acredito que não seja só eu que anda percebendo a consistência que Chicago Fire adquiriu nestes últimos episódios. Mesmo como fã da série e da franquia Chicago devemos admitir que as séries não andam por terrenos planos, tendo seus altos e baixos dentro da temporada, mas ultimamente a mãe da franquia adquiriu sim a sua consistência e caminha linda e levemente por essa temporada que esta se revelando, aos poucos, uma das melhores destes quatro anos.

PS.1. Aos poucos estou me acostumando com Otis e Brett juntos. Até que os achei muito bonitinhos neste episódio.
PS.2. Herrmann pouco esperto ao barganhar o sonho da Connie em troca de papel higiênico de folha dupla. Sério, não existe outro igual!!!

Esse texto foi escrito por: Vittória Crispim
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