Chicago Med - S01E05 - Malignant

Por Bárbara Herdy

14 de janeiro de 2016

                                                             SPOILERS ABAIXO:


Chicago Med começa eletrizante ao dar continuidade ao final impactante da sua irmã, Chicago Fire, antes de entrar em hiatus. O crossover entre #OneChicago começa com Chicago Fire e segue imediatamente com Chicago Med e o episódio não dá ao público um segundo para respirar. 

O time do hospital recebe e cuida do caso delicado de Herrmann. A série toma cuidado para mostrar como cada minuto é essencial em uma situação de riscos e como a demora para o tratamento correto pode custar a vida de uma paciente, no caso aqui o querido bombeiro do esquadrão 51. A demora na cirurgia coloca Herrmann numa posição delicada e o trabalho de Dr. Rhodes é questionado pelo esquadrão e pelos seus colegas, vide aqui o queridão Halstead, sempre ali brincando de falsiane com o Rhodes. Esse episódio não foi centrado no bonitão do Chicago Med, mas deu uma lapidada e reafirmada na postura e caráter do doutor, quando suas atitudes são colocadas novamente em prova e ele necessita reafirmar não ser apenas um aventureiro em busca da aprovação do papai influente. Rhodes ainda não mostra afinidade com a equipe, mas claramente busca fazer a sua parte e quando é questionado sobre seu procedimento, isso mexe consigo, levando-o a duvidar do seu trabalho.



Enquanto Rhodes busca ser aceito, temos Charles carregando nas costas o grande mistério por trás do episódio, o qual será a conexão entre as duas outras séries do universo Chicago. Sendo dominado pelo espírito de Sherlock Holmes, Charles desconfia do prognóstico da paciente Jessica Pope, vítima de um suposto suicídio. Existem certas informações que despertam sua mente investigativa para descobrir o que há por trás de tal história. Jessica tinha câncer e estava fazendo quimioterapia, entretanto, sem encontrar uma carta de despedida - praxe em casos de suicídios planejados, Charles acredita que existe mais nesse caso do que seus olhos podem ver e com ajuda do detetive Halstead, ele busca por novas informações. 



Reese sempre tentando ser proativa, pede a liberação de Choi para fazer alguns exames específicos em Jessica. Ele mostra completo descaso com a colega, mas de qualquer forma, ela corre atrás para fazer os exames e acaba por descobrir uma overdose de quimio na paciente que, adivinhe só: não tinha câncer nenhum.



Confuso? Estranho? Não é nem o começo. 

Mais tarde, Rhodes recebe uma paciente com sintomas similares aos de Jessica e que vem a óbito; Manning tratou de outra, uma senhora que acredita ter câncer, mas após os exames, é confirmado que não é bem o caso. Levando esses três incidentes até Sharon, a administradora toma a decisão de levar o caso suspeito e peculiar para a polícia. Entretanto, não descobrimos o desfecho desse caso aqui, pois ele será solucionado no episódio final do crossover, em Chicago PD.  Quanto a Herrmann, sua situação não melhora por aqui, o que causa uma rápida discórdia entre Severide e Rhodes. Aparentemente, o doutor tem problemas com todos os machos alfas de Chicago... Até o final desse episódio a saúde de Herrmann continuará um mistério. É, meus caros leitores: Não tá fácil para os personagens de Dick Wolf. 



No mais, o episódio saiu do modelo-padrão - foco num personagem e arco -, e resolveu trabalhar um pouquinho com todo mundo, reafirmando algumas camadas dos personagens, provavelmente para trabalhar sobre isso nos episódios futuros, como a ignorância de Choi com Reese (por que diabos ele a trata assim? Ele não tem paciência com quem está começando?) e Rhodes buscando fazer o seu melhor, quando evidentemente todos estão contra ele, e o seu casinho sem graça com a médica a qual não fiz questão de decorar o nome, mas sei que rima com Danete.

De novidade, fui surpreendida com a chegada de dois personagens que prometem dar uma boa movimentada no enredo comportado de Chicago Med. Noah, irmão de April chega como médico novato e mostra que a única coisa em comum que tem com a irmã é o sangue. Essa chegada coloca April em foco, apresentando mais um membro de sua família e um antigo sonho ao qual ela deixou de lado por conta das necessidades de sua família. Tivemos brevemente uma reacendida nas chamas entre ela e Severide e eu gritei... Como eu preciso desse casal! Diferente de sua irmã, Noah mostrou rapidamente um desinteresse em ser correto e justo e uma enorme facilidade para ser um imã de encrenca. Tenho certeza que eu não fui a única querendo enfiar a prancheta na cabeça dele, após a sacanagem que ele cometeu com Reese. Ela é proativa, dedicada e verdadeiramente pura, o que entrará em conflito com a postura claramente errada de Noah. A relação dela não é fácil com Choi e Noah ainda causa aquela discórdia? E o mais importante: não corrige o seu erro, como prometeu a sua colega. Definitivamente, isso vai dar uma forte treta entre os dois novatos, e com certeza a postura de Sarah em algum momento será colocada em questão, por culpa do seu colega. E aí quem sofrerá as consequências? A novata estranha e distante com poucos amigos ou o novato com uma irmã enfermeira de caráter bom?  

E, não menos importante, também tivemos a chegada de Joey. Faltavam algumas semanas para a estreia da série e o papel de Joey foi anunciado como um funcionário do laboratório com ares de Doutor House que poderá causar alguns problemas entre os médicos, por conta dos seus estranhos métodos. Joey não me lembrou House em nada. Ele é cheio de maneirismos e um caráter um pouco questionável, entretanto ele foi uma das melhores coisas nesse episódio. Ele teve algumas sacadas engraçadas e o ator incorporou um personagem interessante com seu olhar penetrante e postura séria. Outro ponto positivo: o ator teve química com a atriz de Reese e química entre casais nessa série é algo beeem raro... Cof cof cof Doutora Danete com Rhodes e Nat com Wilzzzzzz.... Não adianta. Eles não me descem.

                      


Nat mostrou um certo desconforto com sua gravidez, o que pode ser um anúncio da chegada do bebê em breve. Só eu acho que esse nascimento vai acontecer num dia caótico, e Halstead com Rhodes serão os únicos capazes de fazer o delicado parto?  Não me julgue. Eu assisti todas as temporadas de E.R e Grey's Anatomy: eu estou preparada para tragédias. CERTEZA que vai ter uma bomba, um sequestro, um Godzilla ou um ataque alienígena no dia desse parto. Guardem minhas palavras!

Após o longo hiatus de final de ano, eu confesso que fiquei um pouquinho decepcionada com o episódio de retorno e abertura do primeiro crossover da trilogia Chicago. Foi uma boa abertura? Sim, os arcos (Herrmann e overdose de quimioterapia) são interessantes, mas e os arcos de continuidade de Chicago Med? Achei repetitivo, fraco. Se fosse um episódio a parte, eu acharia bem desnecessário, mas como faz parte de um segmento maior, foi bom para a sua proposta.


Agora resta assistir Chicago PD para descobrirmos quem está por trás do assassinato das três vítimas da overdose de quimioterapia e os motivos por trás desta atrocidade.

Eu adianto que assisti os três episódios e até então, esse é o melhor crossover desenvolvido pelas equipes da trilogia Chicago, principalmente o episódio de Chicago PD. Excelente desenrolar de eventos e desenvolvimento dos seus personagens, principalmente do misterioso passado de Voight.


Chicago Med retorna dia 19 de janeiro com um novo episódio! 
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