Chicago Med - S01E03 - Fallback

Por Bárbara Herdy

8 de dezembro de 2015

SPOILERS ABAIXO:
Até agora, “Fallback’’ é o melhor episódio da temporada de Chicago Med e Barbara aprendeu muitas coisinhas sobre a série com esses episódios, meus queridos leitores.

Para começar: Esse episódio sobre ações e reações. As decisões do passado de Connor retornam em sua vida como uma Wrecking Ball na forma de um candelabro no estômago de um antigo amigo. Will precisa consertar as consequências de sua impulsão emocional. Nat precisa superar suas perdas e deixar de ser chata (tá, isso foi bem pessoal).

                  
Eu não gosto da Nat, ponto. Se eu trabalhasse nesse hospital eu fugiria da Nat na salinha do café com toda certeza. Ela pode tocar Chandelier no violino ESPECIALMENTE PARA MIM e eu não conseguiria nem sorrir. Vou me explicar: ela é legal, é gente boa e é muito simpática. Pontos para ela, mas se vitimiza, o que me irrita, profundamente. O público está encantado pela personagem, mas eu não consigo chegar nem perto de achá-la interessante e esse episódio foi o cúmulo para mim. Ela se fazendo de difícil aos pedidos de perdão de Will foi demais para mim. Will (irei falar sobre ele já já) pode não ser a melhor das pessoas, mas ele não estava errado em sua acusação. Como só fomos apresentados a Nat a pouco tempo, não dá para saber que tipo de médica ela era antes da gravidez, e como a conhecemos apenas assim, eu concordo com Will: ela não está pensando como médica, está pensando como grávida, já que todos os seus arcos envolveram bebês, gravidez e decisões extremas. Will errou ao arrancar o cilindro dela? Sim, mas ela está se vitimando ao colocar toda a culpa sobre ele – e o pior, ele caiu nessa. Sim, existe uma forte tentativa do roteiro de colocá-los como um casal, sim, muitos estão shippando eles, sim, não dou a mínima para isso e continuo não sentindo nem cosquinha quando vejo eles juntos, não tem química, não tem paixão, não tem sentimento, só uma amizade. 
Connor MARAVILHOSO Rhodes. Que homem, senhoras e senhores! Esse episódio não foi feito para ele, e sim para TODA A SUA FAMÍLIA. Dick Wolf não joga um arco sem dar nó nas pontas antes e é isso que ele delimita e complementa aqui, pois ainda tem MUITO pano na manga envolvendo a família Rhodes. Desde o piloto sabemos que: Connor cresceu num bairro rico de Chicago e estudou nos melhores colégios (provavelmente), mas optou uma Universidade abaixo de suas expectativas. No episódio anterior, descobrimos que ele não é apenas rico, mas é filho de um dos mandas chuvas de Chicago e o seu pai tenta se reaproximar do filho, apenas para receber uma voadora como resposta. Connor não tem interesse de remendar seus laços com sua família e os motivos ficam claros em “Fallback”. Num primeiro momento, não temos nenhum drama mexicano para tal decisão, ele apenas quer seguir o próprio caminho, invés de seguir o destino esperado por todos. Imagine o lixo em forma de ser humano? Esse é o Senhor Rhodes, mais conhecido como o Senhor das Trevas. Ele é manipulador, mesquinho, falso e hipócrita, ele tem poder para ter tudo que ele quer exatamente da forma a qual ele deseja, o problema é que Connor fugiu disso e agora, Senhor das trevas faz de tudo – e mais um pouco – para conseguir prejudicar o filho de algum modo, em que ele necessite de seu auxilio. Fiquei muito feliz com a posição da administradora Sharon. Ela não apenas mostrou ter caráter, como também deu um voto de confiança em Connor. Aliás, o último diálogo entre eles foi bem bacana. Com sutileza, Sharon ajudou Connor a ver que ele tornou-se o homem a qual sempre quis ser. Quanto a Evangeline Lilly, opa Claire Rhodes não consegui formar uma opinião sobre ela, apenas a achei bem sem sal, ainda mais por ser manipulada pelo Senhor das Trevas igualzinho a uma marionete de cordas. 
               
Agora quanto a Will. Ah, Will. Você sabe que eu gosto desse seu jeitinho debochado e espertinho de ser, mas assistir você lambendo o chão ao qual Nat anda me irritou – profundamente. Independente de você estar apaixonado por ela ou gostar dela como amiga, não acredito que NINGUÉM em nenhuma situação deve se humilhar a esse ponto. Existem tantas formas de reconquistar a confiança de alguém sem ser patético com isso e honestamente, eu acredito que você foi e muito, como disse lá em cima, Nat está tão errada quanto Will. Talvez a intenção dos roteiristas seja essa mesma, por que sejamos sinceros: quantas pessoas assim você conhece? Eu conheço várias. No entanto, não dá para defender nenhum dos dois, achei profundamente exagerado todo esse arco de um pedindo perdão e a outra fazendo um drama desnecessário. 

Por outro lado, confesso que se foi lindo assistir Nat tocando violino com sua paciente prestes a perder a audição a confissão do Will está no mesmo patamar de ter sido, nesses três últimos episódios estamos assistindo Will patinar de um caso pior que o outro e o seu desespero em buscar uma forma de salvar o paciente, independente de ser um salvamento viável vide o episódio passado. Esse ímpeto de salvar todos os pacientes aos quais cruzam seu caminho está mostrando que Will vai além de um cara arrogante: ele se importa. Ele quer deitar a cabeça no travesseiro a noite e saber que encontrou uma resposta. Não é a toa que no episódio passado ele dispensou a Zoe para pesquisar onde errou no caso de seu paciente. Então quando ele confessa a Nat que aquele é o seu único talento e ele não tinha noção das perdas quando prontificou a lutar por esse dom mostra um lado quase ingênuo de Will. Ele queria apenas salvar as pessoas, então veio às perdas, as mortes, a incapacidade e o desconhecimento. Isso ainda pode dar muito pano na manga.  
               
Seguindo a dramaticidade apresentada nos casos anteriores, “Fallback” teve três ótimos casos nessa semana: o empalamento do amigo de Connor (que cena, amigos leitores, que cena!), o caso da violinista, de longe o caso mais interessante e dramático, e por fim mas não menos importante o caso envolvendo o soldado e sua esposa. O mistério em torno desse último caso dá um tom semelhante ao do caso da jovem grávida que abandonou (ou não?) o seu bebê. O desenrolar desse caso, no entanto teve um final para o público, como aconteceu com ‘Marvel’s Jessica Jones’, eu sinto que aqui temos um leque enorme de personagens, mas me pergunto: Todos são importantes? Estamos apenas no terceiro episódio, mas gostar de ver Sarah, Maggie e Choi ganhando mais e mais espaço. Esse espaço está vindo num caminhar de bebê, mas está vindo.
Ótimo episódio, casos excelentes e muito bom o desenvolvimento dos personagens, principalmente Connor, Maggie e Sharon. 



Esse texto foi escrito por: Bárbara Herdy
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